sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Dialeto de Cabras da Peste ou: seu fulêro não entendeu não?

Imagem:direitos autorais da www.camiseteria.com

O texto de hoje é fruto da pesquisa e colaboração do Abrahão, e concatena-se perfeitamente com o mote do vocabulário delmirense.

É um verdadeiro dialeto

Se é miúdo é pixototinho.
Se é pequeno é cotôco.
Se é alto é galalau.
Se é franzino é xôxo.
Tudo que é bom é massa.
Tudo que é ruim é peba.
Rir dos outros é mangar.
O bobo se chama leso.
E o medroso chama frouxo.
Tá torto é tronxo.
Vai sair diz vou chegar.
Dar a volta é arrodeio.
Se é longe é o fim do mundo.
Dinheiro é bufunfa.
Caba sem dinheiro é liso.
Pernilongo é muriçoca.
Chicote se chama peia.
Quem entra sem licença emburaca.
Sinal de espanto é - - vôte!!
Se tá folgado tá foló.
Quem tem sorte é cagado.
Quem dá furo é fulêro.
Sujeira de olho é remela ou argueiro.
Gente insistente é pegajosa.
Agonia é aperreio ou gastura.
Meleca se chama catôta.
Gases se chamam bufa.
Catinga de suor é inhaca.
Mancha de pancada é roncha.
Palhaçada é munganga.
Desarrumado é malamanhado.
Pessoa triste é borocoxô.
E então é iapôis.
Pois sim é não concordo.
Pois não é estou as ordens.
Correr atrás de alguém é dar carreira.
Passear é bater perna.
Fofoca é resenha.
Estouro se chama pipôco.
Confusão é rolo.
Travessura é presepada
Gente complicada é nó cego.
Paquerar é se "inxerir".
Distraído é aluado.

Vixe Maria! Entendeu esse menino?

Agora é com vocês.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Vocabulário Delmirense


Arte de: David Eduardo da S. Correia.

Na tentativa de ir levando o blog adiante resgatamos hoje algo iniciado em 2002 no primeiro site http://www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br/ Na primeira versão do site, o vocabulário delmirense era uma das seções mais comentadas. Estamos trazendo agora uma edição revista e ampliada de alguns termos macondianos. Assim, creio, estaremos facilitando a vida dos turistas que por lá aportarem. Lembrando que algumas das palavras abaixo também são utilizadas em outros rincões e figuram aqui como curiosidades.

Vamos agora aos termos, acompanhados de seus respectivos significados ou contexto em que eram empregados. Propositalmente, não os coloquei em ordem alfabética; eles foram inseridos conforme as lembranças iam surgindo na minha cabeça. Obviamente, a lista terá os devidos complementos e acertos feitos pelos leitores/colaboradores.

