quinta-feira, 29 de julho de 2010

Passeio Sentimental Pelas Ruas Delmirenses(3)

Dando continuidade a série que foi iniciada em 02/02(1) e depois em 31/03/2010(2). Uso o mesmo texto. Apenas trazendo novas fotografias.

Passeio Sentimental Pelas Ruas Delmirenses(3)


Imagens de ruas sempre trazem interpretações diferentes. Para alguns vêm impregnadas de lembranças e saudades doídas. É quando a pessoa costuma falar: ah nesta casa de esquina morava fulano, naquela ali do portão azul era sicrana que morava. Outros ainda poderão dizer: jogávamos peladas, brincávamos de roubar bandeira, jogávamos futebol comprávamos doces e picolés, íamos estudar com beltrano naquela casa de janelas amarelas...

Para outros a interpretação se dá em cima das transformações urbanas ou até mesmo da ausência delas, é quando a pessoa pode confirmar apenas que passados tantos anos tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.

Neste post trazemos algumas fotografias tiradas entre os últimos dias de dezembro de 2009, e primeiros dias de janeiro de 2010. E, quase todas foram feitas em horário de pouco movimento nas ruas, principalmente as realizadas na manhã do primeiro dia de 2010, quando parte da nossa Macondo Sertaneja ainda dormia bastante cansada pela festa de chegada do ano-novo.

Então, os visitantes poderão seguir em qualquer direção. O legal é quando alguém nos visita e deixa registrada suas impressões.

Vamos ao que interessa.

Esquina da rua do ABC. Neste local ficava a sorveteria do Seu Conde. Qual era mesmo o nome da mesma?
Beco ao lado do antigo mercado. O que é tão marcante no dia a dia macondiano que está estabelecido neste local?
Calçadão na avenida principal num manhã de feriado. Identifica alguma antiga loja?
Onde hoje é a Caixa era o Produban. Seu batente na entrada(hoje não existe mais), servia de banco para grupos de rapazes e moças ficarem de "paleio". Paquerava-se tanto quanto se discutia política e futebol em Macondo. Luiz Orleans lembrou disto em seu texto.
Feriado na Castelo Branco que um dia já foi Carlos Lacerda. De quem era estas lojas?
Indo para o Desvio numa solitária bicicleta.
Tudo fechado. Quase sem transeuntes. Em azul o palco do show da noite anterior.
Olhando da Praça para os Correios/Prefeitura. Tudo fechado. Perto ficava o cartório onde muitos tiveram seus primeiros registros desde o nascimento/casamento...
Um Macondiano andando pela praça nas primeiras horas do dia.
Onde é o BB era a casa de Zé Raul(antigo gerente da fábrica). Quem lembra das andorinhas que após a revoada pousavam numa árvore que havia na frente da antiga casa?
O Poder Municipal ao Fundo. Quando não havia construções neste local era utilizado para exames para retirar carteira de motorista. O Gilmar "Cabeção" chegou com o caminhão do seu pai. Deu um susto no fiscal !
O que era o muro do quintal da casa do Dr. Ulisses Luna, hoje, é uma galeria de lojas.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Uma Cidade, Várias Trajetórias(por Luiz Orleans)

Clica-se daqui e clica-se dali e eis que acho na net o texto: “Uma Cidade, Várias Trajetórias” do nosso leitor/colaborador Luiz Orleans, publicadas no seu blog www.luizorleans1984.blogspot.com (basta clicar no link que se chega lá).
O Luiz é irmão do também nosso leitor/colaborador Prof. Paulo da Cruz. Além disto, em próprio blog, ele se define como “Poeta bissexto, escritor de nenhum livro e ativista social”. Enfim, também acho que nas horas vagas seja apenas um delmirense(por adoção) como tantos outros, saudoso da sua Macondo Sertaneja.

Grato ao Luiz Orleans pelas palavras elogiosas e análise do nosso blog. [

Sem mais delongas vamos ao texto do Luiz. E depois é com vocês.

Uma Cidade, Várias Trajetórias

Texto original de Luiz Orleans, postado no seu blog em 7 de julho de 2010.

Há algum tempo não dirijo os holofotes para as coisas da nossa terrinha. Já não visitava o Blog do César Tavares, e me parece uma heresia em se tratando de um exilado da “Macondo sertaneja”. Essas coisas são assim, a gente se empolga depois relaxa; outras questões sobressaem, e a vida continua, com ou sem rotina. Porém, alguns sentimentos não fenecem: a saudade é um deles.

