domingo, 1 de novembro de 2009

Grandes Figuras Delmirenses: Zé Mulher (II Parte)



Complementando o texto anteriormente postado trazemos hoje material enviado pelo José Reginaldo conforme prometido nos comentários

Vamos ao que interessa.

Caro César,

Segue envio como comunicado anteriormente as imagens do inesquecível Zé Mulher, figura notável na sociedade delmirense.

Uma curiosidade dessa pessoa que tinha como oficio a arte da costura, é que mesmo o seu nome ser de fantasia onde na verdade se assinava José Manoel dos Santos, tinha em sua casa uma máquina de costura da marca LEONAM, o que coincidência ou não, é o seu nome de guerra ao contrário. Bem bacana não!

As fotos foram tiradas por mim mesmo ainda nos idos fins dos anos 1980 em sua casa, isso já no bairro Eldorado onde tinha se mudado da Rua Freitas Cavalcante fazia algum tempo.

Abraços.


Luis Reginaldo Silva

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Grandes Figuras Delmirenses: Zé Mulher e Nenén de Brasileiro.

Os nomes de Zé Mulher e Neném de Brasileiro são por demais conhecidos na nossa Macondo Sertaneja. E estas lembranças foram avivadas quando me deparo com a seguinte matéria no site Coisas de Maceió:

4ª edição da parada da diversidade sexual do alto sertão - Delmiro Gouveia em 19/10/2009
A cidade de Delmiro Gouveia, conhecida nacionalmente pelo empreendedorismo de seu fundador, realiza no próximo dia 08 de novembro a partir das 14 horas na praça de eventos, a 4ª edição da Parada da Diversidade Sexual do Alto Sertão Alagoano. Com o tema Ser Cidadão é Ter Seus Direitos
O evento conta com o apoio da Prefeitura Municipal, Câmara de Vereadores, Ministério da saúde UNESCO, Fundação Delmiro Gouveia, Secretária da Mulher, Cidadania e direitos humanos, Rede Nordeste de Grupos LGBT.


Aproveito a oportunidade para resgatar mais dois textos postados nos primeiros blogs da série Amigos de Delmiro Gouveia.

Lembramos mais uma vez que os antigos blogs tiveram um bug nos seus sistemas de comentários que o provedor Globo não conseguiu resolver. E assim não aparecem mais na tela tudo aquilo que os leitores traziam de informações e que movimentavam o espaço. Os antigos comentários são visíveis apenas no gerenciador ao qual apenas eu tenho acesso. Os comentários ficam armazenados. Mas não fica o nome de quem o fez.

Mas vamos ao que interessa:



Um Certo Zé
Postado originalmente em 04 de novembro de 2004
Zé Mulher fantasiado de noiva e segurando o estandarte do Bloco do Pompeu. O bloco fez uma homenagem ao mesmo no inicio dos anos 80. O Zé veio a falecer pouco depois.


Falar sobre pessoas que obtiveram destaque no cenário social delmirense é fácil. Há muita gente talentosa. E certamente isto será falado por aqui no momento oportuno.

No entanto toda cidade tem seu lado underground. E seus personagens meio que execrados pelo senso comum mais conservador. No entanto estas pessoas fazem parte do acervo de recordações. E não acho justo esquecê-las.

E com a cidade de Delmiro Gouveia, não é diferente. Por isto este post é dedicado a uma dessas pessoas: Zé Mulher.

Zé Mulher era uma pessoa corajosa. Corajosa mesma. Porque alguém há 30 anos atrás em pleno sertão das Alagoas se assumir homossexual era um ato de ousadia e desafio. Pura coragem. Coisa para macho nenhum botar defeito.

Era um sujeito magro, moreno e meio calvo. Não tinha ares e nem jeito feminino. Carregava sim nos trejeitos e num andar meio rebolado e um tanto forçado. Lembro dele andando pelas ruas com passos rápidos, sorrindo e acenando para todos. Sempre havia alguém metido a engraçadinho a soltar um gracejo para ele. Mas ele respondia numa boa. E até gostava que mexessem com ele. Fazia parte do jogo de cena.

