sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mudanças na Paisagem Urbana Delmirense

Enquanto não chega material novo vamos postando imagens que mostram algumas mudanças na paisagem urbana delmirense.

E assim trazemos hoje um trecho bastante conhecido: O entorno do inicio da Rua do ABC, onde numa das esquinas ficava a famosa sorveteria do Seu Conde e na esquina em frente era a casa do Dr. Ulisses Luna.

O padrão de comparação vai desde uma foto de desfile de setembro nos anos 70 até janeiro de 2010.

O registro das lembranças agora é com vocês e lembramos que para melhor visualização basta clicar em cima das fotos.



Anos 70: muro da casa de Dr. Ulisses e Sorveteria de Seu Conde na outra esquina.
Anos 80: Inicio da rua do ABC
Anos 90: Inicio da Rua do ABC
Janeiro de 2010: inicio da Rua do ABC
Janeiro de 2010: Uma galeria de Lojas onde o quintal da casa do Dr. Ulisses.
Janeiro de 2010: Loja onde era antiga sorveteria de Seu Conde.
Janeiro de 2010: Mesma vista tomada de frente do prédio da prefeitura.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Grandes Figuras "Delmirenses": Dr.Watson Gusmão

Mais uma vez resgato um texto postado no primeiro blog da série Amigos de Delmiro Gouveia. O texto fala do Dr. Watson Gusmão(diretor do Ginásio Vicente de Menezes nos anos 70/80) e foi postado originalmente em 16 de novembro de 2006.

Sendo que agora dou uma customizada.Trago um comentário feito por sua filha Paty Gusmão Adur(que reside nos EUA) e só viu a postagem quatro anos depois.

Também pincei todos os comentários feitos pelos leitores de então e onde era citado o nome do homenageado.

Relembro que os comentários “sumiram” da visão de quem visita os antigos sites. No entanto, os mesmos ficam no gerenciador do sistema ao qual eu tenho acesso. O único problema é que não fica o nome de quem o fez.

Sei que o texto final ficou bastante extenso. Mas para um “delmirense fanático” acho que vale à pena encarar o desafio até o fim. E, talvez, sejainteressante quem comentou na época tentar identificar o seu texto ou dos amigos que o fizeram. E aí, aproveita a ocasião, e faz algum adendo ou até mesmo um novo comentário. Afinal, a figura do Dr. Watson, deve ser ainda lembrada por muitos macondianos.

Dadas as devidas explicações vamos ao que interessa.


DR. WATSON: DIRETOR DO GVM.
Texto de César Tavares e originalmente postado em 16/novembro/2006


A cidade de Delmiro Gouveia, também teve o seu Dr. Watson. Não era o amigo inseparável do personagem de história de detetives Sherlock Holmes e sim o Diretor do Ginásio Vicente de Menezes. Era o famoso Watson Clementino de Gusmão e Silva.

Dr. Watson além de diretor do GVM também exercia o oficio de cirurgião-dentista. Um dos poucos então na cidade. E gostava de jogar uma bolinha. Lembro-me de um gol de falta que ele fez numa certa tarde batendo uma pelada com o pessoal do Palmeirinha.

No GVM tínhamos um medo terrível dele. Ir na parar na diretoria por ter aprontado alguma trela nas dependências da escola poderia implicar em suspensão. E aviso de suspensão para alguns alunos poderia implicar em levar alguns cascudos ao chegar em casa com o famigerado aviso. Mas ele apenas cumpria o seu papel. Era enérgico quando cabia. Mas tudo dentro da cordialidade.

E fazendo uma analogia com aquela antiga propaganda da Valiseré "que o primeiro sutiã ninguém esquece" Então da primeira suspensão ninguém esquece também. E das duas que levei no GVM a primeira foi dada por ele. Mas nada que eu não merecesse. Mas aí é outra história.


Dr. Watson faleceu no início dos anos 80.(não lembro o ano). Parece-me que foi de acidente de automóvel. E ele ainda era bastante jovem. Talvez nem tivesse ainda chegado aos 40. E talvez seja uma das poucas pessoas que conheci em vida que virou nome de prédio público. Nada mais justo que homenagear alguém que participou da formação dos jovens delmirenses dando o seu nome a uma escola.

E aí você conheceu o Watson? Você também era um dos que em surdina e com ele por longe o chamava de Capacete? Sabe a origem deste carinhoso apelido? Enfim registre suas lembranças.

Turma de 1977(minha turma). Dr. Watson e sua esposa Marli (em pé no lado direito)
Dr. Watson com os concluintes da turma de 1976 do GVM.
Comentário feito no blog anterior.

Fiquei super feliz de ver este texto q vc escreveu sobre meu pai...sou a Patricia a filha mais velha dele, so corrigindo meu pai morreu com 34 anos em 1982( lamentavel)... Eu, minha mãe( Marly, q esta na foto sentanda de preto ) e Gustavo meu irmão agradecemos a tão bela homenagem... Tenho algumas lembranças de Delmiro( onde vivi a minha maravilhosa infância) uma dia quando voltar ao Brasil pretendo ir visitar a cidade, pois atualmente moro fora do Brasil(USA) Um grande abraço Patricia Gusmao Adur

Paty Gusmao Adur 17-05-2010 21:13:32



Comentários feitos no blog anterior e resgatados do gerenciador do programa.
Obs: Não há identificação da pessoa.