Decerto que Paulo Cruz tenha razão em afirmar que quem vive o dia-a-dia do objeto do nosso foco [falar sobre a cidade de Delmiro Gouveia] não perceba o que sentimos; novamente a dita saudade. Eles [os que lá residem] vivem algo que a suplanta, pois estão conectados a relação direta com o objeto, mesmo que em alguns casos filetes de saudosismo se acerquem dos que já estão em idade avançada, ao produzirem certa lembrança de tempos que suponham ter sido melhores [que é uma questão de ponto de vista]. Da minha parte, a saudade é um duro golpe no coração. Quando por algum dilema crônico ou mudança de rumos necessária somos obrigados a parar um pouco, vem à mente um torvelinho de recordações. São imagens que se compartilhadas com todos, através de um holograma futurístico, sobressaem-se cenas de uma viagem de bicicleta pela velha estrada da “Linha do trem” no sentido urbe-Pov. Sinimbu, na imagem eu e Natalício na carona de Agripino; a mãe chamando para jantar [a famosa sopa de feijão]; tardes dançantes que viravam noites; as concentrações na praça do Produban, que se foi; a grande passeata pela reabertura do MED sob controle dos estudantes; as manifestações contra o fechamento da fábrica e a segunda greve operária, pois a primeira foi em 1917, articulada por anarco-sindicalistas, sendo parte da primeira greve-geral brasileira; Fredy Cloves, cantando “Amor Animal”, a gente ensaiando músicas nos Festivais, com Suely e Edson Oliveira, meus parceiros, e tantos mais; as reuniões sobre política, resistindo e sonhando [hoje, com insônia e resistindo às contas...]; os amigos, as amigas, as namoradas; os desafetos, ou não-afetos; as tantas coisas que fazem umas e várias vidas, uma rua, um bairro, a escola, a cidade em suas várias e fascinantes condições humanas e ambientais.

Em um dos meus favoritos exílios, Belo Horizonte, ouvia muito as músicas do pessoal do Clube da Esquina, delas guardo muitos versos que, esparsos, me orientam cada passo e renovam. Uma frase, justíssima, é: “[...] Hoje não passa de um dia perdido no tempo, e grito...” (Toninho Horta), do mesmo modo que Toninho me assaltou com a idéia de um “azul sem manchas do céu do Planalto Central” [Brasília], motivando-me pôr a mochila nas costas e rumar para Palmas, no Tocantins (1994). Sempre me distanciando, retornando por vezes para alguns períodos de afago doméstico e reembrenhamento na vida e cultura da cidade materna, me estranhando cada vez mais com os espaços reduzidos para se lançar mais nas coisas. E ter que sair de vez, por força das circunstâncias para só retornar fortuitamente de quando-em-vez para matar a saudade, esse monstro que renasce a cada momento e ser perpetua até a morte do ser que a transporta.

O BLOG E SUA DINÂMICA O César Tavares é uma figura que, mesmo não o conhecendo de bate-papo, [apesar de já termos nos visto em Delmiro, não gerada empatia por falta de conversa], tenho um grande afeto e consideração. Comunga de muitas coisas conosco, reproduz as lembranças de várias gerações da Macondo sertaneja por puro amor e pertencimento. Tenho-o como um exilado, um igual, portanto, camarada de claustro. Numa sociedade dinâmica, próspera e capacitada, estaria o Blog e seu coordenador nos Anais da Câmara de Vereadores, pelos serviços prestados à municipalidade. Passaria pelo debate nas escolas do ensino básico ao médio. Volveria Encontros e Seminários, algo que provocados em botequins, regados a cerveja e pinga, com petiscos que só quem comeu e viveu o tempo deles sabem (tripa, buchada, bode assado, peixe do açude ou do São Francisco, etc.).

O fluxo e o refluxo das discussões são pertinentes a quem o visita, provoca e insere assuntos e variedades. Da minha parte, poderia já ter feito muito mais que apenas comentar, mas não disponho de acervo para tanto. Daí, apenas só contribuir com breves artigos, notas e pitacos. Sugiro que o Blog se mantenha sempre alimentado ou realimentado, como espaço cibernético de encontros de exilados ou ausentes, na certeza de que o melhor espaço é aquele que oferece aconchego de calor humano, mesmo que no umbral sem temperatura definida da internet.