Costumava usar umas calças compridas desta bem justa no corpo, blusa em cores berrantes e com a barriga de fora e calçava uns tamancos. Ou seja, era algo caricato aos nossos olhos provincianos. Mas os leitores hão de concordar. Alguém se vestir assim naqueles tempos era negócio para cabra muito macho não?

Não sei em que ele trabalhava. Parece-me que costurava. E também que era um filho muito dedicado e cuidava bem de sua mãe. Também não sei em que rua morava. Talvez para os lados da Freitas Cavalcante.

Bem os anos passaram. E na última visita que fiz à cidade perguntei por ele. Disseram-me que havia morrido. Não perguntei de que.

Meu primo Tadeu Mafra, fundador do Bloco do Pompeu, grupo onde homens, cabras-machos mesmos saem vestidos de mulher pelas ruas delmirenses, contou-me que nos últimos anos de vida do Zé-Mulher sempre o convidava para ser destaque do bloco. Uma justa homenagem.

E foi o meu primo quem me cedeu a foto onde podemos ver este personagem delmirense. Pena que na fotografia vê-se o Zé já um tanto cansado e abatido. No entanto nas minhas lembranças delmirenses ele sempre será recordado pela sua forma esfuziante de ser.



Uma Lenda Viva em Delmiro Gouveia: Nenén de Brasileiro
Postado originalmente em 28 de setembro de 2005



No blog anterior há um post sobre o famoso Zé Mulher(falecido). Nada mais justo também fazermos uma homenagem ao não menos famoso Neném de Brasileiro. Afinal se assumir gay no final dos anos 60 e início dos 70 numa cidade nos confins do sertão nordestino é o cabra ser muito macho. É uma coragem e tanto desafiar os preconceitos. Afinal mesmo hoje passados tantos anos ainda impera em alguns círculos mais conservadores um certo ranço de preconceito.

Não sei se era impressão minha ou havia mesmo uma certa rivalidade entre o Neném e o Zé Mulher. Ambos fisicamente eram bastante diferentes. O Neném lembrava um pouco (ao meu ver) o Ronnie Von dos tempos da jovem guarda: cabelos negros e longos. E também tinha um certo ar feminino.

Aqui agora peço a colaboração dos leitores sobre os dados complementares sobre o nosso homenageado. Sei apenas que ele era filho do Sr. Brasileiro(vigilante do açude) e que morava para os lados da Pedra Velha.

As fotos deste post foram tiradas por mim no Bar Candeeiro em junho de 2002. Estávamos reunidos com parte da turma do GVM/1977 quando de repente entra o Neném. Um pouco mais velho, mas com a mesma esfuziante alegria de sempre. Pedi autorização e fiz o registro para a posteridade.

E aí o que você tem para contar sobre ele? Deixe o seu recado.

PS: aparecem nas fotos o famoso futebolista Tonho de Eusébio e o Cleninho(filho de Clênio Sandes) e a segunda foto a moça em pé é Núbia irmã do Rita e do famoso João Cambão.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pragas Delmirenses: Potós e afins


O post de hoje é proposto pelo Marcos Lima. Eu apenas complemento com mais duas imagens e um texto devidamente copiado do Wikipédia (vai que algum dos leitores não seja da Macondo Sertaneja e não entenda de que falamos).

Olá César,
Fiz essas duas imagens de Delmiro, uma aparece bem visível a serra de Água Branca.

Não sei se você já teve oportunidade de comentar no seu blog sobre as "pragas" de nossa Macondo, atualmente ela está infestada por GRILOS E POTÓS.

