domingo, 14 de fevereiro de 2010

Turma da Fubuia: Uma lenda delmirense?

Para os que achavam que era apenas uma lenda urbana delmirense, o Ricardo Menezes, nos traz texto e imagens comprovando sua veracidade.

TURMA DA FUBUIA

Prezado César.

Aproveitando estes dias carnavalescos, estou enviando as fotos da Turma da Fubuia.

A famosa Turma da Fubuia é da primeira metade da década de 80.

A Turma era constituída, na maior parte, de estudantes exilados em Maceió, Campina Grande, Recife e Salvador, que se encontrava em Delmiro Gouveia, durante as férias escolares, para se desopilar da vida apertada no exílio.

As atividades da Turma da Fubuia se resumiam, basicamente, a encher o rabo cachaça (cachaça mesmo). Pois com a grana proveniente das mesadas apertadas era o que dava para rolar.

Os grandes momentos aconteciam durante o carnaval.
Chegamos a organizar encontros em Maceió e Recife.


Eu tenho muitas histórias das muitas peripécias que aprontamos, mas prefiro que alguns, ao verem as fotos, contem suas próprias histórias.

Não vou citar os nomes dos que participaram, sob pena de excluir alguns nomes, até porque já esqueci o nome de alguns.

Mas as imagens falam por si.

Carnaval de 1981 (?, Gemima, Telma, Eduardo, Célia, Ricardo, ?, ?)

Carnaval de 1981 (Gemima, Valdinho, ?, ?, ?, Nadege, ?, Ricardo, Rita, Hugo, Sandra, Bega, Telma, Eduardo, Célia)

Em Recife/1981 (Edmo, Samuel, Magali)

Em Recife/1981 (Édmo, Eduardo, Telma, ?, Hugo, Rejane, Ricardo)

Em Recife/1981 (Ricardo, Rejane, Telma, Eduardo)

Em Recife/1981 (Edmo, Eduardo, Telma, Hugo, Rejane, Ricardo)

Em Delmiro/1982 (Elias, Samuel, Ricardo, Maecelo)

Em Delmiro/Carnaval de 1982 (Ricardo, Rubinho, Rejane, Sandra)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Não há mais o antigo endereço delmirense.

Resgatando mais um texto do primeiro blog e dando uma customizada.

O texto originalmente falava da casa onde residi por alguns anos: Rua Augusta, 77. Confesso que não foi muito agradável em 30 de dezembro de 2009, ao passar pelo local e encontrar apenas os restos de sua demolição. Enfim, parte das minhas lembranças são definitivamente sepultadas. No post original havia uma foto feita em junho de 2002, e que a reproduzo. E para não ficarmos somente presos ao passado, trazemos também imagens atuais da região circunvizinha.





Rua Augusta, 77
Texto originalmente postado em 08 de outubro de 2004.


Nesta casa morei de junho/1972 até o início de março/1981. Esta foto foi tirada em junho de 2002, então visitando a cidade. Mostrei ao meu filho o local onde passei parte da infância e adolescência.

A casa está um pouco modificada. Foram feitos alguns acréscimos. Um novo cômodo na parte da frente e o levantamento do muro. Ainda é possível ver um toco de uma árvore na calçada ou no que restou dela. Era uma algaroba que fazia uma sombra refrescante.

Nesta casa onde hoje está a terceira janela que dá frente para a Rua Sargento Reginaldo, eu ganhava os meus primeiros trocados. Como vivíamos uma vida extremamente apertada. O orçamento doméstico era reforçado pela “minha banquinha de confeitos”. Por este tempo ainda não havia a onda do politicamente correto.Portanto ninguém falava em “exploração de mão de obra infantil”

Como é uma casa de esquina, tínhamos como vizinhos o antigo e saudoso bar do Palmeirinha. Ali além de bar era a sede do time de futebol. Talvez as novas gerações de delmirenses desconheçam. Mas o Clube Palmeirão surgiu após o Palmeirinha e o nome foi uma derivação.

E ao Bar do Palmeirinha, eu devo os meus parcos conhecimentos de músicas. Ali se ouvia o dia inteiro entre outros: Nélson Gonçalves, Lindomar Castilho, Adelino Moreira, Altemar Dutra, The Fevers, Aguinaldo Timóteo e o hoje ressuscitado e cult Fernando Mendes, que estourou nas paradas com a regravação na voz do Caetano Veloso com o hit ¿E agora que faço eu da vida sem você¿. Pois é. Ouvi muito isto na infância.