Cabe aqui comentar que as estatísticas apontam para uma certa universalidade: Delmiro Gouveia, como expressão de pesquisa e documentação. Imagino que muitas pessoas aportaram no Blog por estarem procurando pelo “pioneiro” coronel Delmiro Gouveia, e quaisquer movimentações com o uso da expressão está colocada como relevância para pesquisa. Com certeza algumas pessoas se frustaram, outras nem imaginaram que encontrariam um Blog sobre fatos passados na urbe homônima. Uns tantos ao perceberem a existência do espaço de abordagens e comentários, ficaram amigos de Delmiro, o Blog. Eu, por minha vez, posto este artigo no Blog http://www.blogspot.luizoleans1984.com.br/, traduzindo o sentimento de que os amigos se encontram no “Amigos de Delmiro Gouveia” para rir e chorar a saudade da sua terra.

Julho de 2010

(Inverno meridional)

Luiz Orleans

sábado, 17 de julho de 2010

Delmiro Gouveia vista por cima.


Eis uma raridade. Uma imagem aérea da cidade de Delmiro Gouveia em maio de 1994. Para os que gostam de observar os detalhes das mudanças na paisagem urbana é uma boa oportunidade.
A fotografia nos enviada pelo Edmo Cavalcanti que a conseguiu com o seu irmão Valdinho.

Eis o email do Edmo:

César,

Olha, envio uma fotografia aérea de DG(cortesia de Edivaldo Jr. -mano) tirada em maio de 1994 . Se puder exibi-la, peço que coloque o seguinte texto:

Aos colegas delmirenses:

A velha praça
A pracinha
A rua do Cine Pedra
A igrejinha
O açude grande
A rua do A
A rua do B
A rua do C
O Clube Vicente de Menê

Edmo.

E agora leitores será que você é capaz de identificar outros locais que não foram citados pelo nosso colaborador?
Por exemplo, fiquei a observar os detalhes do antigo Mercado Público.
Lembramos mais uma vez para melhor visualização basta clicar em cima da fotografia.

Agora é com vocês.

Foto cortesia de Paulo da Cruz.

Em 22/07/2010.
Complementando o texto e a imagem enviada pelo Edmo, aproveito e resgato esta outra fotografia áerea de Delmiro Gouveia. Sendo que esta é dos anos 20. Mas é possível fazer comparações com a outra. Principalmente na localização dos prédios da antiga Cia Agro Fabril Mercantil.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Clubes delmirenses: Palmeirão.

Havia dois clubes na cidade: O Vicente e o Palmeirão. O tema da postagem é o Palmeirão.

Seu nome oficial é Auto Esporte Cultural Palmeiras, mas todos o chamam “Palmeirão”. Aqui vai uma curiosidade: qual o motivo deste “Auto” em seu nome? Será que em seus primórdios pensou-se num clube com finalidades automobilísticas também? Ou será que “Auto” seria porque ele era (é) mantido apenas pelas contribuições de seus sócios? (ao contrário do Vicentão, onde havia um aporte financeiro por parte da Cia Agro Fabril Mercantil)

Seus bailes ou eventos lá realizados eram aguardados com certa ansiedade pelos jovens delmirenses de então. Qual seria o conjunto que viria tocar? (sim, naquele tempo era conjunto mesmo. Depois que tudo virou banda). Seria algum conjunto de Recife? Salvador? Maceió? Aracaju? Ou seria novamente o já conhecido “Os Dissonantes” de Paulo Afonso (BA) ou até mesmo a Super Oara de Garanhuns(PE)

Por lá também eram realizados outros eventos como o Festival da Canção Delmirense ou Festa dos Brotos.

Das minhas lembranças, recordo-me de um baile que foi organizado pela minha turma (concluintes do GVM/1977) com objetivo de angariar fundos para a festa de formatura no final do ano. Neste baile, quem cantou foi a famosa cantora Ângela Maria (a Sapoti). Quem bancou tal apresentação foi o Chico Doutor (dono da construtora Ental) e que funcionava como uma espécie de “mecenas” local.