Na foto tb aparecem além do Watson e da Márcia(filha da prof. D.Lacir) o sargento Alceu(então delegado e prof. de Ed.Física. não tenho certeza se a senhora que está ao lado é a Valdinha(secretária do GVM), prof. Marly(esposa do Watson) e D.Delma(prof. de Português e que morava ali na Freitas Cavalcante). Dentro dos mesmos moldes dos comentários anteriores em outros posts poderá haver algum comentário sobre tais pessoas.
18-11-2006 17:11:32

Cesar, Justa homenagem. Watson foi o único diretor durante os 4 anos que estudei no GVM. Nos primeiros anos ele também ensinou matemática. Pessoa afável fora do ginário, lá ele era realmente muito rigoroso e contava a preciosa ajuda de Seu Monteiro. Também sofri muito na sua cadeira de dentista, porque ele exerceu a profissão numa época em que o dentista se preocupava muito pouco com o sofrimento dos pacientes.
18-11-2006 11:57:36

Conheci muito pouco, tb, o Prof. Watson. Quando ele lá chegou, eu já estudava fora. Mas, meu irmão Absalão, Garoto, Carequinha, Januario e outros dessa faixa etária, deram muito trabalho a ele e ao Seu Monteiro, no GVM. Fala Garoto!!!!
1-11-2006 17:11:23

Conheci muito pouco, tb, o prof. Watson. Mas, meu irmão Absalão, Garoto, Careca, Januario e outros dessa faixa etária, deram muito trabalho a ele e Seu Monteiro no GVM.
21-11-2006 17:08:21

Conheci o Watson muito superficialmente. Acho que fui apresentado a ele e só. Acredito que ele foi para DG convidado por José Bandeira, para assumir a direção do GVM e cuidar da saúde bucal do delmirenses. Bandeira tinha sido eleito deputado estadual e precisava passar algumas atividades, exercidas por ele, para outra pessoa. Acho que isso deve ter ocorrido em 1971. Lembro desse fato porque Bandeira nesse ano entrou, por equivalência, no curso de administração, que funcionava à noite, onde foi meu colega de turma. Acho que devido a seus outros afazeres em pouco tempo abandonou o curso.
20-11-2006 12:32:08

Olá César, sobre a morte do Dr. Watson eu tenho certeza que ocorreu em 1982, não me lembro o mês...rss...é que uma vizinha nossa entrou lá em casa, esbaforida dizendo: "vocês não souberam? O Dr. Watson morreu agorinha de acidente de carro, me parece vindo de Piranhas...",causando grande impacto lá em casa, acho que era um dia de sábado, à noite. Estudei com Márcia, filha de D. laci, aliás, não sei do paredeiro de nenhuma das duas...D. Laci ainda é viva? Mora em DG?O Sgto. Alceu foi professor de Ed. Física lá pelos anos de 79,80...nos fazia correr até perto dos Morros(Rumo a Maria Bode0, muito neguinho se escodia pelo caminhos em arbustos......KKKKK....nas proximidades do Bom Sossego ou até mesmo antes, no famoso "H" (assim chamadas as colunas de concreto com a placa de inauguração do asfalto, que aliás eu assisti no dia com as filmagens da "Caetés Filmes" de Maceio- Aliás César- Eis aí outro assunto que pode ser espichado...rss...quem não se lembra da empresa que fazia as propaganda oficiais dos polít. de Al?
23-11-2006 00:37:52

Amigos, já depois de muito tempo, morando em Maceió, é que soube da origem do apelido "capacete" atribuído a Watson. Dizem que era por conta do estilo de trato no cabelo que os jovens da época cultuavam em homenagem aos ídolos Tim Maia e Toni Tornado. Watson retirou o seu ¿capacete¿ quando foi nomeado diretor do GVM e dentista substituto do então deputado José Bandeira (Dr. Rubens). Com relação à carequinha, esse era o apelido de Rosalvo Teotônio da Silva, irmão de Mané Totó. Esse, juntamente com Absalão, realmente foi os que deram mais trabalho a Watson Clementino Gusmão Silva, vulgo capacete, e que Deus o tenha.
22-11-2006 21:22:24


O Dr. Watson que tambem foi meu diretor no GVM de (77 a 80), faleceu de acidente automobilístico entre as cidades de Piranhas e O A casado já próximo de XINGÓ. Quanto ao asfalto de DG a M bode, foi inaugurado em 77 e construído pela TERRANA. Lembram-se dos proprietários e engenheiros da CIVELETRO descendo de para-quedas, principalmente nas tardes de domingo no campo do AGRO, o ano era o mesmo. ADAILTON
23-11-2006 20:03:17

Escola Watson Gusmão em Delmiro Gouveia

No link abaixo há um texto sobre a atual Escola Watson Gusmão e de onde retirei o quadro e as seguintes informações:

"ESTRUTURA E LOCALIZAÇÃO

A instituição pertence à Rede Pública Estadual e oferece aos alunos o ensino regular no Ensino Fundamental (4º ao 9º Ano) e Ensino Médio (1º ao 3º Ano). Dispõe de 16 salas de aula, sala de TV, biblioteca, laboratório de informática, laboratório de ciências e tecnologia, cantina, refeitório, auditório, sala de grêmio estudantil, área de pátio de recreação coberta, rampas para deficientes físicos e estacionamento.