Forte Abraço

--
Marcos Lima

"Nada pode me fazer mal, a não ser que eu permita"



POTÓ
...“Inseto é muito conhecido nas regiões Norte e Nordeste do Brasil onde é temido pois dentro dos seus fluidos existe uma substância - a pederina, que em contato com a pele do homem provoca necrose cutânea. O grande problema é que quando o inseto pousa sobre a pele da pessoa, esta inadvertidamente bate sobre o inseto contra pele, no intuito de matá-lo, justamente o bastante para a liberação da substância pederina, ocasionando assim as lesões de inflamação, formação de bolhas e feridas abertas, geralmente em áreas expostas do corpo, tais como braços, ante-braços, face e pescoço.
O potó é um inseto de hábito noturno por isso a ocorrência de sua queimadura acontece geralmente quando a vítima está dormindo. É no pescoço o local de maior incidência de lesões pelo fato do inseto possuir pequenas asas posteriores, fazendo vôos pequenos. Na face, pode provocar prejuízo maior se próximo aos olhos...”
Fonte: Wikipédia




As minhas lembranças dos tais potós foi uma tremenda queimadura que tive nas costas ao vestir uma camisa e não notar que havia uma peste destas passeando no lado interno da mesma.

Além dos potós havia um outro bichinho mais inofensivo mas não menos incomodo: Lacerdinhas. Quem não lembra deles caindo aos montes em cima das pessoas que ousavam passar por baixo das árvores que ficavam em frente ao Cine Pedra. E não sei porque mas roupas em tons amarelos exerciam um fascínio sobre eles.

Voltando aos potós: Será que o palavra “potocas” (que suponho que seja a fêmea da espécie) derivou a expressão “conversar potocas” para assuntos de menor importância?

Agora é com vocês.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Caras Brancas e Caras Pretas(Origens?)

Lembro-me que naqueles tempos a política na nossa Macondo Sertaneja, era divida entre dois blocos distintos: os Caras Brancas e os Caras Pretas. Quando cheguei por lá em 1969, com apenas sete anos de idade, era assim que os grupos adversários eram conhecidos. Ora, já era tempo do bipartidarismo (ARENA e MDB) imposto pela ditadura. No entanto, a criação da cidade data de 1954, portanto, foi anterior à malfadada “gloriosa revolução de 64 (Golpe Militar mesmo)”, portanto não eram tempos de apenas dois blocos distintos.

Talvez já nos primórdios da cidade, mesmo havendo os então fortes partidos (UDN, PTB e PSD), os adversários se chamassem de Caras brancas e Pretas e isto passou para geração seguinte. Isto é mera especulação minha. E aí, apelo para os universitários (Paurílio, David, Eduardo, Abrahão, Paulo....entre tantos outros).

Mas vamos ao que interessa: Hoje posto algumas cópias documentais enviadas pelo Eduardo Menezes. E aí temos: a posse de Alfredizio Menezes (primeiro prefeito nomeado), a renúncia de Dr. Antenor Serpa (primeiro prefeito eleito) e a nomeação de José Bandeira.

Não sei o que houve na época para o Dr. Antenor renunciar. Creio que deve ter sido algum arranjo político para abrir caminho para a ascensão do Bandeira.

Agora é com vocês.





Posse de Alfredísio

Renúncia de Dr. Antenor Serpa





Posse de Dr. José Bandeira

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dr.Ulisses Luna(homenagem no ano do centenário de nascimento)


Hoje teremos um post duplo entrelaçando o material enviado pelo nosso colaborador Paurílio Barbosa(do Recife) e um texto postado originalmente em 28 de dezembro de 2004 no primeiro blog da série Amigos de Delmiro Gouveia. O tema é o saudoso Dr. Ulisses Luna.

César,

Se vivo fosse, há três meses Dr Ulisses teria completado cem anos. Será que esse fato foi destacado em Delmiro Gouveia? Como não houve nenhum comentário no blog, é possível que a data tenha passado em branco. Bem que ele merecia homenagens, principalmente porque levou toda a sua vida ali na nossa terra, chegando a ser prefeito e, como já li em vários comentários, exercendo o mandato com muita honestidade. A foto que remeto foi tirada de uma revista, trazendo a transcrição da certidão de batismo do "inocente" Ulisses. Muitos dos que frequentam nosso blog passaram pelas mãos daquele médico. Portanto podemos dizer que prestamos a nossa homenagem àquela grande figura cuja vida e atos ficaram gravados na história da nossa terra.