Seria interessante que alguém trouxesse algumas informações "históricas" ou mesmos "causos" : ano da fundação do clube? Seus presidentes? O que havia antes naquele local? Qual era o nome do rapaz que andava de bicicleta e ia de casa em casa dos sócios para receber as mensalidades? Alguma festa marcante? O nome do dono do bar que funcionava na parte lateral do clube,ou até mesmo alguma "briga" que tenha rolado...

Trazemos algumas imagens anteriormente postadas e imagens feitas em janeiro de 2010.

Agora é com vocês.


Entrada do Palmeirão em janeiro de 2010
Entrada do Clube Palmeirão em janeiro de 2010
Vista Frontal do Palmeirão em janeiro de 2010.

Da esquerda para direita: Valfrido(o famoso Estrela), Pedro Belarmino do Moxotó, Edmo Garoto,Zé Reginaldo(dono de um conjunto), Absalão, Frank “Retratista”, Inaldo(Neguinho do Picolé), Cirinho de Zé Panta e Pelinha de Caterê.

Carnaval no Palmeirão. Foto em família:Aninha”Josiane Brito”, filha de D.Luiza, irmã de Jane do “Mercado Dois Irmãos”,hoje “Cestão”, Bitonho(sobrinho de Manú Balaga), Josélia, Rosângela. Moacir, Joana D’Arc, Jane, Nivaldo Targino, Jáfia, Toinho, Jailma, Bete, Lindo e Ronaldo.Rony Seixas in concert
Uma turma de amigos bebendo no Palmeirão.
Concurso de Brotos(cortesia Marilene Medeiros)
Marile Medeiros desfilando no Concurso de Brotos.

Foto e legenda de Miriam Ramos: Está é a única foto que possuo do Primeiro Festival da Música em Delmiro Gouveia. Nea defendemos a música do Albericio e esta era a torcida nossa. Aliás, a torcida após o anúncio do primeiríssimo luga! Oh delícia ganhar, NE? rs rs rs.... Veja as pessoas que nela aparecem: Beta Monteiro(atrás de Pompéia), Pompéia, Silvano, Petrúcia, Danúbio(filho de Zé Raul e a namorada(acho que de Maceió), um universitário que veio para o festival, atrás dele a professora Cleide, aparecem minha irmã Mércia, Maria Luisa, Zé Carlos(já falecido) Ulisses...(na época prefeito), etc. Foi bom demais.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Delmiro Gouveia na Copa de 1970: Quantos televisores havia na cidade?

Casa de Tio Adonias Mafra, uma das poucas residências delmirenses onde havia um aparelho televisor na copa de 1970. Neste local assisti o jogo Brasil e Inglaterra.(foto cortesia de Eduardo Menezes)

Reproduzimos material postado em 2006, portanto, há quatro anos e que aproveitava o evento da Copa do Mundo, então em curso, para falar sobre as impressões e lembranças da Copa de 1970, quando o Brasil conquistou o tri.



DELMIRO GOUVEIA NA COPA DE 70. QUAL O NÚMERO DE TELEVISORES?

Nesta época de Copa do Mundo onde quase todos têm a oportunidade de assistirem aos jogos em televisores com telas grandes e planas convém lembrar-se de algo que postei em 2002, ainda no antigo site www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br no link Mistério e Curiosidades Delmirenses. Eu afirmava por lá o seguinte:


"Você sabia em na Copa de 1970 só havia dois televisores em DG? Um na casa de Adonias (meu tio) e o outro na casa do Sr. Wilson (que morava em frente à casa de Valmir Bezerra o popular Bafão, filho de seu Valdemar(conhecido caminhoneiro )"

No entanto algum tempo depois o nosso colaborador Caçula contestou a informação. E trouxe dados novos em seus comentários abaixo reproduzidos.


"Gostaria de registrar que em conversa com o meu grande amigo e compadre Zé Cardeal, chegamos à conclusão de que a época de 70 existia mais televisores na cidade, lembramos de uma na casa de João de Deja, outro na de Clênio,eu particularmente assistir os jogos na casa de João de Deja,tinha 11 anos de idade, como o tempo passa, hoje já sou Vovô. Abraços a todos os DELMIRENSES.


Registro também a informação do meu compadre Zé Cardeal,que Nildo da lojinha também tinha televisor em 70; ele mesmo assistiu aos jogos da copa na casa dele.;um forte abraço do meu compadre José Cardeal a todos os DELMIRENSES".