Menino Malino - Criança traquinas e que fica mexendo em tudo.
Menina Danástica - É uma menina malina. Expressão também é empregada para se referir quando era muito inteligente ou com muitas habilidades. Hoje talvez diríamos que seria uma menina desenrolada.
Pau de virar tripa - Diz de pessoas bastante altas e magra.
Bia - Toco de cigarro. Ex: “fulano antes de você terminar o cigarro me dá a bia”.
Dar (ou levar) um Babau: Dar (ou levar) algumas pancadas em alguém.
Popa - Ficar zangado, irado. Ex: fulano deu uma popa
Fuleiro - Engraçado, safado Ex:fulano é um cara fuleiro
Velhaco - Mau pagador.
Meia-Colher - Utilizado para designar um mau pedreiro ou que não sabe fazer bem os acabementos de uma obra. “Fulano é um pedreiro meia-colher”
Cuia - Unidade de medida para comprar farinha no Mercado Público
Cair do banco - Diz do homem que em algum momento dá pintas ou apresenta trejeitos homossexuais. Então se fala: “fulano parece que cai do banco”
Banho-de-cuia - mesmo que dar um chapéu no futebol
Dar de arruda - mesmo que drible da vaca no resto do país
Salaminho -Unidade de medida para compra farinha no Mercado Público
Braiado – O mesmo que misturado ou misto. Expressão bastante usada por Albany(primo do Edson Borracha) e que morava na Lagoinha.
Barrufa – Alta velocidade ou correria. “Fulano passou por aqui no maior barrufa”
Casar a Pulso - mesmo que casar na marra. Quando alguém fazia mal a filha de outrem.
Fazer Mal - Disvirginar alguém(na época isto era muito importante)
Reca - Um monte de gente, multidão: Ex: Uma reca de meninos
Ruma - também tem o mesmo significado de Reca ; Ex: Uma ruma de gente passou por aqui. Magote - mesmo signficado de reca e ruma.
Malhar - Era pronunciada maiar e significava Entrar sem pagar em algum local. Ex: maiar no circo, ou no Cine Pedra usando como escada os muros dos fundos das casas da vila operária. Bubônica - expressão com significado de exagero.Normalmente usada de forma sincopada Ex: Tá cum a bubônica” ou sua variante Tá cum a boba
Bozó - Jogo de dados
Ir à rua - Significava ir a av. Castelo Branco (principal artéria da cidade).
Riba - Em cima. Ex: menino desça daí de riba...
Biliro - grampo de cabelo Cachete – comprimido (remédio)
Pilombeta – chilique (geralmente feminino). Ex: fulana deu a pilombeta!
Ximbra - bolinha de gude
Toitiço - região da nuca. Ex: fulano levou um soco no toitiço
Samangue - policial Ex: Lá vem os samangues
Pão Aguado - o que no resto do país é conhecido como pão francês
Feiticeira - espécie de bolachão Xebra -Também uma espécie de bolachão
Fato - Intestinos do boi
Pacaio – Cigarro artesanal feito de fumo de rolo e palha. Termo também utilizado para cigarros sem filtro.
Lasca Peito - Cigarro barato. É quase um pacaio.
Farinha - Cara chato. Ex: Lá vem aquele farinha...
Pará - espécie de mingau feito com farinha, água, ovos e pimenta do reino. Usado para curar ressaca.
Lambaio - Puxa-saco. Bajulador.
Xêxo - não pagar alguém. Ex: Fulano saiu com Mocozinha (antiga profissional da área prestação de serviços de educação e iniciação sexual) e deu um xêxo.
Coronha - Diz-se da calça curta que deixa aparecer os tornozelos. Como as nossas fardas de tecido cáqui do GVM ficavam após três lavadas: coronhas
Pregas de Mira - diz-se de alguém metido a besta. Ex: Fulana só quer ser as pregas de Mira. Faz referência a uma senhora “louca e vaidosa” que andava pelas ruas da Macondo Sertaneja
Coração da Índia - fruta que em outros lugares é conhecida como graviola
Ximbuca - sandália de couro vendida na feira o design lembra a boca de um sapo aberta Cassaco - Alguém que exala mau cheiro. Termo preconceituoso dado aquelas pessoas humildes que vinham à feira em cima de carrocerias de caminhões.
Cabilouro - Cartilagem que vem junto com a carne. Bastante usada em sopas.
Bôto - Diz-se da criança que tem por função procurar as outras na brincadeira de esconde-esconde.
Bacurinho - Porco novo.
Barrão - Porco gordo e velho
Pai de Chiqueiro - Bode velho ou também utilizado no sentido de aquele que manda por ali. “metido a pai de chiqueiro” Termo também empregado para homem que tinha várias mulheres.
Vôte - exclamação de espanto esignificando mais ou menos como credo!!!
Vixe - forma sincopada de Virgem Maria também usada como forma de espanto
Ôxe - originalmente era: ô gente para expressar espanto. Com o passar do tempo foi abreviada.
Negão - tratamento gentil com os amigos. Ex: Negão, a banda que tocou ontem no Vicentão era massa. Esta expressão também era bastante utilizada quando um menino “ficava de mal de outro” e voltavam a brincar porém evitava-se falar o nome do mesmo. Então era um tal de negão prá cá e negão prá lá.
Flau - picolé em saquinhos. Em outras regiões conhecido como sacolé ou dindin.
Gás - Querosone. Bebeu gás - diz-se quando nos referimos a alguém que tomará alguma decisão controvertida e polêmica ou que exige uma certa dose de insanidade. Ex: “Ele num é doido. Não bebeu gás”
Pés-do Cão - Perigoso. Ex: fulano é os pés do cão;
Pés da Besta – Utilizada no mesmo sentido de Pés do Cão.
Raia - O mesmo que pipa ou papagaio;
Derna - Forma sincopada de Desde significa faz muito tempo que o fato aconteceu Ex: Um delmirense conversando com outro: Edson tem o apelido de Borracha derna que César morava por aqui
Avexe - diz-se para alguém apressar-se Ex: avexe menino tire as roupas do varal que vai chover
Quarador – Local formado por pedras dispostas no chão e utilizado para secar roupas lavadas. Avia - uma variante de avexe. Também usado para dar o sentido de urgência
Tuia - o mesmo que reca, ruma, camboio, magote. Sempre usado no sentido de multidão ou monte de alguma coisa. Ex: Havia uma tuia de caras fuleiros no GVM
Quiba - associados a testículos. Ex: A aula de fulano é chata demais é pior que um chute nos quibas
Peba - coisa sem grande valor. Algo fuleiro. Ex: O circo de Colombinha era muito peba.
Labafêro - Bagunça, barulho. Ex: Quando no GVM resolviam cobrar as mensalidades, era o maior labafero que os alunos faziam no lado de fora próximo da quadra.
Pegar Boi - Diz de alguém quando está com pressa. Ex: Meu filho vai avexado assim prá onde? Vai pegar boi é?
Engabelar - Enganar Ex: Tá pensando que eu sou besta é? Tá querendo me engabelar bichinho?
Acoitar - Esconder
Passamento - Desmaio. Ex: Dona Fulana teve um passamento.
Comida de rabo – Termo chulo empregado quando alguém levava um bronca do chefe. Ex: “fulano acabou de levar a maior comida de rabo de sicrano”
Pica Grossa – Termo chulo para se referir ao chefe ou aquele que emitia ordens
Cafofa - Bola chutada em direção ao goleiro com pouca força. O goleiro então para irritar o adversário pega a bola entre as mãos, balança-a e olha em direção ao jogador e diz “cafofa” o que pode ocasionar uma briga pela afronta e desrespeito à honra esportiva.