Atualmente divide seu espaço com a Universidade Federal de Alagoas – Campus do Sertão, enquanto o prédio da mesma está sendo construído.

Retirado do Projeto Político Pedagógico e adaptado por Gedya Gomes de Sá".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Circos em Delmiro Gouveia (postagem dupla)

>Resgatando dois textos postados nos blogs anteriores. Uma linha temática que conecta os dois. E assim poderemos novamente nos divertir um pouco comentando por aqui(já que nos blogs anteriores os comentários sumiram). Eu sou tanto descuidado. Nunca fiz back-up de tudo que foi postado por lá. No dia em que o provedor resolver apagar tudo por falta de visita, simplesmente perderei. Portanto peço um pouco de paciência e compreensão aos leitores/visitantes que quando trago um texto antigo para este espaço aqui é no intuito de não perdê-lo totalmente.

Mas vamos ao que interessa.

Prof. Joval Angélico Pereira. Dono do Circo Pavilhão Nacional. Prof. de Teatro no GVM. Pai da Hermância. Jovalzinho e Tairone(este roteirista de cinema nacional. Vide "O Homem da Capa Preta).
Esta fotografia foi copiada do site:
http://www.pindoramacircus.arq.br/circos/galeria/jovaleda.htm onde há uma bela matéria sobre a saga deste "delmirense" Para quem ainda não a leu recomendo clicar no link


Chegou o Circo
Texto de César Tavares e postado originalmente m 06 de dezembro de 2004


Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor.

Pipoca. Amendoim torrado. Carreguei a sua mãe num carrinho quebrado.

E o palhaço o que é? Ladrão de mulher.

Estes bordões eram cantados nas ruas delmirenses pelos palhaços dos circos mambembes que chegavam à cidade. E a criançada efusivamente seguia o palhaço repetindo-os. Assim era feita a propaganda anunciando a chegada de um novo circo.

Os circos eram armados, geralmente, ao lado da igreja velha. Ali na Vila Operária. Ou no local onde hoje está o prédio da prefeitura. Na época um terreno baldio.

Eles, os circos, não apareciam com tanta freqüência assim. Por isto, quando chegava algum, a expectativa era grande. Poucos tinham boa estrutura ou apresentavam grandes espetáculos. Um ou outro trazia animais. Entre os grandes circos lembro-me: do Thiany, do Circo Americano e do Williams Brothers.

No mais, o que aparecia, era apenas pequenos grupos de abnegados artistas populares em busca do pão-nosso de cada dia. Mas estes é que exerciam um fascínio especial. Havia uma maior identidade popular: O atirador de facas. O equilibrista. A rumbeira, os trapezistas e o mágico.

Todos se apresentavam após o mestre-de-cerimônias anunciar com grande pompa: Boooooooa nooooite !Senhores e senhoras. Respeitável público. Vocês verão agora o maior espetáculo da terra. Algo nunca mostrado. E começava o desfile das atrações. Variações em torno de mesmo tema. Quase sempre repetições de outros tantos espetáculos.

Marcou época o Circo de Colombinha. Passou meses na cidade. Não tinha cobertura. Apenas a lona lateral. Assim mesmo toda esburacada. Local para sentar somente na geral. Ou poleiro como chamávamos. Toda noite meia-dúzia de gatos pingados assistia ao simulacro de espetáculo. E o circo ia de mal a pior. Caía pelas tabelas.

E faltou grana para o Palhaço Colombinha desarmar o seu circo. E ele foi ficando. E tanto ficou que: num lance tragicômico ele seduziu uma moça.

Deus nos acuda! Valei-me Nossa Senhora! Um verdadeiro escândalo para moral ainda provinciana daqueles tempos. Um palhaço e uma donzela! Era Algo tão surrealista que talvez nem o Frederico Fellini (cineasta italiano de sucesso) conseguiria imaginar. E os comentários e especulações estavam presentes em cada conversa travada nas esquinas. Não sei como tudo acabou.

Houve uma época em que o Prof. Joval, um entusiasta da arte circense, trouxe um ânimo novo com o seu circo: Pavilhão Nacional. E apresentava entre outras coisas: peças teatrais no palco/picadeiro. Mas era meio incompreendido. E seu esforço não logrou um longo êxito. Bem ele fez à parte dele. Posteriormente no GVM ele dava aulas de teatro aos sábados. Eu curtia os seus ensinamentos. Ele era uma pessoa muito intelectualizada. E ali aprendi as primeiras noções da antiga arte grega.

Hoje quando em algum subúrbio recifense vejo algum pequeno circo, invariavelmente volta à tona a lembrança dos circos que vi na minha infância passada na cidade de Delmiro Gouveia.

E você lembra ainda de algum circo? Registre as suas lembranças por aqui.


Uma História de Amor: O Palhaço e a Donzela.