Paurilio Barbosa


Abaixo texto de César Tavares publicado originalmente em 28 de dezembro de 2004

Dr. Ulisses Luna

Sempre tive a maior admiração por quem exerce o ofício da Medicina em cidades do interior. Ora está ali num consultório apenas o médico ouvindo atentamente o paciente.

E com isto ele tenta colher as variáveis do caso em questão e dar o seu diagnóstico. Não há como pedir a bateria de exames tão comumente solicitados pelos seus colegas de profissão dos grandes centros urbanos. E mesmo que pedisse que o paciente providenciasse isto, na maioria das vezes, ele o paciente, não dispõe de recursos financeiros para tanto. Então o doutor tem que ser preciso. Não pode errar. E tem que ser rápido e certeiro.

O post de hoje é para lembrar do Dr. Ulisses Luna. Um dos pioneiros no exercício da profissão em Delmiro Gouveia.

O Dr. Ulisses era reconhecido pela sua competência técnica. Inteligência aguda e senso crítico. No entanto era um tanto folclórico o seu comportamento passional. Seu jeitão irascível e tolerância zero com supostas asneiras proferidas pelos seus tantos pacientes. Ele não levava em conta, muitas das vezes, que o paciente poderia ser alguém meio matuto ou leigo.

Afinal quem nunca levou uma bronca dele? Quem não sabia do seu zelo quase neurótico pela preservação dos hábitos de higiene?

No seu consultório e residência ali no inicio da rua do ABC, em frente a sorveteria do Seu Conde, era famosa a cadeira do paciente. Ele com um tremendo medo que os pacientes ao falarem de seus males aspergirem perdigotos em sua direção, mandou chumbar lateralmente a cadeira do paciente a sua mesa. Nada de falar na direção dele. E se o paciente tentasse se virar levava um tremendo esporro na hora.

Outro fato curioso também era o seu carro. Um jipão.branco. Quando ele oferecia carona ninguém queria. As pessoas gentilmente agradeciam, mas dispensavam à carona. Também o coitado que aceitasse tinha que andar dentro do carro todo ereto. Não podia de forma alguma segurar na barra de proteção. Por que se o fizesse levava um grito no mesmo instante. O Dr. Ulisses assim como o Howard Hughes(um milionário americano famoso) morria de medo de contaminação por bactérias,vírus e bichinhos de natureza correlata.

Mas como alguém iria se conter ereto num automóvel sacolejando em ruas calçadas com paralelepípedos? Mais um dos insondáveis mistérios delmirenses.

Dr. Ulisses participando de festividade de conclusão de turma do GVM

O Dr. Ulisses era casado com a minha prima Leni. E algo engraçado eu ouvi em junho de 2002, quando em visita à cidade. Leni disse-me: “Lá em casa só entrou um refrigerante depois que o Ulisses faleceu”. Ele não admitia de jeito nenhum o consumo de coca-cola, fanta...Tudo isto para ele era puro veneno” Bem por aí se tira o radicalismo saudável do saudoso Doutor. Mas no fundo ele tinha razão. Ou não?

Particularmente sou devedor de grandes favores ao Dr. Ulisses. Ele cuidou da saúde dos meus familiares e até da minha quando criança. Afinal médico no interior naqueles tempos era pau para toda obra. Tinha que saber de tudo mesmo: Desde pediatria, passando por ginecologia, infectologia, cardiologia e todas as logias possíveis e imagináveis. Enfim ele seguia o juramento de Hipócrates ao pé da letra. E ao menos nos casos da minha família as suas indicações terapêuticas foram eficazes.