Agora é com vocês.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

1972: Um Ano Que Ainda Dói no Ouvido

Como estamos em plena “Semana da Pátria” reproduzo com pequenas modificações texto publicado no http://www.amigosdedelmirogouveia.blogger.com.br/ em 24 de novembro de 2004. Na época ele rendeu alguns comentários. Mas não custa nada resgatar o mesmo e tentar fazer o nosso blog caminhar um pouco mais.

Ano 1972 - Alguns fatos. Cenário Mundial: A Guerra do Vietnã se aproxima do fim. Henry Kissinger, secretário de estado americano, negociava nos arredores de Paris uma saída honrosa para os EUA. Na Olimpíada de Munique 12 atletas israelenses eram feitos reféns e depois mortos por militantes da OLP. Nixon visitava a China.

Cenário Nacional: Imperava o auge da ditadura militar. Governo Médici. Imprensa censurada. Lei de Segurança Nacional. O capitão Lamarca, talvez a figura mais conhecida da resistência de esquerda, já havia sido assassinado no sertão da Bahia. Gil e Caetano voltavam do exílio londrino.

Cenário delmirense (macondiano): Eu fazia a 4ª série primária no Grupo Escolar Francisca Rosa da Costa. A escola tinha apenas quatro salas de aula. Diretora: Teresinha Bandeira. Professora: Sônia Camilo. (minha colega, aqui ao lado, acabou dar uma risada. Caramba: você saltou de Henry Kissinger e Olimpíadas para o 4º ano primário em Delmiro Gouveia. Isso é que eu chamo de viagem).

Eu, uma criança, naturalmente não sabia nada do que rolava pelo mundo e muito menos no país. Os anos de chumbo caiam no lombo do povo. Eram os tempos do Brasil: Ame-o ou Deixe-o (minha colega aqui do lado está completando: o último que sair, apague a luz do aeroporto). E a abertura lenta, gradual e segura ainda nem era projeto. Isto só viria acontecer nos anos Geisel. Mas aí já é outra história.

Certa vez, a palavra subversivo, foi pronunciada de maneira baixa, sussurrada e entreolhando para os lados. Assim como comentavam que alguém estava com câncer. Era algo mais ou menos assim: Os filhos do Sr. Leite e do Sr. Dom foram presos em Recife. Isto ouvi ali na casa do meu avô: Rua da Matriz, 222.

Creio que eles militavam no movimento estudantil. Nunca soube o que eles tinham feito de fato. Mas sei que “subversivo” era algo muito grave. Aliás, se algum leitor que os conheceu quiser contar a história por aqui ficarei bastante grato. Matarei a curiosidade infantil.

Mas aqui estou a tergiversar. Voltando ao Grupo Escolar (vizinho ao Bar da Tripa).