Circo Liliane (Para Tadeu Cavalcante)
Texto de Edmo Cavalante e postado originalmente em 30 de março de 2005



O Circo Liliane Chegou
Hoje tem espetáculo tem sim senhor!
Onde ele está armado?
No terreno da fábrica. Logo ali ao lado
O ingresso custa muito dinheiro?
Cavalheiro é três. Estudante e dama só paga dois cruzeiros

O Circo Liliane Chegou. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!

Não é nem um luxo de circo. Nem um circo de primeira linha
Mas tem riso e bizarria
Tem o palhaço Colombinha.
Ele é:
Trapezista
Equilibrista
Ator
Mágico
Cantor. Imita vários artistas famosos: Nélson Gonçalves, Waldic e Nélson Ned
Ele é o DONO DO CIRCO.

Eu estou falando de COLOMBINHA SHOW!

A bonita Liliane (quem não se apaixonou?) alegra o respeitável público
Com a sua rumba autêntica e graciosa
A turma do poleiro assobia e grita entusiasmada
Ô bis. Menina danada
Já tem gente perguntando até quando o circo vai ficar
A molecada é que não se emenda e arranja sempre jeito de maiar

O Liliane chegou!
O poleiro não é muito seguro e a lona é surrada
Mas vai assistir mesmo na base do abafa
Não tem tigre. Nem leão. Nem girafa. Elefante também não.

O Liliane chegou!
Não é nenhum circo de primeira linha.

Mas para quê tanta exigência?






Um enorme POST SCRIPTUM
por César Tavares

O texto acima em forma de poesia é do nosso colega Edmo. Ele reside em Maceió e o enviou pelos correios. O Edmo é formado em Matemática e atua no ramo gráfico e afins. Conheço-o há mais de 30 anos. Estudamos juntos de 1974 até 1977, da quinta a oitava série no Ginásio Vicente de Menezes. Para as novas gerações de delmirenses ou os de memória curta aqui vão algumas referências dos familiares dele.

Ele é filho do Edvaldo do INPS. Sobrinho da Viúva (do bar da rua da Travessa) que por sua vez é mãe do Tadeu, da Graça e da Cida. Hoje onde era o famoso Bar da Viúva, funciona a Padaria e Lanchonete Padilha, gerenciada pela nossa amiga Graça Padilha. Aliás, quem quiser saborear o melhor sanduíche da cidade lá é o local. (E espero que com este merchandising aqui no blog eu ganhe como cachê ao menos um lanche).(risos)


O tema do circo já foi falado anteriormente aqui neste blog. Mas o Edmo de forma bem criativa trouxe alguns detalhes bem interessantes. Para quem não conheceu o Colombinha cabem alguns esclarecimentos:

O Palhaço Colombinha, além de ter sido um artista polivalente, chocou a conservadora sociedade delmirense, naqueles tempos, com a sua história de amor. Ele nada mais nada menos fugiu com uma moça que iria casar-se uma semana depois. Foi um escândalo. O palhaço e a donzela. Amor a primeira vista. Um verdadeiro frisson. Nitroglicerina pura. Era assunto para todas as rodas.

Mas tudo passa. Tudo se acalma. Tudo se dilui com o tempo. E não há resistência eterna Caem-se os preconceitos. A vida continua.

E eles tiveram uma filha a qual deram o nome de Patrícia. Passaram-se mais alguns anos. Patrícia ficou adulta e casou-se com o Tadeu Mafra (fundador do Bloco do Pompeu, e um dos sujeitos mais bem-humorado, gaiato, divertido e gente boa que conheço). E agora no último dia de 2004 nasceu o Pedro Mafra. Portanto neto do Colombinha.

Comentário geral em Delmiro Gouveia: êita que este menino vai ser fogo. Com uma linhagem desta: Filho de Tadeuzinho e neto de Colombinha.

E aí você ainda lembrava do Palhaço Colombinha? Você conhece alguma história de amor com um final feliz feita esta? Conte por aqui. Deixe o seu recado. Enfim faça como o Edmo envie uma história.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Delmiro Gouveia: Um pouco mais do baú do Everaldo Feitoza

Ainda um pouco mais do baú do Everaldo Feitoza. Não há uma unidade temática entre as fotografias, mas isto não tem a menor importância. Afinal o nosso blog não segue regra nenhuma. O importante é o resgate de um pouco do passado da Macondo Sertaneja. E aí sempre há alguma história que alguém quer relembrar ou até mesmo algum detalhe de fundo numa ou outra fotografia repentinamente traz à tona alguma lembrança. E assim vamos prorrogando indefinidamente o paleio por aqui.

Vamos ao que interessa.


Desfile de 7 de setembro em 19??: Balizas: Rosa de Zé Freire,uma filha de Antonio de Justo(de Mata Grande) e uma filha de Leninha(Verônica) e Marlene. Ampliando as fotos é possível até identificar algumas pessoas que assistem o desfile.
No clube: Antonio Feitoza, Dona Teté Feitoza, Zé Serpa e Nozinho Feitoza
Primeira comunhão: Ana, Vilsinho, Fátima(Feitoza) filhos de Mima Feitoza

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Delmiro Gouveia: Antigas Caçadas

Caçadores da década de 60. Aparecem na foto: Valdomiro, Luiz Torquato, Joãozinho de Maroca, Nozinho Feitoza, desconhecido. Sr. Jaime da Fábrica, Doca, João Marceneiro e Braz(cozinheiro)


Continuamos ainda com as belas imagens enviadas pelo nosso colaborador Everaldo Feitoza. A temática básica é antigas caçadas em Delmiro Gouveia. Talvez, hoje em dia, o “esporte da caça” seja encarado como algo um tanto brutal. E em muitos casos seja uma atividade vetada pelos órgãos de preservação ambiental.

