quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Turma do GVM 1977: Reunião Extraordinária


Eis que há um encontro parcial da turma GVM 1977. Quantos anos hein pessoal?  42 anos. Putz nem é bom contar os anos. O cheiro da naftalina é capaz de empestear o ambiente.

Como não compareci, mas recebi algumas imagens é justo dentro do espírito da Macondo Sertaneja imaginar os fatos. E assim sendo assim a narrativa é inteiramente baseada em fatos surreais ou ligeiramente aumentados ou totalmente inventados, ou, assim é que seria contada pelo delmirense que não exagerava os fatos: Mané Guilherme. Aquele que dizia que tinha um passarinho que fugiu com gaiola e tudo.
Mas vamos lá: O motivo para reunião foi o aniversário da Fatinha. O local do encontro foi uma mansão campestre na aprazível e amena Olho D’ Água do Casado. Parabéns tardios para a aniversariante.




Constou da Programação do evento e não necessariamente nesta ordem:

Abertura com o hino nacional tocado pelos remanescentes da banda do Mestre Elísio e breves improvisos da banda do Reginaldo dos Miseráveis do Som.

Banda do Lissinho trouxe uns acordes maiores.

Traje: Meninos e meninas com roupas nas cores cáqui e calçando confortáveis kichutes pretos.

Discurso solene feito pelo advogado, professor, engenheiro civil, poeta, profeta, cantor e galã da turma Cleiton Feitoza. Em sua fala releu os estatutos da AIU e da AID (será que todos ainda lembravam-se disto?), e enfatizou a necessidade de atualizá-los. Pediu vênia aos colegas que ele mesmo cuidaria disto. A monção foi aprovada por unanimidade;

Neto recitou uns poemas sertanejos e contou uns “causos”;

Ni, Augusto, Tubiba e Ricarti Mafra improvisaram uma “briga de jegue” (outra frase para os entendidos). Mas durou pouco. Faltaram pernas.

Borracha fazia profundos comentários filosóficos, políticos e econômicos e suas implicações sociais no mundo contemporâneo e suas relações com a Montilla atual, e defendia a tese que os rótulos no passado eram mais bonitos. Ou não diria Caetano Veloso.

Zé Pereira numa mesa a parte  entre uma cervejinha e outra reivindicava  o título nobiliárquico de sucessor perpétuo de Chefe dos Escoteiros. E justificava tal pleito apresentando uma relíquia sagrada: uma régua de alumínio com a inscrição misteriosa: Teacher.

Fatinha a aniversariante tinha que se desdobrar em atenção a todos. Ora servia feijoada, ora pegava um churrasco enquanto tentava espiar se as bebidas estavam geladas mesmo. Entre risos e abraços a tarde fluía. Ela também se desdobrava em atenção aos outros convidados: esposas, filhos e filhas dos colegas do GVM e outros vizinhos e parentes. Haja disposição para tanto.

Rita de Cássia entre risos procurava sua blusa que tinha sido escondida pelo Ricarte.
E assim o dia foi passando rapidamente.

Por fim ficou acertado que em outubro teria outro encontro e se possível com todos os remanescentes da turma.

Foi servida a sobremesa: Sorvete de Creme de Leite direto da sorveteria de seu Conde. Teve gente reclamando que queria o de biscoito.

Os fatos surreais acima foram capturados pelas lentes acopladas num drone.  O referido é verdade é dou fé.








quarta-feira, 10 de abril de 2019

Sabores Delmirenses ou Prove um Pouco da Culinária da Macondo Sertaneja.

 Dentro do espírito de manter o blog no ar e para tanto aproveito para resgatar textos publicados e algumas fotografias. Tudo segue absolutamente a regra de não obedecer ordem cronológica. Textos publicados na primeira versão do blog.