Era um tempo onde ainda se pedia aos vizinhos uma ¿xicrinha de açúcar¿ por cima do muro. Como vizinhança lembro-me dos Canutos, do Cleiton, da família de Dimas, dos Batinga que moravam em frente, do Sr. Manoel Olímpio na casa ao lado. Um pouco mais para o fim da rua havia o Roberto irmão da Ana Sandra, o pessoal de Olhos D`Água do Casado(Issinho e Neto) e o pessoal da família Gordinho.

Havia uma meninada boa. E como por está época ainda não havia o domínio da programação televisiva.Pois em DG só se pegava um canal. E assim mesmo não entrava no ar o dia inteiro. Então era a noite que rolavam brincadeiras em plena rua : Roubar Bandeira, a linha divisória era um poste e as bandeiras eram outros postes. Garrafão desenhado com giz no calçamento. E futebol. Convém dizer que eu era e sempre fui muito ruim de bola. Cinturão Queimado, Passar Anel...

Verdadeiramente eram outros tempos. Creio que as crianças delmirenses hoje em dia se divertem de outras maneiras. Tudo tem o seu tempo. Sinto saudades do nosso.

Rua Augusta,77(30/dez/2009) O velho endereço se foi...
Rua Augusta,77(30/dez/2009)
Eis o que restou da lateral da casa e do antigo Bar Palmeirinha
Rua Augusta: tomada feita de sua parte de baixo. Aparece na foto as antigas residências(não sei a sequência correta): Seu Gordinho. Nequinho(seu filho), Né Gobeu,Bitonho,Manoel Olimpio e Lourdes de Zezinho Barbeiro. São estes nomes que lembro. Mas e os outros?
Rua Augusta:Tomada feita da parte de cima e em frente ao nº77. A casa alaranjada pertence(cia) ao Sr. Manoel Olímpio(antigo fiscal municipal) e D. Helena.
Rua Sgto Reginaldo Bandeira vista da parte de "cima" em frente ao Grupo Escolar Francisca Rosa da Costa
Rua Sgto.Reginaldo. Esta era vista que tínhamos olhando das janelas do meu antigo endereço.A casa pintada de verde em primeiro plano é do seu João Canuto, e a esquerda a casa de Inácio e Carmelita Feitosa(pais do meu amigo Cleiton)
Rua Sgto Reginaldo. Tomada feita da esquina com a Augusta.Ao lado do muro que restou há também o que sobrou da famoso bar Palmeirinha.
Rua Sgto Reginaldo Bandeira: vista das casas de esquina do Sr. Wilson(pai de Gilson e Wilton) e do Sr. Valdemar(pai do Valmir, Mazo Valmira, Valquiria & Cia). Onde era a casa de Wilson, hoje é uma secretaria municipal)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Passeio sentimental pelas ruas delmirenses.(1)


Imagens de ruas sempre trazem interpretações diferentes. Para alguns vêm impregnadas de lembranças e saudades doídas. É quando a pessoa costuma falar: ah nesta casa de esquina morava fulano, naquela ali do portão azul era sicrana que morava. Outros ainda poderão dizer: jogávamos peladas, brincávamos de roubar bandeira, jogávamos futebol comprávamos doces e picolés, íamos estudar com beltrano naquela casa de janelas amarelas...

Para outros a interpretação se dá em cima das transformações urbanas ou até mesmo da ausência delas, é quando a pessoa pode confirmar apenas que passados tantos anos tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.

Neste post trazemos algumas fotografias tiradas entre os últimos dias de dezembro de 2009, e primeiros dias de janeiro de 2010. E, quase todas foram feitas em horário de pouco movimento nas ruas, principalmente as realizadas na manhã primeiro dia de 2010, quando parte da nossa Macondo Sertaneja ainda dormia bastante cansada pela festa de chegada do ano-novo.

Então, os visitantes poderão seguir em qualquer direção. O legal é quando alguém nos visita e deixa registrada suas impressões.

Vamos ao que interessa.

Rua dos Correios(Jose Bonifácio). Nestas imediações ficava a bodega do seu Antonio "Perna Santa"
Rua dos Correios: numa destas casas morava os famosos jogadores de futebol: Gilmar de Neneco e seu tio Bado.
Parte do prédio dos correios. Onde morava o Seu Vírgilio, Genilson, Braúlio & Cia.

Rua que fica por trás da prefeitura e onde o Ailton Moreira residia
A casa do Ailton era uma destas ai. Não lembro mais qual seja.
Nesta casa/loja onde há pessoas na frente era a casa dos meus avós Augusto e Carlota, e aí morei de junho/69 até junho/72. A loja azul ao lado era a casa onde morou o Iremar Batista.
Rua atrás da prefeitura vista por outro ângulo. Na casa de esquina morava o Tingoré Boca Rica
Rua da Matriz vista de outro ângulo. Será que alguém consegue identificar todas as casas?