No entanto, em determinado período, era vista como algo “normal”. Não emito juízo de valor. Respeito os usos e costumes do período retratado. Acho importante deixarmos por aqui o registro histórico de um pouco do cotidiano dos antigos moradores da Macondo do Sertão.

Agora vamos ao que interessa: Os comentários dos leitores.


Joãozinho Maroca, Doca, João Marceneiro, Nozinho Feitoza e convidado da fábrica.
Braz cozinhando
Nivinha e convidado da fábrica. (quem seria o convidado?)
Caçadores da década de 60. Aparecem na foto: Valdomiro, Luiz Torquato, Joãozinho de Maroca, Nozinho Feitoza, desconhecido. Sr. Jaime da Fábrica, Doca, João Marceneiro e Braz(cozinheiro)

Identificados apenas: Braz(cozinheiro), Zé de Lino, Doca e Zequinha Urias.

Zizi Feitoza e João Marcineiro

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Delmiro Gouveia: Imagens do Passado (por Everaldo Feitoza)

Vicente de Menezes(antigo proprietário da Cia Agro Fabril Mercantil) e componentes de um bloco carnavalesco/banda de música.

A postagem hoje é por conta do nosso novo colaborador: Everaldo Feitoza.

César favor divulgar estas fotos em seu blog....

Everaldo Feitoza


Ele abriu os baús familiares e nos enviou uma série de fotos do passado delmirense. Há um pouco de tudo. Desde fotos de caçadores, banda de música, casamento.....

Pela riqueza do material vou postar aos poucos. E assim “cevar” para render outras postagens.

O interessante, ao menos para mim, é olhar as fotografias com bastante calma, prestar atenção aos detalhes e fisionomias e assim ir puxando aos poucos por nossas memórias afetivas na tentativa de aplacar as saudades de uma determinada época e dos tantos personagens que habitaram o imaginário coletivo da nossa “Macondo Sertaneja”.

Agora é com vocês.

Joselina(filha de Xixiu), Aleide, Fátima, Dona Teté, Bernadete, Zé Carlos e Nozinho Feitoza
Zé Carlos Feitoza(filho de Nozinho Feitoza)
Antonio Feitoza e Salete
Padre Fernando, Antonio Feitoza e Salete(filha de Manoel Pereira)
Banda de Música e alguns acompanhantes: Lula Braga, Sr. Vicente Menezes, Iraci de Zé Pedrão, Quinca do Cavaquinho...) Será que vocês conseguem identificar mais alguém?

Estudantes do Primário. Entre eles Zé Carlos Feitoza. E as outras crianças alguém consegue distinguir algum rosto conhecido? Que prédio é aquele que aparece ao fundo?
Caçadores da década de 60: Valdomiro, Luiz Torquato, Joãozinho de Maroca, Nozinho Feitoza, desconhecido, Sr. Jaime da Fábrica, Doca, João Marceneiro, Braz(cozinheiro). Será que alguém identifica a pessoa que o Everaldo não conseguiu lembrar do nome?
]


Recife, 20 de outubro de 2010


O dinamismo do blog e seus participantes é algo interessante. Principalmente quando os fatos e fotos são de um período mais antigo. É natural e perfeitamente factível que as nossas memórias e lembranças aparecem por vezes um tanto enevoadas. Mas sempre surge alguém trazendo um complemento esclarecedor. Portanto, após alguns dias que da postagem deste texto, eis que o Eduardo Menezes nos traz informações colhidas na fonte da profunda e vivaz memória do seu pai Sr. Zito Menezes.

Eduardo Menezes disse...

O cara da primeira foto, com a banda carnavalesca não é o Vicente Menezes, é o Wilfrid Brocklebank. Um engenheiro inglês que substituiu meu avô na gerência da Fábrica, que tinha se afastado por motivo de doença, tuberculose, e não voltou mais.
Meu pai namorou com a filha dele, Kathleen Daey Brocklebank, em 1947. Vou mandar uma foto dela por email.
19 de outubro de 2010 22:01

A casa de D. Da graça, proprietária do Hotel Veneza, que fica na rua da Rádio Delmiro AM/FM (antiga Praça Manoel Monteiro) foi construída para ser a residência do Gerente da Fábrica, e quando o Wilfrid Brocklebank chegou a Delmiro o casa estava sendo construída, portanto ele foi o primeiro a morar lá.
20 de outubro de 2010 06:38

PS:: Por questão de coerência não modifiquei as legendas colocadas inicialmente. Portanto continuará sendo o "Vicente de Mezenes" quando na realidade é o Mister Wilfrid...


Kathleen Daey Brocklebank

sábado, 9 de outubro de 2010

Loucos Delmirenses: Américo Carvoeiro

Rua onde morava o Américo Carvoeiro(jan/2010). Ele residia numa das primeiras casas.