Sabores Delmirenses 
(texto publicado originalmente em 03 de março de 2005, na primeira versão do blog Amigos de Delmiro Gouveia)

Tapioca
Beiju
Farinha de murici
Piaba
Cará
Pé de Moleque envolto em palhas de bananeira
Bolo Mal-Casado
Ouricuri verde
Rosário de ouricuri
Fuçura
Flau
Pão Aguado
Pão Crioulo
Pará
Umbu
Cocada de raiz de umbuzeiro

 Para alguns pode soar estranhos os nomes acima. E para outros até serem palavras desconhecidas. Mas todos são sabores delmirenses. Quase tudo aí em cima se encontra na feira.
 A segunda coisa que sempre faço nas raras vezes em que apareço em Delmiro Gouveia e ir à feira. A primeira é cumprimentar os parentes. Dá gosto andar pela feira. Sentir seus aromas, ouvir uma ruma de vozes com sons arrastados e ver as fisionomias vincadas pelo sol inclemente do sertão.
Pegar uma provinha aqui outro ali. Experimenta seu moço dizem os feirantes oferecendo seus produtos. E você não pode recusar. É grosseria se o fizer.
Quer conhecer qualquer cidade em suas raízes mais profundas. Vá a feira. Converse com o povo. Eu costumo fazer isto. E você já fez isto alguma vez? Lembrava de todos os sabores aí de cima? E os cheiros? Sua memória olfatativa ainda os têm presentes?
O que mais foi esquecido na lista acima? Deixe o seu recado. Partilhe as suas lembranças e experiências conosco.
Alguns cliques feitos na feira delmirense nos primeiros dias de 2010.










quarta-feira, 20 de março de 2019

Leituras Delmirenses ou Breve Iniciação ao Existencialismo ou ainda como "Bega" apresentou-me ao Círculo do Livro


 Dentro do espírito de manter o blog no ar e para tanto aproveito para resgatar textos publicados  sem obedecer ordem cronológica e publicados na primeira versão do blog.

BEGA E O CÍRCULO DO LIVRO  (texto publicado originalmente em 29 de junho de 2005, na primeira versão do blog Amigos de Delmiro Gouveia)


Sempre gostei de ler. Quando adolescente, ainda morando em Delmiro Gouveia, era difícil conseguir livros. Primeiro que não tinha grana para comprar. Segundo não havia livraria na cidade.(e ainda não há após 24 anos da minha saída!). E a biblioteca da prefeitura era bem limitada. Não sei se melhorou atualmente.

Aos 14 anos comecei a trabalhar formalmente (com carteira assinada) e passei a ter uma graninha. Portanto já podia comprar alguma coisinha. Mas, creio que, foi quando eu estava próximo dos 16 anos e que fui apresentado ao Círculo do Livro.

O Círculo do Livro era feito um clube, onde você era indicado por algum sócio. Então dentro de pouco tempo recebia-se uma revista em casa. E nela havia dezenas de títulos a serem escolhidos. A revista era trimestral. E o sócio teria a obrigação de comprar ao menos um livro no período. Os livros eram bem acabados, ótima impressão e capa dura. Além de que havia um bom número de clássicos. E tinha a comodidade de serem enviados por via postal. Portanto era sempre uma alegria receber a encomenda do Círculo do Livro. E o melhor cabia dentro do meu parco orçamento juvenil.

O primeiro livro que comprei foi O ESTRANGEIRO de Albert Camus. Lembrei-me deste fato. Porque agora há poucos dias tive o prazer de reler este clássico da literatura existencialista.
Albert Camus 

 O Estrangeiro(ed. Círculo do Livro)

Fui indicado para participar do Círculo do Livro pelo Bega. Ele era muito amigo de Lalide que por sua vez era minha amiga. Bem após minha vinda para o Recife deixei de ser sócio. E também perdi o contato com o Bega. E na última vez em que estive em DG perguntei por ele. E recebi a notícia que ele havia falecido há alguns anos atrás. Morreu bastante novo. E foi uma das primeiras vítimas da Aids. Lamentei. Ele era uma pessoa espetacular. Bom papo, senso de humor refinado, riso fácil e bastante culto para os padrões delmirenses. Naquela época ele morava em Maceió e sempre ia passar às férias em DG. 