Carlos Roberto Oliveira (Caçula) Sao Bernardo do Campo - SP.

Texto abaixo é de César Tavares e originalmente postado em 20 de junho de 2006.

Os fatos são passados há trinta e seis anos atrás(agora são quarenta anos). Apelo para os memorialistas delmirenses que afinal tragam luzes a esta importantíssima discussão (risos). Caso seja necessário que se levante os dados no IBGE.Que se queimem os neurônios, pestanas e se possível e de forma agradável discutam bastante este tema em alguma mesa de bar. Mas que se faça uma radiografia mental de rua por rua da cidade de Delmiro Gouveia em junho de 1970. E ao final sejam dados o número exato e as devidas localizações dos benditos televisores em preto e branco com traços fantasmagóricos e sempre tendo alguém do lado de fora da casa girando a antena externa de um lado para o outro a procura de uma melhor imagem. Coitado de quem tinha tal atribuição. Perdia o jogo inteiro.

Eu continuo lembrando somente dos que citei. Mas eu só tinha oito anos de idade então. Perdoável, portanto meu possível equívoco. Daquela Copa lembro que assisti na casa do Tio Adonias apenas ao jogo Brasil 1 x O Inglaterra.

Acredito que as informações do Caçula estão corretas. Mas será que havia outros televisores em Delmiro Gouveia na Copa de 1970?


Passo a bola para vocês.



Algum tempo depois o Francisco Sales também nos dizia:

“O senhor esta enganado meu amigo; na casa do senhor Laú pai de Nené que por sinal se aposentou pela fábrica, e que morava na rua por traz da praça onde assassinaram Delmiro este tinha um TV, por sinal eu com meus 10 anos junto ao meu irmão João Eudes fomos assistir o ultimo jogo na casa dele pós meu irmão era muito amigo deste e ele tinha filhas se não me falha a memória uma desta se chamava Suely, por sinal meu irmão levou uma surra do meu velho, por ter bebido neste dia, quando pai tinha ido fazer compras de matéria prima para fabricação das mariolas ok. forte abraço César”.

Francisco Sales Filho 09-01-2010

Danúbio Oliveira também enviou um email onde registrava suas lembranças da Copa de 70 da seguinte forma:

“César


Lembro que no dia da conquista do tri-campeonato no México. Em D. Gouveia quase não tinha TV e a maioria das pessoas ouviu pela Radio Clube de Pernambuco os lances daquele jogo.
Final da Partida, todos comemorando, meninos brincando pelas calçadas que eram iluminadas por lâmpadas fraquinhas inimagináveis p/hoje em dia e os postes eram de madeira. Num dado momento carros passando fazendo um buzinaço sem igual, a manguaça já dominando uns que bememoravam desde antes do jogo e pelo corre-corre dos meninos pelas ruas. Quando de repente uma Rural Willys do Sr. JOSÉ RAUL deu uma trombada feroz no poste defronte a casa do Sr. Amélio Costa na minha rua.
Foi um grande alvoroço, pela violência da colisão os fios de alta tensão enroscaram um no outro e inevitavelmente faltou energia em quase toda a cidade o Sr. JOSÉ RAUL p/ nao perder o embalo abriu o carro e saiu todo ensangüentado gritando: VIVA O BRASIL, VIVA PELÉ, VALHA-ME-DEUS! Abraços

Danúbio




Trecho do jogo então assistido em preto e branco.

domingo, 20 de junho de 2010

Amigos de Delmiro Gouveia em Números

O nosso blog cada vez mais tem menos comentários. Naturalmente que qualquer blog se “alimenta” disto. Já falamos aqui: o que os leitores escrevem é que é a verdadeira essência e razão da existência deste espaço.
Manter um site monotemático por mais de cinco anos, acho que seja um feito. E assim vamos caminhando.
Há exatamente trinta dias atrás, resolvi instalar a ferramenta Google Analytcs para acompanhar as visitas. E para minha surpresa constatei que apesar do baixo número de comentários temos um número razoável de pessoas que chegam até aqui.
Eis um resumo do período avaliado. Em seguida dei um print nas telas e colei aqui como imagens. Para melhor visualização basta clicar em cima das mesmas.

Total de Visitantes no período de 20 de maio até 19 de junho de 2010: 1543

Total de Países de onde partiram as pesquisas: 14 Brasil, Portugal, Estados Unidos, Irlanda, França, Argentina, Porto Rico, Rússia, Colômbia, Itália, República Tcheca, Espanha, Arábia Saudita e Holanda.

