segunda-feira, 19 de abril de 2010

Feira Delmirense: Algaravia de Cores, Sabores e Aromas.(II)

Mais um pouco da feira delmirense e seu entorno. Neste post temos também a colaboração do David Roberto que nos traz duas imagens da antiga feira, quando ainda era realizada na avenida principal da cidade. E assim, os leitores poderão fazer comparações. Será que mudou tanta coisa assim?

Agora é com vocês.

Banda de Pífanos: a feira ainda era no centro da cidade.(estas imagens são cortesia de David Roberto)
A feira acontece as sextas e sábados. Mas fiz esta imagem numa terça-feira quando o pátio da feira e ocupado por alguns poucos vendedores.
Ao contrário do movimento de milhares de pessoas no sábado, na terça-feira apenas um banquinho solitário.
Bancas vazias aguardando a sexta...
na terça-feira ainda se vê algum pouco movimento aqui ou acolá.
Vista interna do mercado num dia quase sem movimento.
Vida que segue numa carroça puxada por uma jumenta
No entorno do mercado, ao contrário do passado, atualmente é possível encontrar supermercados que nada devem aos dos maiores centros.
Uma vista féerica das bancas vazias esperando o movimento dos próximos dias.
Achei interessante este táxi ainda rodando. Alguém que entende de carro sabe qual é o modelo?
Vista interna do mercado: um box para vendas de cereais,farinha....
Pessoas de cidades próximas indo abastecer-se na Macondo Sertaneja. O transporte irregular em cima de carrocerias ainda é uma constante. Detalhe para os caçuas acima da capota.
Mototáxis a espera de clientes. Será que os antigos carrinhos de mão(comparem com a foto enviada pelo David) foram substituídos pelos bagageiros das motos? Vide cesto na garupa de uma das motos.

Ainda é possível comprar temperos e pedir para moer na hora.
Galinhas de capoeira vendidas vivas e prontas para abate.
Vai um tempero?
Bodinho descansado? Ou será que esperando alguém fazê-lo de tira-gosto(vide comentário do Abrahão no post anterior)
Raízes, temperos e verduras se misturam.
Bancas de pescados.
Aglomeração na parte interna do mercado num sábado.
Frutas no chão: Melancias.
Mais frutas: mangas-espada e bananas.

Vendendo temperos
No entorno da feira uma igreja evangélica.
Transporte para outras localidades.
Comprando panelas de barro.
Potes, panelas e outros artefatos de barro.
Artefatos de couro.
Vendedoras de frutas.
Dentro do mercado um bebedouro público. Atente para o detalhe: caneca para uso coletivo amarrada com um barbante. Em tempo: apenas posando para foto. Não arriscou beber.
Por trás do mercado: trocas e negociações. Motos e bicicletas imperam nesta parte.
Um carro-loja? redes, coxins e tapetes.
Bancas com verduras: donas de casas fazendo o abastecimento semanal.
bancas com frutas.
Uma das "ruas" com frutas.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Feira Delmirense: Algaravia de Cores, Sabores e Aromas.

Já falamos diversas vezes por aqui sobre a feira delmirense. Ainda em março de 2005, fiz o primeiro post sobre o tema. Depois o André(Rondonópolis/MT) também nos trouxe um texto, e por fim a Jailma(Campinas/SP),colaborou com algumas imagens. Tudo isto está espalhado nos blogs anteriores. Para os mais curiosos é só fazer uma rápida pesquisa.

Agora em janeiro de 2010, após uma ausência de cinco anos, revisitei a feira e por lá fiz algumas imagens, onde procuro captar algumas nuances deste espaço geográfico, humano e social da vida delmirense. Não é muito diferente de outras tantas feiras de tantas outras cidades sertanejas. Mas é a “nossa feira”.

Aproveito para fazer o resgate do primeiro texto do primeiro blog(onde os comentários foram vítimas de um bug)

SABORES DELMIRENSES
Texto originalmente postado em: 03/março/2005.

Tapioca, beiju, farinha de murici, piaba,cará, pé de moleque envolto em palhas de bananeira, bolo mal-casado,ouricuri verde, rosário de ouricuri, fuçura,flau, pão aguado,pão crioulo, umbu, cocada de raiz de umbuzeiro....

Para alguns pode soar estranhos os nomes acima. E para outros até serem palavras desconhecidas. Mas todos são sabores delmirenses. Quase tudo aí em cima se encontra na feira.