Bem fica aqui a lembrança a este camarada a quem devo parte da minha introdução a bons títulos.

E aí leitor delmirense será que você também sente falta de uma boa livraria por aí? E como você se vira para conseguir bons livros? Você chegou a conhecer o Círculo do Livro? Foi um sócio também? E do Bega você lembrava ou o conheceu? Deixe o seu recado.


Post Scriptum:

 Em em 06 de março 2019 são 38 anos fora da Macondo Sertaneja.

Não conheço pessoalmente mas sigo pelo Instragram, mas a biblioteca da UFAL(campus Sertão) parece-me ser bem equipada. Ou menos agora os estudantes e leitores em geral tem acesso a um amplo acervo físico e digital.

Com o advento das livrarias, sebos virtuais e Clubes do livro ficou bem mais fácil adquirir qualquer obra literária.

Mas o Bega ainda faz parte das minhas lembranças. E sou bastante grato a ele.

Aproveitando também para resgatar uma imagem do Bega. Ele aparece na fotografia do carnaval de 1981 junto com seus amigos da famosa "Turma da Fubuia".
 Bega é a quarta pessoa sentada da esquerda para direita

Com Lalide em janeiro/2010.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Delmiro Gouveia: Um Trem de Saudades ou os Bigus do Menino Abrahão.


Para o blog não ser desativado e considerando que é fonte de consultas para muita gente, resgato  ipsis litteris texto original de 08 de agosto de 2005,  publicado na primeira versão(blogger).  E  aproveito acrescento um link para endereço onde há todo o histórico e imagens da antiga Estação da Pedra.


O texto abaixo é uma colaboração do Abrahão Lincoln P Oliveira. Até então ele era apenas um comentarista eventual do Blog. Agora passou a ser um também um colaborador. Suas lembranças, num tom poético-melancólico nos remetem ao tempo em que o trem passava por DG. Eu não alcancei esta época. Mas os comentários que ouvi ainda em criança sempre eram lamentosos. Desde meados dos anos 80 a antiga estação de trem foi transformada em museu. E por lá, em sua parte externa há uma locomotiva que guarda bastante semelhança com a descrita pelo Abrahão.

O TREM DE FERRO VISTO POR ABRAHÃO



Existem lembranças que por mais que a gente fale ou comente, somente quem as viveu pode realmente sentir o prazer de rememorar.
 Na minha infância, havia um elemento muito importante na vida da nossa cidade e região: O TREM DE FERRO.

Conta à história que no ano de 1859 o Imperador D. Pedro II visitou o nordeste brasileiro e teve oportunidade de conhecer nossa região. Homem de visão, juntamente com aqueles que faziam seu governo, observou que havia uma interrupção no fluxo de transporte pelo Rio São Francisco, pois entre o médio e o baixo São Francisco estavam localizadas as cachoeiras de Paulo Afonso, ainda virgem no tocante ¿a geração de energia elétrica. De Pirapora(MG) a Jatobá (PE),(atual Petrolândia) o rio era navegável. De Piranhas(AL) até a foz do rio, também era.

Dessas cabeças iluminadas saiu a idéia de implantar uma linha de ferro para fazer a junção dos 02 trechos do rio, tornando possível o acesso ao mar de quem viesse de Minas, Bahia ou Pernambuco.

Em 1883 a linha do trem foi inaugurada.

O trem favorecia o comercio local, pois era muito utilizado para transportar produtos agrícolas, equipamento, pessoas, animais, etc, entre Petrolândia, Delmiro e Piranhas.

Para nós crianças tudo aquilo era uma verdadeira festa a chegada do trem na cidade. Estávamos, quando possível, pegando BIGU até a estação ou da estação até o centro, escondido com medo do Sr. George Lisboa que, na qualidade de fiscal, obrigava os meninos a saltarem do trem em movimento.