E achei mais do que justo a homenagem feita pela cidade, ao colocarem o seu nome num dos postos de saúde. E é sempre bom lembrar que a cidade de Delmiro Gouveia só existe porque foi graças ao pai do Doutor. O Coronel Ulisses Luna que no início do século XX acolheu o então fugitivo Delmiro Augusto da Cruz Gouveia nas suas terras e deu total apoio aos empreendimentos do pioneiro. Bem isto é história real e pode ser lida em qualquer bom livro do gênero e não nestes rascunhos e arremedo de blog.

E aí você lembra de alguma história do Dr. Ulisses? Ele também cuidou da sua saúde? Ou de alguém da sua família? Você alguma vez provocou a sua ira? Ou o viu iracundo? Lembra-se de algum fato interessante ocorrido com alguém conhecido? Conte aqui. Partilhe a sua lembrança conosco.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Delmiro Gouveia: Nasce uma cidade.

O blog de vez em quando dá os ares de sua graça na história oficial da cidade. Ainda em agosto de 2008, foi publicado o material enviado pelo nosso colaborador Paurilio, que nos trazia a cópia do Diário Oficial com a “certidão de nascimento da cidade”(clique aqui). E eis que agora o Eduardo Menezes nos remete cópias das atas manuscritas deste evento.

O que achei interessante foi ampliar a fotografia e ficar tentando identificar o nome de todas as pessoas que participaram desta solenidade. E fiquei bastante orgulhoso em saber que o meu tio Adonias Mafra esteve presente em tal cerimônia. Há dezenas de nomes. Conheci algumas das pessoas que deixaram suas assinaturas em tal documento.

Vamos ao que interessa e para movimentar o blog que tal um desafio? : Será que os leitores conseguem lembrar-se de todas as pessoas que assinaram tal documento? Então que tal falar um pouco sobre elas?
PS: Lembramos que para ampliar as imagens basta clicar em cima das mesmas.



sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Região Metropolitana de Delmiro Gouveia: Pariconha.

Aproveitando que o nome da cidade Pariconha veio à baila na postagem anterior, aproveito e faço um breve apanhado de textos e comentários anteriormente divulgados aqui no blog e também complemento com bastante imagens enviadas pelo Eduardo Menezes. E assim vamos dando uma sobrevida ao blog.

Vamos ao que interessa.

Em 31 de dezembro de 2008, falávamos o seguinte:


A temática do blog sempre ficou restrita a nossa Macondo sertaneja. Raramente postamos imagens que não sejam da terrinha. Mas isto não é uma regra fixa. Aliás, não há regra nenhuma. Portanto vamos abrir um pouco o leque. Mas se os leitores me permitem vamos brincar um pouco. Passaremos a considerar DG como uma metrópole e as cidades circunvizinhas orbitarão em sua área de influência. Será então referenciada pela sigla RMDG (Região Metropolitana de Delmiro Gouveia).

E entre os comentários pincei estes dois.:

Eduardo Menezes disse...

Quem elaborou o limete de Pariconha com Água Branca foi Carlos Torres, irmão de Roberto Torres, que comandavam a política de Água Branca na época. Ele poderia ter passado o limite por Maria Bode seguindo a AL-145 até encontrar o limite com Delmiro Gouveia, cortanto Maria Bode no meio, mas como tinha interesse em arrecadar o imposto referente ao posto de gasolina, desviou o limite pela BR-423.
19 de Novembro de 2008


Davi disse...

Pariconha – o nome deve-se a um fruto do Ouricurizeiro, o fruto possuía duas conhas – como eram conhecidas as polpas desses frutos. Entretanto, o nome inicial do lugarejo foi Par-de-Conha, posteriormente simplificado para Pariconha, de origem indígena cujo significado é, obviamente “duas conhas”. Ainda existem um riacho e uma serra com esse nome.






Arte de Eduardo Menezes







Todas as fotografias são de autoria de Eduardo Menezes.