A segunda coisa que sempre faço nas raras vezes em que apareço em Delmiro Gouveia e ir à feira. A primeira é cumprimentar os parentes. Dá gosto andar pela feira. Sentir seus aromas, ouvir uma ruma de vozes com sons arrastados e ver as fisionomias vincadas pelo sol inclemente do sertão. Pegar uma provinha aqui outra ali. Experimenta seu moço dizem os feirantes oferecendo seus produtos. E você não pode recusar. É grosseria se o fizer.

Quer conhecer qualquer cidade em suas raízes mais profundas. Vá à feira. Converse com o povo. Eu costumo fazer isto. E você já fez isto alguma vez? Lembrava de todos os sabores aí de cima? E os cheiros? Suas memórias olfativas ainda os têm presentes? O que mais foi esquecido na lista acima? Deixe o seu recado. Partilhe as suas lembranças e experiências conosco.

Agora é com vocês.
Aspecto interno de uma parte da feira.
Pinhas e Cajus
Vista parcial do pátio da feira
Rosários de Ouricuri.

Os traços sertanejos deste senhor e as cores dos artefatos de couro me impressionaram bastante.

Temperos e condimentos

Vista interna do mercado: Ainda persiste o hábito de venda de carnes "verdes" sem refrigeração.


Ex-votos. Arte popular em estado bruto e de excelente qualidade. Meu filho comprou algumas peças. O problema foi esperar o vendedor. Tinha saído para "tomar um caldo de mocotó"

Uma simpática vendedora de massa de mandioca para preparo de tapiocas.

Vendedor de pés de moleque.

Vendedores de miúdos e preparos para buchadas: Nesta área por trás do mercado o cabra que é de fora e tem estômago meio fraco terá dificuldades em encarar o visual.

Por trás do mercado.Não perguntei. Mas pareceu-me ser o espaço reservado para as famosas feiras de troca-troca.
Umbús ou seriguelas?

Vassouras ou "bassouras"?

Pés de Moleque. Pense num negócio gostoso comer um bicho destes acompanhado de um café quentinho

Ouricuris Verde

terça-feira, 6 de abril de 2010

Estação do Talhado (o que restou...)

O texto e imagens da postagem são de autoria do nosso colaborador: Adailton da Silva Melo.

Caro César,

Boa tarde!

Passei por Delmiro Gouveia esta semana e no retorno resolvi passar na antiga estação do Talhado, e me deparei com uma triste realidade.
A estação fica a uns 1.500m da rodovia que liga DG a Olhos D´Água do Casado, nas proximidades da ponte sobre o riacho de mesmo nome.

Na minha infância era uma construção de encher os olhos de qualquer um. Pois encravada na caatinga, isolada das cidades, exibia ali sua beleza. Passei por ela centenas de vezes, quando ia de bicicleta para uma propriedade que meu pai tinha na localidade chamada “Jurema”. E que tinha seu limite ao sul com o Rio São Francisco. Além dessa estação, tinha também, mais a frente uma das pontes mais belas que já conheci. A mesma era também sobre o riacho Talhado. Era longa, toda de ferro e com desenhos fantásticos. Era uma obra de encher os olhos de qualquer engenheiro.

Mas, enfim, o tempo passou e como sempre o homem está destruindo aquilo que para nós já foi motivo de orgulho e nos deixando atônitos pela insensibilidade daqueles que detêm o poder público. E nada fazem além de enricar e proteger seus afilhados, jogando fora o que ainda resta de nossa memória,que em curto espaço de tempo ficará só em fotografias.

Pensando diferente e membro deste blog que se preocupa mais com o dia a dia dos delmirenses, resolvi fotografar o que ainda resta da estação e enviar para uma publicação. Sugerindo ao amigo convocar a população (principalmente os blogueiros)a lutarem junto ao poder público a fim de restauras a mesma e protegê-la enquanto é tempo, pois já estão mudando sua estrutura e criando porcos, pois lá agora tem gente morando próximo.

Quanto à ponte não deu para ir até o local que é um pouco mais distante, mas se algum amigo que visita esse blog pudesse ir lá ver a situação seria interessante.

Finalizo deixando aqui minha indignação e torcendo que juntos possamos fazer algo pela memória e cultura do nosso município, que, diga-se de passagem, pouco se fez até hoje.


Adailton







PS: Imagem complementar a texto do Adailton conforme explicado nos comentários.