Trazemos de volta um tema já falado outras vezes: Loucos Delmirenses. O texto veio à baila porque recebi um email bastante interessante enviado pelo Sr. Cliuton.

Pedimos ao leitor um pouco de paciência pois a postagem ficou bastante extensa. E o leitor em tempos de internet de banda larga é muito mais exigente e por vezes impaciente. No entanto, para perfeito encadeamento da história do famoso “Américo Carvoeiro” se faz necessário o resgate de trechos de postagens passadas.

Tudo começou quando no antigo blog onde o primeiro texto era:

DE MÉDICO E LOUCO TODO MUNDO TEM UM POUCO
Texto originalmente postado em: 14 de novembro de 2004.

E cinco anos depois resgatei o mesmo texto devido o bug que houve no primeiro blog fazendo sumir os comentários. Abaixo apenas parte do texto onde eu fazia referências ao personagem delmirese:

QUINTA-FEIRA, 19 DE NOVEMBRO DE 2009
Loucos Delmirenses
Texto de César Tavares

“Toda cidade tem algumas pessoas que fogem dos padrões “normais”, algumas delas são chamadas de loucas. No entanto cada uma delas tem uma história de vida. Geralmente desconhecemos a “origem de sua loucura”.
Na nossa infância ouvimos histórias a respeito dos loucos locais, e sentimos um certo temor destas pessoas. Há muita invencionice e folclore. Nada provado obviamente. Mas a tradição permanece e passa de geração a geração.
...
AMÉRICO CARVOEIRO : Um senhor alto e barbudo. Suas roupas eram negras da fuligem do carvão que vendia. Fedia muito. Sua característica marcante era que ele tinha um excelente vocabulário. Falava muito bem. E não sei a veracidade. Mas ouvi muitas vezes minha mãe falar, que ele foi estudante de medicina. E que a sua loucura foi proveniente de uma desilusão amorosa! A sua figura metia medo na meninada. Ninguém mexia com ele. E quando passava pelas ruas, geralmente havia um certo temor da meninada.”
...

Então entre outros comentários o nosso leitor Pauríliofez o seguinte comentário:
Paurílio disse...

"Dos citados no texto, apenas me lembro de Bau e Américo Carvoeiro.
Bau era mesmo sujo, fedorento, não falava direito. - Américo Carvoei-
ro ou, como aprendi a chamar, Américo Doido, transmitia a nós, meninos da minha época, um certo terror. Seu aspecto era de meter medo a qualquer um que não soubesse que se tratava de pessoa pacata. Coberto de pó de carvão, dos pés à cabeça, vestes rotas, diziam que trocava de roupa uma vez no ano. Muitos garotos zombavam de Américo, gritando apelidos como: "engenho d'água", "pau de arara" e, como era de se esperar, ele reagia. Talvez até para tentar conter os meninos, muitos adultos contavam fatos sobre o Carvoeiro, por exemplo, dizendo que deu uma surra num garoto por ter este lhe jogado um desses apelidos e que tal garoto chegou a vomitar sangue. Creio mesmo que era mais lenda, apenas para amedrontar a garotada, evitando que se aproximasse do Américo.
21 DE NOVEMBRO DE 2009 21:33

E após algum tempo o Cliuton nos trouxe o seu comentário que a seguir reproduzo por aqui. Pois geralmente os leitores não tem por hábito (re)visitarem postagens mais antigas.

Cliuton disse...

"Senhor César, a história do Americo Carvoeiro não é bem aquela. Não teve nada de amor mal correspondido e nem ele estudou medicina. Naquela época, ele, ainda rapaz estudou em recife, mas apenas coisa de ginásio mesmo. Ele realmente falava bem. O que aconteceu com ele foi que, nos tempos das volantes, no meio das caatingas em perseguição à Lampião (ele e tantos outros eram contratados pela policia para ajudar na captura dos cangaceiros), muitas vezes tinham que tomar água contaminada, quente, de poços infectados etc. Numa dessas excursões ele pegou uma pneumomia pesada. Seu pai o levou a Paulo Afonso, ele se curou mas ficou com problemas mentais. O nome do seu pai era Manoel Livio, tinha uma loja (Loja do Povo) na antiga Rua do Progresso. Essa loja foi vendida ao Sr. José Vieira, pai do Dimas, que depois ficou com a loja por herança. Bem, eu e o américo, por parte de pai, éramos irmãos. Só que ele foi do primeiro casamento. Detalhe; o Américo tinha uma memória de fazer inveja, se ele te vendesse fiado, podes crer, mesmo sem anotar, não esquecer! Um abraço.
6 DE OUTUBRO DE 2010 22:31

E agora para o fecho da história trago o texto na íntegra recebido via email enviado pelo Cliunton