Enquanto tudo isto acontecia, lá estávamos nós na frente da escola, todos trajando camisa branca com o escudo da escola no bolso, calças curtas ou saias azul-marinho, meias brancas e os inesquecíveis e confortáveis sapatos conga nos pés. Hasteando a bandeira, mãozinhas em cima do peito esquerdo a cantar em altos brados o hino do sesquicentenário da independência. Era isto mesmo. Fazia 150 anos que o D. Pedro I tinha soltado o brado do Ipiranga. E não é que este hino, de tanto ser cantado (afinal todas as quintas-feiras cumpria-se o ritual) até hoje permanece em minha memória. E às vezes me pego inconscientemente cantando-o. Isto que é foi uma lavagem cerebral bem dada.

O detalhe interessante era que se alguém fizesse alguma gracinha ou saísse do tom, levava umas chocalhadas na cabeça (é isto mesmo que você está lendo, chocalhadas. Afinal o chocalho usado em pescoço de cabras e bode, na escola tinha a dupla função de servir de “campainha” e como instrumento de repressão aos “meninos malinos” (putz, esta expressão fui buscar longe, não?). A Teresinha não perdoava. Eu nunca levei. E bom deixar isto bem claro. (risos).

Bem, será que você também lembra do hino? Então relembre. Eis aí o dito cujo.

Hino do Sesquicentenário da Independência

(Canção de Miguel Gustavo)

Marco extraordinário

Sesquicentenário da independência

Potência de amor e paz

Esse Brasil faz coisas

Que ninguém imagina que faz

É Dom Pedro I

É Dom Pedro do Grito

Esse grito de glória

Que a cor da história à vitória nos traz

Na mistura das raças

Na esperança que uniu

No imenso continente nossa gente, Brasil Sesquicentenário

E vamos mais e mais

Na festa, do amor e da paz (Bis)

E dessa época? O que você lembra?

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Ruas Delmirenses: do Progresso a Castelo Branco



O nosso blog anda mais uma vez caindo pelas tabelas. Poucas colaborações. Raros comentários. E quase nenhum leitor novo. O Clubinho está já fechando as portas por falta de movimento. E para dar um alentozinho estou postando duas imagens da antiga rua do Progresso que hoje é a principal avenida da nossa Macondo.

Um exercício interessante seria fazer uma análise comparativa com a imagem enviada pelo nosso colaborador Ivã Balbino e postada no dia 28 de junho de 2008.

Será que houve tantas mudanças assim?

Agora é com vocês.


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Delmiro Gouveia: Certidão de Nascimento de Macondo

César,

Há alguns dias fizemos comentários sobre a emancipação da nossa cidade e fiquei de mandar cópia da parte do Diário Oficial de Alagoas sobre o assunto.

(...)

O município com o nome de Delmiro Gouveia e desmembrado de Água Branca foi criado em 16 de junho de 1952, por força da Lei nº 1628 que elevou a vila a categoria de cidade. Mas a instalação da cidade só teve lugar em 14 de fevereiro de 1954, dia da sua emancipação.

O nosso colaborador Paurílio nos remeteu o texto acima e também cópia de um documento importante: a “Certidão de Nascimento” da nossa Macondo. Pegando o gancho do tema e fazendo uma analogia meia-boca e esperando que seja continuada no mesmo tom pelos leitores/colaboradores.

Cheguei em Delmiro Gouveia em junho de 1969. Guardadas as devidas proporções, será que poderíamos dizer que a cidade, nascida em 1952, seria então uma adolescente feinha e desengonçada? Ao sair, em março de 1981 (sair fisicamente, já que a cidade permanece dentro da gente), ela já era uma mocinha até jeitosa.

E hoje? Como ela seria para cada um de nós? Se você se mudou, ou continua na cidade, fica a pergunta. As respostas podem variar desde bebê de cueiros (acho que foi assim que o Paurílio deixou Macondo em 1954) até uma senhora matrona, entrada nos anos, respeitável, cheia de filhos queridos...

Agora é com vocês.



quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Delmiro Gouveia: Hotéis do pioneiro até as nossas lembranças macondianas.

O Paurílio nos traz mais uma contribuição falando sobre os empreendimentos do pioneiro Delmiro Gouveia, quando residente em Recife nos idos do século XIX. Vamos ao email do nosso colaborador e logo em seguida eu “colo” dois textos coletados em pesquisa na net.