PS: e dentro do prisma do dinamismo e interatividade que os blogs representam nos processos de comunicação, o Braúlio Oliveira, nos remete uma imagem de mais de quarenta anos atrás e tirada de ângulo bastante próximo da terceira fotografia de cima para baixo(calçada dos Correios). E assim os leitores podem acompanharem e comparar as mudanças ocorridas.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Grandes Figuras Delmirenses: Vilela - Um Artista do Couro.

Vilela é uma figura popular e estabelecido na Macondo Sertaneja há bastante tempo. Não sei muito sobre sua vida pessoal. Mas o conheço de vista desde quando eu era criança e morava na Rua Augusta, e ele tinha o seu atelier bastante próximo. Ficava no beco que dava para trás da casa do seu Antonio Grande.(dono de um curtume e pai dos gigantes Dêda, Nino e Zedequias)

Vilela tinha então uma barba imensa. E sempre que passávamos correndo a brincar pelo beco, era possível vê-lo junto com um ajudante a produzirem chapéus de couro. Tanto que era chamado de Vilela do Chapéu de Couro. Mas sua produção ia, além disto: selas, sandálias, sapatos e botinas. Por vezes ficávamos na porta e espiar eles trabalhando com afinco: aparando arestas, costurando, dando acabamento. Eu sempre olhei com certa admiração este tipo de trabalho artesanal.

Agora em janeiro de 2010, em visita a cidade, eu estava na loja de presentes do meu amigo Edson Borracha (loja chamada carinhosamente por alguns de “Pequeno Paraguai em DG), quando reparei que havia uma oficina/atelier ao lado da loja. E perguntei ao Edson se ele se lembrava do Vilela que também trabalhava com isto. Ele respondeu: César é o Vilela!

Enfim. Fui até lá. Papeamos um pouco. Ele não se lembrava de mim de forma alguma. Afinal as lembranças que eu tinha eram de muitos anos atrás quando eu ainda era o que se chama de um “menino buchudo” e ele um adulto. Para criança sempre é mais fácil lembrar. Mas isto não foi empecilho para entabularmos um rápido papo. Ele foi bastante gentil, afável, explicitou seu trabalho muito bem e por e deixou-se fotografar junto com sua arte. E ainda rimos um bocado quando me lembrou do nome que dávamos as rústicas sandálias de couro: Xô Boi.

O Vilela não conserva mais sua imensa e famosa barba. No entanto a qualidade do seu trabalho permanece.

Recomendo ao turista ou antigo morador que quando na cidade arrume um tempinho e visite este artista delmirense. Seu atelier atualmente fica na rua por trás do antigo Cine Real. Ali bem pertinho do antigo cartório. Não tem como errar.

Vamos às imagens. E agora é com vocês.

O artista do Couro: Vilela e César.
Área de vendas do atelier: produtos em exposição. Destaque para os famosos chapéus
Área de vendas do atelier: produtos em exposição.
Instrumentos de trabalho: molde para chapéu.
Instrumentos de trabalho e produtos em processo de fabricação.
As famosas sandálias "Xô Boi ! "


PS: O legal num blog é sua interatividade. Após o texto postado surgem comentários. E comenta-se daqui....comenta-se dali e assim um assunto vai puxando outro e as lembranças vão aparecendo. E eis que após três dias da postagem original, vamos inserir imagens enviadas pelo Eduardo Menezes e que corroboram seu depoimento. Ou seja: o cabra mata a cobra é mostra a sandália.
Piranhas/junho 1976: Elias. Eduardo e Ricardo Menezes.
Piranhas junho/1976: O clã dos Menezes: Eduardo, Zito e Ricardo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Tâmaras em Delmiro Gouveia.

Hoje trazemos à baila um fato curioso ouvido nesta viagem recente a nossa Macondo Sertaneja. A historia nos foi contada pelo Marquinhos do Posto Aldo(atual secretário municipal de Meio Ambiente). O Marquinhos é uma pessoa bastante simpática, afável e disponibilizou parte do seu tempo conosco numa visita ao Parque Histórico da Usina de Angiquinho.

E durante o trajeto até Angiquinho ele nos contou sobre uns pés de tâmara que haviam sido plantados na Vila Operária. Tais tamareiras foram trazidas pelo pioneiro Delmiro Gouveia de quando numa viagem ao Egito.