Veio a "gloriosa revolução de 64" e um cearense desnaturado, desconhecedor da realidade local, vestido numa farda militar e montado no cargo de ministro de estado, mandou arrancar a linha do trem.

Quanta maldade! Mataram o trem. Desempregaram ou transferiram pais de família, cortaram a continuidade do fluxo do rio em nome da modernidade, do asfalto, do caminhão e do automóvel.

Talvez, por isso é que o Brasil não vai pra frente. Paises desenvolvidos da Europa e os EE.UU preservam, melhoram e desenvolvem seu transporte ferroviário. Nós matamos a idéia.

Abrahão.

E aí leitores que lembranças você tem do trem? Ao menos ouvir falar em sua história? Deixe o seu recado. Registre suas lembranças por aqui também. E você que não mora em DG na sua cidade teve algo assim? Conta então. Queremos saber.

PS: Bigu no dicionário delmirense é o mesmo que carona.


segunda-feira, 27 de agosto de 2018

DELMIRO GOUVEIA- biografia de um pioneiro ( Livro William Edmundson)


Uma nova publicação sobre o pioneiro. Desta vez é um trabalho do historiador inglês William Edmundson). Abaixo transcrevo email recebido e sinopse do livro)


Prezado César Tavares,

Sou historiador, inglês, e moro em João Pessoa. Minha biografia de Delmiro Gouveia acaba de ser publicada neste mês pela Editora Ideia aqui em João Pessoa.

Esta biografia é fruto de um ano intenso de leituras, investigações, pesquisas em acervos digitais no Brasil e na Grã-Bretanha, incluindo horas na biblioteca da Fundação Joaquim Nabuco no Recife.

Também, fiz uma visita em janeiro para Paulo Afonso, onde (com permissão especial da CHESF) desci as escadas para conhecer a casa de turbinas da Usina Angiquinho, e para Delmiro Gouveia-AL para conhecer a Estação Ferroviária da Pedra, a famosa Fábrica da Pedra, e vestígios da Vila dos Operários.


Como é bem sabido, a história da CHESF remonta a este pioneiro.  
Atenciosamente

William

DELMIRO GOUVEIA- biografia de um pioneiro



Esta biografia trata de Delmiro Augusto da Cruz Gouveia, um verdadeiro pioneiro, conhecido como ‘o Mauá do Nordeste’, ‘o Pioneiro de Paulo Afonso’, ‘o Civilizador de Terras’, ‘o Modernizador dos Sertões’, ‘o coronel dos coronéis’ e ‘o Rei das Pelles’. Tantos elogios, e tantas críticas, e tantos mitos, em vida e até os dias de hoje, para quem teve um começo de vida nada auspicioso — ficou órfão do pai aos quatro anos, foi levado do sertão cearense até Pernambuco, para logo ficar órfão novamente, da mãe viúva.

Sem dinheiro, aos quinze anos, Delmiro Gouveia se lançou à própria sorte no Recife trabalhando como bilheteiro em uma empresa de trem urbano. Ainda adolescente, e com pouca educação formal, virou caixeiro-despachante de barcaças, e depois comprador e vendedor de peles e couros com várias firmas que ele fundou. Perdeu tudo.

Mas voltou, e aos trinta e quatro anos ganhou o apelido de ‘O Rei das Pelles’; recebia a nata da sociedade recifense no seu palacete ‘Vila Anunciada; comprou a moderna Usina Beltrão; e logo depois inaugurou o Mercado do Derby, considerado o primeiro ‘shopping center’ do Brasil. Perdeu tudo.

Raptou uma jovem de dezesseis anos, filha de um ex-governador, fugiu para o sertão de Alagoas, onde reconstruiu sua vida comercial, no negócio de peles. Em seguida, ele inaugurou a primeira usina hidrelétrica nas cachoeiras de Paulo Afonso, e construiu uma fábrica de linhas de coser, que enfrentou o monopólio de uma empresa escocesa, com uma vila modelo que ele planejou para seus operários. Era pioneiro, com visão moderna, inclusive construindo mais de 500 quilômetros de rodovias no sertão. Tudo foi truncado quando foi assassinado aos cinquenta e quatro anos; um crime nunca inteiramente esclarecido.