Caro César,

Na matéria anteriormente postada, falamos rapidamente sobre o hotel que Delmiro construiu na área do mercado do Derby e também sobre a fábrica de refinação de açúcar. Segundo o escritor Nilson Lage, essa refinação era a maior da América do Sul e foi arrematada num leilão por Delmiro.
Estão aí fotos que já são conhecidas de alguns blogueiros por constarem em livros e revistas, mas outros talvez não as conheçam: do hotel e da fábrica de açúcar que ainda está erguida, destacadamente, no bairro de Santo Amaro (Recife) com o nome de fábrica da Tacaruna. - São fotos da época áurea do nosso pioneiro.

Um moço que veio do nada - foi tipógrafo, caixeiro, empregado de estrada de ferro e de barcaça, mascate - que aos poucos foi galgando a fama, muito esperto, tornando-se hábil nos negócios e no comércio de peles, logo se tornou rico. Além dos problemas sobre os quais já comentamos no post anterior, a ruína de Delmiro na cidade do Recife deveu-se, também, à inveja de muitos por causa da sua vida de luxo e de riqueza.

Paurílio

Textos “colados”

Hotel Internacional
No local onde hoje se encontra o Memorial da Medicina de Pernambuco (antiga Faculdade de Medicina do Recife), no final do século XIX existia o edifício onde funcionava o Hotel Internacional de propriedade de um dos maiores empreendedores em Pernambuco, o empresário Delmiro Gouveia.

Havia também na época o Hotel de Apipucos, localizado em um casarão que pertenceu depois a Delmiro Gouveia - a Vila Anunciada e onde hoje funciona a Unidade Central da Diretoria de Documentação da Fundação Joaquim Nabuco.

Então o Coronel Delmiro foi proprietário de dois hotéis em Recife? Não fui além na pesquisa e por isto não sei dizer se isto ocorreu de forma simultânea ou não.

Pois é, quase todo santo dia eu passo em frente ao Memorial de Medicina que fica ao lado do quartel do Derby e que já falamos no primeiro post deste blog.

E agora que tal além de falarmos sobre a saga do empreendedor também rememorarmos sobre os hotéis da nossa Macondo? O tema já foi objeto de comentários nos blogs anteriores. Mas não custa nada o trazer à baila novamente.

Lembro-me que 1975, algumas vezes nossa equipe do GVM (Edson Borracha, Danúbio Oliveira, Patricia “Pedrão” , Simone Souza, Edmo Cavalcante e Santina Oliveira) ia fazer trabalhos escolares nas mesas de jantar do Hotel de D. Das Graças. Isto acontecia porque a Rosane, sua neta e que fazia parte da equipe, nos convidava. O hotel ficava ali na rua 13 maio quase vizinho ao bar do Lula Braga. O rendimento de tais trabalhos não era lá grandes coisas. Afinal nós ainda éramos pré-adolescentes. Então era muita conversa e pouco serviço. Mas que atire a primeira pedra quem nunca fez isto.

Bem, agora é com vocês.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Delmiro Gouveia: Um pouco de História.

Email enviado por Paurílio Barbosa:

César,

Paramos? Ou estamos matutando, ainda analisando as últimas fotografias, os últimos comentários? Tudo neste blog gira em torno das coisas da nossa terra ou em torno do nome do coronel Delmiro Gouveia, sua vida, seus feitos, bravura, pioneirismo... Sempre estamos a repetir sobre a nossa história, percebe? De vez em quando, volta aos comentários um tema trazido há um ano ou há seis meses, por exemplo. E mesmo assim, pela empolgação ou por causa da paixão pela nossa história, recebemos novamente tais assuntos com exaltação, como se fosse novidade para nós. Relembrar a vida e a obra de Delmiro Gouveia nunca é demais. Sempre há o que dizer, o que comentar, o que acrescentar.
Uma das últimas fotografias que você colocou no blog é a do Quartel General da PM de Pernambuco, no mesmo local onde Delmiro construiu um mercado, inaugurado em 1899, às margens do rio Capibaribe. Estou mandando foto do antigo mercado do Derby e, a propósito, foto também da bela adolescente Carmela Eulina, porque ambas têm a ver com um mesmo episódio ocorrido com Delmiro, tudo num curto espaço de tempo. - Por causa de questões políticas, o mercado foi incendiado, Delmiro passou a ser perseguido, todas as portas lhe foram fechadas. Ele, já chegando aos quarenta, conquistou a jovem da fotografia, fato não aceito pelo pai dela, Desembargador Sigismundo Gonçalves, Governador de Pernambuco. E a saída foi raptar a garota que mal chegara aos dezoito anos, segundo o pesquisador Pernambucano de Mello, fugindo para Alagoas, começando aí, praticamente, a história da nossa terra.