Em sua narrativa o Marcos nos contava que elas foram plantadas nos quintais das casas de esquina da Vila Operária. As casas de esquina eram ocupadas preferencialmente por quem exercia cargo de chefia na fábrica da Pedra. E que quando criança na casa de sua avó ele comia tâmaras Estivemos visitando a casa de sua avó (uma senhora já quase nonagenária, bastante lúcida e super simpática) que mora na Rua José de Alencar, e ela corroborou a historia. No quintal de sua casa não havia mais a tamareira. Ela tinha sido infestada por cupins e foi derrubada e até mesmo os resquícios de tronco haviam sido retirados.

Fomos então até a outra esquina e no quintal desta casa havia sim uma árvore. Como a residência estava fechada, fiz duas fotografias de longe. Uma delas com uso do zoom.

Ele também nos contou que teve uma conversa com um professor da Universidade de Tel Aviv, que esteve visitando Delmiro. E o tal professor tinha ficado surpreso com o fato. Pois as tamareiras levam em média trinta anos para apresentarem frutos.

Eu não entendo absolutamente nada do assunto. Mas acho que o tema é interessante para os pesquisadores e curiosos sobre os fatos da terrinha. Seria interessante ouvir os relatos entre outros do David, Paurílio, Abrahão, Eduardo Menezes Paulo da Cruz, Eraldo, Danúbio, André...

Para mais esclarecimentos sobre o assunto sugiro uma pesquisa na net nos sites do Wikipédia ou no tâmaras.com.br, pois, por lá encontrei dados divergentes sobre a chegada das primeiras tamareiras ao país.
Quem estaria certo então?

Agora é com vocês.



domingo, 10 de janeiro de 2010

Amigos de Delmiro Gouveia: Encontro em Janeiro de 2010

Após cinco anos sem ir até a Macondo Sertaneja, eis que dei o ar da minha graça agora no final de dezembro e primeiros dias de janeiro. Passei sete dias por lá. E em se sabendo que estava na cidade, não é que os antigos colegas de turma do GVM resolveram promover um encontro que não estava programado dos AMIGOS DE DELMIRO GOUVEIA!

Mesmo após trinta e três anos de conclusão do curso ginasial, ainda é possível reunir parte da turma. Obviamente é bastante difícil reunir todos. Este foi o terceiro dos encontros que participei. Estive presente pela primeira vez em outubro de 1997(encontrodos 20 anos) e depois em junho de 2002(encontro dos 25 anos). Mas sempre que podem os que ainda residem na cidade ou que passam férias ou feriados por lá, encontram-se com maior freqüência.

As fotos das reuniões passadas podem ser encontradas no endereço www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br , que foi o primeiro site da série e que deu origem aos blogs posteriores até chegar nesta versão atual.

Vamos espiar as fotos.
Calçada do Candeeiro Bar(janeiro/2010)

Papeando com o Márcio
Ni(seu irmão Nel não pode comparecer)César e Márcio
Edson Borracha, César, Tânia, Márcia e Patricia que havia chegado de Maceió há poucos instantes atrás e veio quase que direto para a festinha.
Cida,Rita, Graça,Tânia,César e Fatinha fizeram um brinde e cobriram o rosto de alguém!
Lalide apareceu!
César, Fatinha(nossa grande atriz e que ainda lembrava na íntegra suas falas na peça: Nêga Maluca) e o Cleiton
E o pessoal chegando e se abancando:Ritinha,Graça Padilha,Lalide,Borracha,Cleiton,Ricarti, Zezinho,Tânia e César
Cleiton dando um caloroso abraço no Marcio.
César entre Márcia e sua mãe D. Lacir(que foi nossa professora nos tempos de GVM)
Tânia(minha prima) com a guarda de honra feita pelos meninos: Edson "Borracha", seu irmão Ricarti, César, Zezinho e Cleiton.
Prazer imenso reencontrar os irmãos Márcia e Márcio. Márcia eu não tinha contato desde 1982 e Márcio desde 1977! O Márcio é uma destacada liderança sindical dos bancários em Alagoas e no nordeste.
Lalide anotando tudo no caderninho
Meus primos queridos: Tânia e Ricarti
Zé Pereira(Zezinho), Fatinha. Lalide,Graça Padilha, Neto(de Clênio),Ni(de Rosalvo Souza) e Cida (de George)
Rita, Fatinha, Cida,Graça, Márcio, Ricarti e Zezinho.

Entre Márcia Anjos e Patrícia Pedrão
Clube da Luluzinha: Lalide, Cida e Tânia.
Patricia chegando e causando o maior rebuliço
Entre Cida Lisboa e Tânia Mafra