"Senhor César,

Estive dando uma olhada, no seu blog, sobre os loucos de Delmiro Gouveia e lá deixei um comentário sobre o Américo Carvoeiro. Como o conheci de perto, vou contar mais algumas curiosidades sobre aquele maluco. O Paurilio, lá, no seu comentário, falou que, certa vez, o Américo deu uma pisa num garoto e esse chegou vomitar sangue, mas, o Paurilio, acha que aquilo era só lenda. Era não! O cara matou o garoto mesmo! Seguinte; ele não mexia com ninguém se não mexessem com ele. Certa ocasião, um garoto o chamou de "engenho dágua", apelido que ele detestava, e ele bateu demais no garoto. Na época, o pai do Américo, bancou todo o tratamento da criança em Paulo Afonso, mesmo assim ele morreu. O pai do menino falou antes, que, se o filho morresse o Américo pagaria com a vida. O pai do louco falou pra o pai do menino que faria tudo pra salvar a criança, mas, se ele morresse, nem pens asse em fazer nada contra o Américo, pois este era maluco, o garoto é que mexeu com quem não devia! e daí pra frente... seria entre eles.
A roupa dele era muito suja sim, mas não lembro se fedia tanto. Acho que o pó do carvão funcionava como um desodorante natural (rsrsrs)! No dia em que ele tomasse um banho (coisa de uma vez por ano) vestia uma roupa nova, geralmente aquela mescla azul, precursora do jeans, calçava uma alpercata xô boi, nova, apregava pedaços de pneus nos solados e as amarrava aos pés com um cordão grosso, que ele arrumava com alguém, na fábrica. Só a tiraria dos pés no próximo banho! A unica pessoa que ele confiava era o Zé Maria, fundador do Cine Real e tambem comerciante na Rua do Progresso. Era este senhor que guardava o dinheiro dele. Além de "tesoureiro", era também o cara que comprava a roupa e a alpercata, quando o Américo pedia.
Também sou de Delmiro, estudei com o Argemiro, na Esco la Paroquial N. Sa. de Fátima, e depois no Grupo Escolar Delmiro Gouveia. Me diverti muito com as brincadeiras promovidas pelo então seminarista Didi, no pátio antiga igreja. Ainda morro de saudades da minha infância, ainda morro de saudades daquela bucólica Delmiro que não existe mais.
Um abraço,"
Cliuton Cavalcanti

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Becos Delmirenses

Uma das definições dicionarizadas de beco é:
s.m. Rua estreita e curta, às vezes sem saída, e pouco própria para o trânsito; viela.

No passado já falamos deste tema por aqui. Pincei algumas postagens antigas onde becos delmirense foram citados en passant.

Agora é com vocês. Que histórias ou lembranças você tem para nos contar e que tenham ocorrido nos becos delmirenses ou seus arredores? Deixa seu recado então.


Enxerto de texto de Paulo da Cruz.

“A rua quebrava, no seu lado direito, entre as casas do Seu Zeca Norberto e Zé Elias. O beco que essa quebra provocava me deixa uma dúvida quanto ao seu nome: é beco de Zé Elias/Zeca Norberto ou de Luiz Xavier. Esse beco por sinal tem muitas histórias. Não lembro que ele tivesse iluminação própria, acho que pegava os resquícios da luminosidade das ruas que se comunicavam através dele.

Por esse beco regressavam, às suas casas, as garotas que estudavam no ginásio e residiam na Rua do ABC. Eram as famosas meninas da Rua do ABC. Não sei porque, mas elas só regressavam em bando. Acho que tinham medo de alguma alma penada que já estivesse assinando o ponto antes da meia-noite. Mais adiante, agora pelo lado esquerdo, tinha o Beco de Zé Panta. Zé Panta Godoy, segundo contam, foi quem matou Maria Bonita, ou Lampião, não sei ao certo. Esse beco levava à Rua do Correio. Essa rua evidentemente tem nome. Eu não lembro. Ouvia as pessoas se referirem a ela assim.’


Enxerto de texto de César Tavares

“Mocozinha, Velha Ana, Muda, Cata-Osso, Lourdes Pezinho e Percília. Você sabe quem foram estas meninas? Quem pensou que fosse a seleção delmirense feminina de vôlei, errou. Errou feio.

Estas meninas foram professoras de muitos delmirenses. Prestaram um inestimável serviço de iniciação sexual para uma porrada de adolescentes e outros nem tantos.

Eram quase todas desprovidas de beleza física. Afinal vida miserável não deixa ninguém bela. Algumas atendiam à clientela em pequenos quartinhos. Podia ser ali no Beco de Luiz Xavier ou até mesmo no Beco atrás da Castelo Branco. O sujeito geralmente passava pelos becos, como quem não quer nada (e querendo), olhava furtivamente para os lados e de repente emburacava num muquifo. Lá dentro aliviava o que tanto incomodava. Depois saía desconfiado, mais leve e com menos dinheiro. Mas feliz. Uma felicidade barata. Mesmo assim felicidade. Isto não tem preço.(não sabíamos o que era Credicard. Mas o slogan era perfeito)”


Beco que liga a rua dos Correios(José Bonifácio) a rua do ABC(Independência)(jan/2010)
Beco que liga rua dos Correios /Cohab Velha(até inicio dos anos 70 a "Matança" ficava próxima)(jan/2010)
Beco ligando a rua dos Correios com a rua do ABC(2)(jan/2010)
Beco que fica por trás da Igreja Nova vai da casa de Seu Valdemar até Rua Augusta(jan/2010)
Beco de Luiz Xavier( Av. Castelo Branco até rua do ABC) Foto de Paulo da Cruz.
Beco das 7 facadas(Av. Castelo Branco até rua Padre Anchieta ?) Foto de Paulo da Cruz
Beco que vai até as proximidades do Cemitério Velho.(foto de Paulo da Cruz dez/2007)

sábado, 25 de setembro de 2010

Cinema é Magia - Nada Substitui a Sala Escura(antigos cinemas delmirenses revistos por Luiz Reginaldo)

A postagem de hoje é por conta do nosso colaborador Luiz Reginaldo. A temática cinemas delmreneses sempre é retomada. O olhar saudosista sobre as coisas boas do passado sempre são bem vindas. E vai que de tanto martelarmos alguma ação concreta seja realizada.