Agora é com vocês.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Amigos de Delmiro Gouveia(encontro após 32 anos em Pariconha)


Os blogs e sites Amigos de Delmiro Gouveia tiveram como mote justamente os encontros de uma turma de amigos que fizeram parte de uma mesma turma do Ginásio Vicente de Menezes nos idos de 1974/77. Só posteriormente é que sites foram sendo ampliados com a inserção de outros temas ligados a nossa “Macondo Sertaneja”

Esta história com as imagens dos encontros passados podem ser vistas no endereço:
Eu tive o privilégio de participar de dois destes eventos: A festa dos 20 anos e dos 25 anos.

Agora em agosto de 2009, tive a grata surpresa de receber um email do meu amigo Cleiton Feitosa, convidando para participar de mais um destes encontros. Infelizmente não pude comparecer. Mas cobrei, também por email, o envio de imagens de quando se realizasse o evento. Obviamente Cleiton como um bom advogado não enviou até agora imagem nenhuma. Mas como o blog continua em sua missão de prolongar mesmos assuntos de forma indefinida, eis que consigo imagens inéditas do encontro no Orkut do também colega de turma Claudio Cardoso. Não podia perder uma oportunidade ímpar desta de fazer uma postagem nova. Então copiei primeiro as imagens e só depois que avisei ao Cláudio.(rs).

Vamos ao email do Cleiton e logo em seguida as imagens.


Caro César,

Estou escrevendo-lhe para comunicar que haverá um ENCONTRO DA TURMA no dia 16 deste mês de agosto de 2009. Este encontro vai ser na cidade de Pariconha na casa do colega Miguel, irmão de Moacir, pois Moacir é o atual prefeito daquela Megalópolis, e
Miguel o Gran Secretário Municipal de alguma coisa (não sei qual é, rs).

Bom... , continuando, sairá um ônibus, que a colega Ritinha de Cássia conseguiu junto à este ônibus partirá de frente da Câmara Municipal de Delmiro Gouveia, às 11:00h do dia, no domingo dia 16/08/2009, com a galera do GVM, onde iremos comer um bode que Miguel se comprometeu matar (nem que seja de raiva, rs) e teremos a bebida por conta de Miguel também.

E a Aparecida (Cida de George, vulgo Paquita) vai fazer uma feijoada para levarmos, pois achamos que irá muita gente, e um bode vai ser muito pouco, assim, estamos arrecadando uma grana dos colegas e das esposas se elas forem (os filhos é boca livre, rs. Ruim vai ser tirar dinheiro do bolso de Édson Borracha, aquele é um mão de vaca para cacete)

Por conseguinte estou na incumbência de convidá-lo, para comparecer, impreterivelmente a este encontro de fé e piedade cristã, como falava Galego do PRPC (Ponto Regional de Propagandas Comerciais) no alto-falante quando morria alguém.

Telefonei para Danúbio, ele falou das possibilidades de vir. Apesar de que ele sempre diz que vem, mas nunca aparece. Acho apenas apareceu em um encontro.

Ele foi que me deu seu e-mail para que eu pudesse enviar esta formal intimação de comparecimento coercitivo a Vossa Senhoria.

Dito isto, estamos te aguardando sob as penas da Lei da Turma do GVM, caso não venha você irá passar no corredor da morte, onde todos estarão ao lá com a camisa para dar-lhe uma surra ao passar correndo, como nos velhos tempos das aulas de Educação física promovidas pelo Sargento Alceu. E antecipadamente convido também disputar uma partida de carangueijobol juntamente com os velhos companheiros, que estarão assim distribuídos para jogar: Um time com camisa versus os sem camisas.

Espero que não deixe de comparecer, pois sua presença deixará uma grande lacuna.

Um abraço deste seu colega e amigo.

fique com Deus

CLEITON


Agora é com vocês.


