Resgato mais um texto dos antigos blogs e faço aquela customização de praxe. Lembramos aos novos leitores, que a busca pelos textos antigos se deve ao fato que por problemas técnicos do provedor o sistema de comentários deixou de funcionar por um período e depois “apagou” todos os comentários de certo período. E a graça de qualquer blog está justamente naquilo que os leitores o fazem. Portanto entre um texto novo e outro vou aos poucos intercalando, sem nenhuma ordem cronológica, as antigas postagens.
O texto continua a série sobre nossas brincadeiras de infância. Então falo sobre jogos com times de botão de mesa. E agora além do texto poderíamos aproveitar e falar sobre outro jogo com certa similitude: futebol com pregos.
Futebol com pregos
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| Futebol com pregos: Uma simples tábus, 22 pregos e uma moeda. |
Logo em seguida “colo” um dos comentários que foram apostos no antigo blog.
Vamos ao que interessa.
COMO A MOLECADA SE DIVERTIA EM DELMIRO GOUVEIA.
Texto de César Tavares e postado originalmente em 10/fevereiro/2006
Texto de César Tavares e postado originalmente em 10/fevereiro/2006
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| Goleiros feitos com caixa de fósforos |
Bastava uma caixa de fósforos reforçada, isto é, aumentando-se suas dimensões: altura,comprimento e largura. Pronto tinha-se um goleiro. Depois com dez botões formava-se a equipe completa. Os escudos que identificava a agremiação eram recortados da Revista Placar. E assim você passava a ser dono de um time de botão. Que atire a primeira pedra quem nunca jogou uma partida acirrada.
Uma diversão barata, simples e que envolvia toda a molecada delmirense. No período das férias escolares era comum um grupo passar o dia inteiro na casa de algum colega a jogar intermináveis partidas. Tabelas eram montadas. E assim começa um campeonato. Provavelmente cada rua devia ter o seu.
| Times de Botão |
Eu me lembro das partidas que disputávamos na casa do Bráulio. Sempre à noite. Fora do horário do expediente dos Correios. Por lá se tinha uns birôs que rapidamente em nossas imaginações se transformavam em Maracanãs, Morumbis e Mineirões. Para a motivação geral troféus eram disputados. Eram confeccionados de isopor e cobertos por papel alumínio retirados de maços de cigarros. O escultor era o Marco (meu irmão mais velho)
Logicamente que não podiam faltar lances polêmicos e regras de última hora. Tudo isto fazia parte da brincadeira. Brigas eram raras, mas rolavam também. Mas ao final tudo terminava na santa paz e com promessas de um novo campeonato no dia seguinte. O ruim era a mãe de alguém tolerar aquele bando de meninos a fazer algazarra em suas casas.
Eu apesar de ser torcedor do Palmeiras. O único time que tive foi um Vasco. Cujo maior craque era o Buglê. Um botão igual aos outros. Mas para mim era o melhor: Um goleador nato. Indistintamente todo dono de time escolhia o seu craque também.
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| Um time completo |
Ainda se pode encontrar, hoje em dia, em lojas de brinquedos os tais times de botões. O difícil é nestes tempos de internet rápida e jogos cheios de cores, sons e efeitos especiais é encontrar moleque que curta disputar partidas como as que disputávamos. Sinceramente acho que as nossas brincadeiras eram mais divertidas. Ou será saudosismo barato?
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| Botões improvisados de jogadores. |
Agora é com vocês. E na sua rua ou redondezas como eram disputadas as partidas?Qual era o seu time preferido? E os nomes de seus colegas você consegue lembrar-se de todos? Tinha brigas? Algum macete especial para os botões deslizarem mais rápidos sobre a mesa? E o seu goleiro era montado com quê? Ou vai querer me dizer que nunca jogastes este treco. Conta sua história por aqui também.
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| Botão e o goleiro do Santos |
Comentário feito pelo João Batista Queiroz em 10/09/2009 no endereço www.amigosdedelmirogouveia2.blogger.com.br
Grande César!
Ler estes escritos é voltar ao passado de forma feliz. Ainda lembro de minhas partidas de botão com o seu irmão Marcão. Verdadeiramente snto saudades de como tudo era bonito e cheio de esperança. Os amigos eram como nossas lembranças atuais... Verdadeiros e eternos. Tenho verdadeiro orgulho da minha Cidade do passado, de Seu Pedro da Luz juntando as tabocas e as luzes acendendo como um sinal da hora do jantar. As vezes me confunde o significado da palavra PROGESSO e aí vem a pergunta: Será que nosso verdadeiro progresso não estava no passado? Um beijo todos os Delmirenses.














