Vamos ao que interessa: Texto na íntegra e imagens por conta do Luiz Reginaldo.


Olá César!!

Segue por aqui fragmentos para vc colocar no blog. sempre com tematica da nossa Delmiro.



Cinema é magia – nada substitui a sala escura

Os cinemas da nossa cidade foram colocados de lados por pessoas que não tinham nem um pouco e também nenhum interesse em cultura. Ficamos revoltados com tamanhas mudanças e consequentemente os afetamentos em sua função educativa.

Em outras palavras falamos de empobrecimento cultural em pleno solo alagoano onde nos dias atuais há pouca ou talvez nenhuma alternativa de entretenimento com cunho mais cultural. Não vejo nenhuma mobilização por parte dos representantes do município até por que isso não traz retorno eleitoral por parte de uma determinada classe intelectualizada.

Vejamos a realidade: o Cine Real original com seu desativamento foi abandonado, e em seu lugar surge inicialmente um templo religioso por ter uma excelente localização para a pratica religiosa, tornando assim preservado o espaço para lembranças memoriais de pessoas que por um bom tempo frequenquentou a sua sala escura. E hoje no prédio não está mais funcionado a igreja que ali estava. Encontra-se completamente abandonado não sei por qual motivo, será por falta de empenho dos próprios donos do prédio ou da falta de iniciativas de outras pessoas???

E o Cine Pedra também original está em uma melhor condição, sua arquitetura foi conservada e aliada ao modernismo apresenta uma boa aparência. Em começo dos anos noventa do século passado foi transformado em emissora de rádio e pôde assim levar um pouco de informação misturada com arte para a população carente da cidade. Não defendo aqui mudanças e sim permanência de nossa memória juntamente com suas tradições e costumes que por muito tempo significou valores e praticas em cada um de nós.

É uma pena, não termos herdado de nossos colonizadores o instinto da preservação. Não damos a menor importância para os nossos prédios históricos. A exemplo coloco aqui a questão dos dois cinemas e outros espalhados por toda cidade e arredores, tão divulgado por aqui no blog. A razão é simples, preservar não faz parte de nossa cultura. Salvo as exceções.

Aqui ficam algumas imagens para registro feitas pela manhã do domingo de páscoa deste ano por mim mesmo na câmara do celular já imaginando neste post e sua conseqüente publicação por parte do senhor César e equipe. Pena que não tenho imagem de fotografias do ontem para possíveis confrontos e comparações do hoje. Mas o que fica de gratidão nisso tudo é a lembrança bem viva da recordação do seu funcionamento onde comíamos pipocas e outras coisas assistindo filmes influenciados pelos seus cartazes coloridos. Muitos destes filmes foram vistos por mim e com certeza por vocês também.

Ao amigo César

Só tenho a agradecer pela divulgação no espaço.

Luiz Reginaldo.

sábado, 18 de setembro de 2010

Macondo Sertaneja: Mirante do Talhado.

O postagem de hoje é por conta do nosso colaborador Marcos Lima(Palmeira dos Índios./AL), que sugere aos delmirenses ausentes, moradores e visitantes um excelente passeio por um recanto fora da área urbana da nossa Macondo Sertaneja. Vamos ao que interessa: Abaixo texto na íntegra recebido por email. E lembramos, mais uma vez, que para melhor visualização das imagens basta clicar em cima das mesmas.


Olá César, conheci um lugar fantástico pertinho da Macondo Sertaneja:

Mirante do Talhado em Delmiro Gouveia - Alagoas

Saindo de Delmiro Gouveia em direção a Olho D'água do Casado a uns 10 km, encontramos a placa do lado direito, são 14 km de estrada dentro da caatinga mais vale a pena.

O ‘Seu Francisco’, como é conhecido o empresário do Mirante do Talhado, acompanha pessoalmente todas as atividades no local. Lá se podem fazer as trilhas ecológicas pela caatinga, com esclarecimentos técnicos sobre a fauna e flora desse bioma, além de ver apresentações culturais durante todo o percurso.

O ponto alto do passeio é a vista magnífica e encantadora da imensidão dos canyons do Rio São Francisco, no mirante do Talhado. Outro grande atrativo é a culinária regional, que é oferecida no restaurante, com iguarias sertanejas, como a galinha caipira, a carne de bode, Tilápia e a rapadura fresquinha.

Essa foto da placa do Bar Show da natureza é outro passeio, esse ainda não fui.

Posta lá no blog e veja quantos delmirenses conhecem essa maravilha

Abraço.

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Marcos Lima