Cleiton Feitosa, César"Pregão"Oliveira,Miguel(o dono do bode) e Ni Oliveira.
Francisco Noberto,Lalide Batista, Ricarti Mafra,Nel Oliveira e Zé Pereira

Edmo Cavalcanti e Patrícia Pedrão

Graça Padilha,Fatinha e Cida de George

Rosane Albuquerque e Ana Lúcia Figueiredo

Patrícia Pedrão a "eterna musa da turma"

Fatinha mostrando seu talento e ao fundo a Sandra de Eurico.

Cláudio Cardoso e sua esposa Socorro.

Creio que as imagens foram feitas com câmara de celular. Caso alguém tenha novas imagens é só remeter via email que posto por aqui.

Agora é com vocês. Será que outras turmas do GVM mantém esta tradicão? Afinal somos amigos há 35 anos, se contarmos de quando começamos a estudar juntos.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A Querozina

Como não está chegando nenhum um “material novo” vou intercalando textos antigos. E trago hoje um originalmente postado em dezembro de 2004. Ele veio novamente à baila porque num dos comentários do post anterior (sobre fotonovelas) o Danúbio Oliveira mencionou a antiga banca de revistas da Querozina.


A QUEROZINA

Nos anos 70 na cidade de Delmiro Gouveia tinha apenas uma banca de revista. E assim mesmo era uma banca improvisada. Ficava dentro da Loja Querozina de propriedade do Sr. Adão Queiroz.

Na realidade a Querozina era uma loja de bebidas. Principalmente bebidas de fabricação própria. Eram elaboradas em grandes tachos de madeira. Isto era feito nos fundos da loja, dando ali para o beco que ficava por trás da então rua do Progresso. O cheiro de jurubeba queimada que levantava, quando ferviam aquelas misturas era insuportável. A cajuína, uma espécie de refrigerante local, era palatável.

A banca de revistas resumia-se a um mostruário com alguns exemplares. Não era uma banca sortida. Não havia tantos leitores assim na cidade. Ou os que tinham um poder aquisitivo maior, eram assinantes. As revistas geralmente chegavam com certo atraso. Já que eram trazidas de Paulo Afonso. Lembro bem que a Revista Veja chegava para os assinantes na segunda-feira. E na banca na quinta-feira. Ou seja: um atraso e tanto.

O Balconista da Querozina era um rapaz chamado Cícero. Era um cara bem legal. E costumava guardar o meu exemplar. E como eu era um cliente habitual, ele ainda deixava que eu folheasse outras revistas ali mesmo no balcão Foi neste pequeno espaço que comecei aguçar um pouco a minha juvenil curiosidade por leitura. E isto começou acho que foi comprando a antiga Revista Manchete da Editora Bloch. Eu achava o máximo àquelas fotos imensas e pouco texto. Durante uns três anos eu comprei todas as Manchetes. Quando saí de DG, minha mãe se desfez da coleção.

Hoje em dia ao passar em alguns sebos recifenses, por vezes, revejo alguns dos exemplares que um dia eu também tive. Como este aí da foto acima: Eleição do Papa João Paulo. Um curto papado de apenas trinta e três dias.

Por vezes dá uma imensa saudade destes tempos já um tanto distantes.

Agora é com vocês: E aí quais as suas primeiras leituras delmirenses? Deixe seu recado por aqui.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fotonovelas (leituras dos tempos delmirenses)

Resgatando texto publicado originalmente no primeiro blog, em 14 de março de 2005.

Na época teve alguns comentários que posteriormente foram “perdidos” quando deu bug no sistema blogger. Mas mesmo assim após quatros e alguns meses, eis que fuçando por lá, encontro dois comentários recentes. E melhor: de não-delmirenses. O que significa que os blogs são lidos por pessoas de outras plagas. Abaixo, seguem os comentários.