Visitas do Brasil: 1499 partindo de 93 cidades. Na cópia da tela que disponibilizo aparece as dez primeiras em número de visitas. No mapa é possível uma rápida visão de onde partiram.

Palavras Chave empregadas na busca: 460. Este dado indica as formas que as pessoas digitam nos mecanismos de busca para chegar até o blog. Este dado posteriormente dará uma postagem. Tem algumas formas bastante curiosas, por não dizer engraçadas ou esdrúxulas mesmo.

Minhas conclusões: Obviamente sei que muitos dos visitantes caíram no blog por engano. Estavam procurando outras coisas pela net e chegaram até aqui. Isto é o que aparece nos dados como taxa de rejeição ou visitante único. Ou seja: caiu aqui e viu que não era o que procurava e foi embora.

No entanto, temos uma taxa acima de 30% de visitantes que retornam ao blog. E isto é taxa de fidelidade. Ou seja: Sempre estão lendo algo por aqui. Este dado é o que importa. A visita de outros países nos envaidece. Apesar que não sei sinceramente qual o interesse de alguém que esteja na Rússia ou na República Tcheca tenha na nossa Macondo Sertaneja.

Pela taxa de retorno também acho que posso concluir que tem muita gente que gosta do que espia por aqui, mas que se resguarda o direito de não comentar. Eu particularmente prefiro que comentem. E que, sobretudo colaborem enviando suas lembranças delmirenses.

É um clichê o que vou dizer. Mas enfim escrever por aqui é uma JANELA PARA O MUNDO.
Agora é com vocês.


Painel Geral do Blog durante um mês.
Gráfico Parcial onde aparece quantidade de visitantes por dia.

Tabela com países de onde partiram visitas.
Continuação da tabela com paises.
Tabela parcial com palavras chaves usadas nos mecanismos de buscas.
Gráfico com Mapa: Cada ponto representa a cidade de onde partiu a visita.
Tabela parcial: As dez cidades de onde partem mais visitas ao blog. As cinco primeiras são Maceió/ 369, Recife/171, Salvador/173, São Paulo/114 e Rio de Janeiro/106. Estranhamente das 93 cidades que nos visitam não tem nenhuma visita partindo de Delmiro Gouveia! Talvez por não ter ainda provedor na cidade(?) e acredito que o número "inflado" de Maceió absorva as parcas visitas da nossa Macondo.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Delmiro Gouveia: Antigas Turmas do GVM

Primeira turma de formandos do GVM: Lula Vilar, José Camilo, Zilton Lima, Mário Pereira(Mariozinho), Stélio Oliveira, Renato Vilar, Nildo Costa e Ivan de seu Alberto.

Resgatando o tema de antigas turmas do Ginásio Vicente de Menezes. Há apenas duas imagens “inéditas” que são as do prédio. As demais já foram inseridas em diversas postagens nos blogs anteriores(cujos links encontram-se no rodapé deste) e no site que deu inicio a série www.amigosdedelmirogouveia.hpg.com.br.

Para unidade temática foi dada prioridade aos momentos relacionados a formaturas ou onde aparece a turma completa (ou quase). A exceção foi para os alunos do ano de 1979, que é uma foto nos momentos anteriores que antecedem o desfile de 7 de setembro.

O divertido (ao menos para mim) nestas imagens é tentar identificar todas as pessoas. Em algumas a identificação foi aposta. Neste caso é interessante comparar os avanços inexoráveis do tempo nas feições de cada um.

As turmas também não estão em ordem cronológica. Fazer isto é deixar tudo muito arrumadinho. E muita organização tira um pouco da graça do nosso blog. Afinal tudo aqui é muito amador mesmo e deve permanecer assim.

Seria interessante que novos leitores enviassem fotografias de outras turmas que também estudaram no GVM, e assim daríamos prosseguimento à série do resgate da memória escolar dos tempos delmirenses.

O crédito para as fotografias são dados nas postagens originais. Mas houve colaboração de muita gente. Grato a todos.

Lembramos que para melhor visualização das imagens basta clicar em cima das mesmas.

Agora é com vocês.

Ainda no anos 60 o GVM funcionou inicialmente nas instalações do G.E. Delmiro Gouveia.
Vista do prédio do GVM nos anos 70.