Abraços

Paurílio Barbosa - Recife Pe

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Praça da Igreja Velha em Delmiro Gouveia ou Macondo em Nova Roupagem

O texto e as imagens de hoje ficam por conta do nosso colaborador Ronaldo Lima. E os comentários são por conta de vocês. Afinal o local fotografado por ele é bem conhecido por todos nós. E que venham as histórias, as críticas e/ou elogios as interferências paisagísticas no entorno da velha igreja consagrada à padroeira da cidade: Nossa Senhora do Rosário.

Caro César,

Estive em Delmiro de 23 a 29 de Junho e aproveitei para fotografar a nova praça da igreja velha, pena que viajei às 14 horas e a inauguração estava prevista para as 18 horas. As fotos feitas por volta das 10 da manhã e ainda tinha muitos operários trabalhando na mesma.

Abraços

Ronaldo Lima


quarta-feira, 2 de julho de 2008

Passeios numa bucólica Delmiro Gouveia (Anos 50)

Nos blogs anteriores (cujos links encontram-se no rodapé desta página) já postamos algumas fotografias desencavadas dos fundos dos baús macondianos, onde há imagens deste recanto delmirense e de onde, provavelmente, foi inspirado o nome original do então lugarejo: Pedra.

Não é uma pedra tão imensa quantas outras tantas que há por este imenso país. Mas era a nossa pedra. E em torno dela giram algumas lendas: que em sua pequena gruta abrigavam-se (ou acoitavam-se) cangaceiros; para outros era um local meio que mal-assombrado pela proximidade do Açude Grande, com diversas histórias de afogamento. Em todo caso era um lugar onde algumas pessoas faziam passeios ou mesmo piqueniques (será verdade ou estou exagerando para o assunto ficar comprido?) (risos)



Vamos então ao email e as imagens enviadas pelo nosso colaborador André (Rondonópolis/MS)

César

Mais algumas fotos de passeio a Delmiro, feito por minha mãe e minha tia que moravam em Petrolândia/PE nos anos 50. Lugar também bastante comum por aqui no blog.

André

sábado, 28 de junho de 2008

Ruas delmirenses: Progresso era seu nome.



Abrindo, oficialmente, os posts temos mais uma espetacular colaboração do Ivã Balbino. Uma antiga imagem da rua do Progresso, depois denominada Carlos Lacerda e atual Av. Presidente Castelo Branco. Ou seja: mudava-se o nome de acordo com quem dava as cartas na política nacional.

Era, e ainda é, a principal artéria da nossa Macondo sertaneja. Hoje, mais do que nunca, talvez o seu nome original faça jus. O progresso pode se ver em cada canto. Praticamente não resta mais nada desta imagem onde havia casas comerciais simples com duas ou três portas. O detalhe é que todas eram muito parecidas entre si. Atualmente as lojas são bastante semelhantes com as encontradas nos grandes centros. É a globalização para o bem ou para o mal. Talvez os puristas, conservadores e saudosistas reclamem. Mas é o "progresso".

Um detalhe curioso é o jeep. Um único veículo motorizado na avenida. E aqui vai uma mera especulação minha: seria o famoso carro do Dr. Ulisses Luna? Ou serei contestado?

Segue cópia do email enviado pelo nosso colaborador(o cabra nem de Delmiro é) e, no entanto, faz um esforço enorme para manter este espaço no ar. E merecedor de abrir o blog com novo endereço.

Caro César,

Lendo umas das suas notas, vi um pouco de desânimo e nao vejo razão para isso. Meu AMIGO, mesmo não sendo DELMIRENSE, vibro todas as vezes que leio os comentários dos seus amigos. Que eles não sejam muitos mas que sejam verdadeiros. Vou mandar mais esta foto para refoçar os comentários dos AMIGOS DE DELMIRO, viu? Vamos ver o quanto rendera. rsrsrsrs

Grande abraço!
Ivã

Agora é com vocês.

PS: Neste novo formato de blog as fotos(ainda) não podem ser publicadas em tamanho maior do que o apresentado. Para quem quiser ver a fotografia com riqueza de detalhes basta clicar com o botão direito em cima da mesma e a salvar em seu pc. E aí ela é restaurada em seu tamanho original. O leitor fazendo isto poderá se ater a alguma minúcia interessante e a socializar via comentários.