Seu nome é César? Puxa Vida!!! Até que fim!! Eu tô escrevendo um trabalho sobre fotonovelas e quero muito entrevistar pessoas que eram apaixonadas por fotonovelas! O senhor se candidataria a ser um dos meus entrevistados? Muito Obrigado pela atenção! Antonio

Antonio Alcântara Email 05-08-2009 10:19:59

Oi Cesar, eu li fotonovelas e muitas!! rss. Me deliciei de ler seu tópico. Sabia que tem comunidades de fotonovelas no Orkut? Inclusive "as meninas" postaram fotonovelas inteiras escaneadas. muito legal! lê meu blog ok? abração


Carminha Paukoski Email Homepage 26-05-2009 18:49:56




FOTONOVELAS(texto originalmente postado em 14/03/2005)
É muito bonito e dá uns ares de pessoa culta falar sobre as nossas leituras prediletas. E alguns se impressionam quando citamos nomes consagrados na literatura nacional ou estrangeira. Por exemplo: Saramago, Sartre, Camus, Bukowski(que o meu filho adora ler), Beuvoir, João Ubaldo, Clarice Lispector, Manuel Bandeira, João Cabral, Huxley, Hemingway, Graciliano Ramos, Lya Luft, Gabriel Garcia Marquez e mais uma porrada de gente(menos Paulo Coelho. Este nem entrando na ABL vale). Tudo bem. Já li um bocado de coisa deste pessoal aí. Mas o que interessa neste post são as confissões do nosso passado nebuloso no mundo das letras.

Aqui vai a minha confissão: EU JÁ LI MUITO FOTONOVELAS! Será que os leitores mais jovens deste arremedo de blog sabem o que é isto? Há tanto tempo não vejo mais nenhuma revista que as tragam em seu bojo.

As que eu mais gostava eram as que saiam na Revista Grande Hotel. Todas elas de produção italiana. É isto mesmo. A Itália não era só Fellini, Carlo Ponti e Antonioni não. Produzia também as melhores fotonovelas. Bonitas fotos em preto e branco e histórias com enredos bem legais. Ao menos eu achava naqueles tempos. Eu ficava babando por duas fotoatrizes: a Katiúscia e a Paola Pitti.

Agora em janeiro tive oportunidade de conversar Patrícia Oliveira(Pedrão) e ela relembrou seu ídolo: Franco Dani e sua famosa covinha no queixo. Rimos um bocado com as nossas lembranças. Ihhh estamos ficando velhos. Lembramos também das fotonovelas cuja temática era espionagem: Jacques Douglas.

Tinha as fotonovelas nacionais na Revista Sétimo Céu. Fotos coloridas, mas histórias mal costuradas. Lembro de uma onde, o hoje consagrado ator televisivo, Marcos Paulo contracenava com a Djenane Machado, filha do Carlos Machado(rei das noites cariocas nos anos 50/60) . Era uma historinha bem besta, e sem fazer trocadilhos, se passava no Jóquei Clube do Rio.

O legal nestas histórias era que sempre o bem vencia o mal. O galã terminava com a mocinha sofrida. E eram felizes para sempre. Não faltava um pôr de sol na foto final. E obviamente o jovem casal estava de mãos dadas olhando para o infinito. Maior clichê impossível. Mas as atuais telenovelas também não terminam assim?

A grana sempre foi curta lá em casa. Portanto as fotonovelas que líamos eram todas emprestadas pela Telma Canuto, que era amiga de minha mãe. A Telma há muitos anos mora no Rio de Janeiro. E fiquei super contente quando um dia recebi uma visita no site www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br de sua filha Aline, estudante de Economia na UFRJ.

Há anos não vejo mais estas revistas ou similares. Acho que sumiram todas. Nem em sebo as encontro. Será que todas foram queimadas?

E ai você também lia fotonovelas? Ou não vai confessar aqui esta escorregadela intelectual em sua vida? Ficou com vergonha foi?(risos). Quais eram as revistas que você lia? E os leitores mais jovens e menos saudosistas sabem lá de que diabos estou a falar? Quais eram os artistas deste tipo de arte que você mais admirava? Quais eram os nomes das outras revistas? Você consegue lembrar?

Deixe o seu recado. Confesse seus pecados por aqui.