Uma das primeiras turmas de concluintes do GVM. Em pé: Isaías, Nildo de seu Amélio Costa, Maria Ramos, Gildete,????, Prof. Geraldo Liberal, Rosália Vilar, Zete Lima, ???. Sentadas: Lêda, Carmélia, Maria Braga e Maria Rosa.
Turma de 1976.
Turma de 1977: meninos na missa.
Turma completa de 1977(mais diretor e alguns professores) posando no pátio interno do GVMTurma de 1977: meninas na missa.Meninas de uma das primeiras turmas(ainda nos anos 60)
Turma de 1971 na missa.
Parte da turma de 1974 : Rubinho de Seu Nininho, Genilson( formando de 1973) e Paulinho Oliveira, Abel, Gilmar de Neneco, Marcão, Lula e Pedrão.
Parte da turma de 1984 na Aula da Saudade.
Parte da turma de 1984: Aula da Saudade.

terça-feira, 1 de junho de 2010

RMDG: Região Metropolitana de Delmiro Gouveia : Inhapi


Texto original postado em 31 de dezembro de 2008.

A temática do blog sempre ficou restrita a nossa Macondo sertaneja. Raramente postamos imagens que não sejam da terrinha. Mas isto não é uma regra fixa. Aliás, não há regra nenhuma. Portanto vamos abrir um pouco o leque. Mas se os leitores me permitem vamos brincar um pouco. Passaremos a considerar DG como uma metrópole e as cidades circunvizinhas orbitarão em sua área de influência. Será então referenciada pela sigla RMDG (Região Metropolitana de Delmiro Gouveia).
Claro que a decisão é puramente bairrista, e os possíveis leitores das cidades-satélites poderão revidar por aqui e fazerem apologia das suas plagas. Não há nenhum problema. Não seguimos nenhum critério histórico, geográfico, cultural, político, econômico, social ou demográfico. Apenas pura brincadeira entre vizinhos. E assim também estaremos divulgando na medida do possível outras Macondos.

E retomamos a série com as imagens da cidade de Inhapi. As fotografias são cortesia do nosso colaborador Eduardo Menezes. Aliás, ele fez uma verdadeira varredura em toda RMDG, há fotos de quase todas as cidades (Água Branca, Olhos D`Água do Casado, Piranhas, Mata Grande, Pariconha e Canapi), e paulatinamente iremos postando por aqui.

Não sei as lembranças dos demais. Mas na pequena Inhapi, estive somente uma vez. Isto foi no ano de 1975, não lembro mais o mês. Fazíamos a sexta série no Ginásio Vicente de Menezes, e o famoso professor Valdemar(chefe dos escoteiros), formou um time chamado “Vencedores” e conseguiu marcar um jogo de futebol com uma equipe da cidade. Eu como sempre fui ruim de bola, só fui para torcer. Acredito que o Danúbio Oliveira, Cleiton Feitosa e Edmo Cavalcanti também foram nesta viagem. O Edmo jogava direitinho. E o Danúbio e o Cleiton jogavam um pouco piores que eu. Ou seja: jogavam nada. Ou nem pedra em doido eles jogavam como se costumávamos dizer.

Em se chegando ao Inhapi, como o jogo estava meio sem-graça para quem era ruim de bola, fomos fazer uma pequena incursão por suas ruas (ruas é exagero- o correto seria por sua rua principal). Lembro-me que havia uma estátua do Padre Cícero no meio da praça. E eu achei a cidade até grande (para minha mente de criança de menos de 13 anos de idade) porque na cidade tinha duas farmácias! E isto era exatamente a quantidade de farmácias que havia também na nossa cidade (e a achávamos que fosse bem maior). Demos uma volta rapidinha. Paramos numa sorveteria, compramos um picolé(o dinheiro que levava só dava para isto mesmo) e depois voltamos para o campinho. Do Inhapi também lembro que o nosso colega de turma Clênio era de lá. Não vejo e nem tenho notícias do “ baixinho” Clênio desde 1977. Mas ele aparece em algumas fotografias neste blog(vide times de futebol).

Propositalmente neste texto não trago informações atualizadas sobre a aprazível Inhapi. Estes dados talvez sejam fornecidos, na medida do possível, por nossos leitores e colaboradores.

Agora é com vocês.