A vida e a obra de Delmiro Gouveia fascinam o autor há vários anos. William Edmundson reuniu uma coleção das biografias que foram publicadas através dos anos, encontradas hoje em sebos. Começou a agrupar, comparar e conferir informações que às vezes são contraditórias ou inconsistentes, e até obscurecidas por mito e lenda. Sempre procurou sustento nas fontes primárias, revisando acervos digitais de jornais e documentos no Brasil, na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. O autor também pesquisou as coleções tratando de Delmiro Gouveia da Fundação Joaquim Nabuco no Recife. Além disso, ele visitou a cidade de Delmiro Gouveia (ex-Pedra) para conhecer os muitos vestígios desta história que ainda permanecem, e até desceu as escadas da Usina Angiquinho para conhecer a casa de turbinas original de Delmiro Gouveia, construída em 1913

Editora Ideia, João Pessoa. R$50, incluindo frete para qualquer endereço no Brasil http://www.ideiaeditora.com.br/loja/biografia/delmiro-gouveia-biografia-de-um-pioneiro-william-edmundson/

PS: Lista de outras publicações do mesmo autor.

Delmiro Gouveia: biografia de um pioneiro.  Editora  Ideia. Agosto de 2018.

A history of whaling in Brazil. Pequena Publ., Inglaterra, março 2017. Ian Hart & William Edmundson.

The Great Western of Brazil Railway: A history. Mainline & Maritime, Inglaterra, novembro 2016.
A Gretoeste: A história da rede ferroviária Great Western of Brazil. Edit. Ideia, abril 2016.
A história da caça de baleias no Brasil. Editora DISAL. William Edmundson & Ian Hart, outubro 2014.
A history of the British presence in Chile . Palgrave-Macmillan. Hardback, novembro 2009. Paperback, outubro 2011. 
The Nitrate King: a biography of 'Colonel' John Thomas North.  Palgrave-Macmillan. Hardback, abril 2011. Kindle amazon.co 2012.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Futebol Delmirense: Grandes Craques e Times do Passado.


Aproveitando o final da Copa do Mundo 2018 e considerando também que esta semana recomeçou  o campeonato brasileiro,  aproveito o ensejo e resgato mais um texto postado nos blogs Amigos de Delmiro.
Sendo que agora trazemos um acervo de imagens garimpadas pelo nosso colaborador Everaldo Feitoza.  Algumas  fotos publicadas já  em diversas postagens. No entanto há o mesmo fio condutor: Futebol Delmirense.
Propositalmente não identifico os times e nem os jogadores. O desafio é para que os leitores(parcos) façam isto nos comentários.

O texto em forma de poesia abaixo foi enviado pelo Edmo Cavalcante((Maceió)


Texto postado originalmente em 16/06/2005

Hoje tem futebol no campo do Agro
É Barbosa e Palmeirinha que vão jogar
Hoje vai muita gente lá para torcer
Virgílio Gonçalves já anuncio no PRPC
Hoje é domingo e tem Barbosa e Palmeirinha pra variar
Dr.Luiz já está pra lá e pra cá com bandeira do Barbosa no carro
Seu Virgílio dos Correios já falou que de qualquer jeito vai ver o seu
Palmeirinha ganhar

Sacol com certeza hoje vai apostar
Bico Fino, Bado, Tonho de Eusébio, João Carlos e Gilmar
Os eternos craques vão fazer suas jogadas e o público vai hoje o campo fica lotado
Capaz até de D.Percília invadir o gramado
Tem Barbosa e Palmeirinha hoje
Em todo sertão o clássico mais respeitado.



Para quem não viveu na Macondo Sertaneja naqueles anos é necessário uma espécie de glossário para esclarecer quem são as pessoas e lugares citados no texto poético do nosso colaborador. Vamos ao que interessa então:

O Edmo faz reminiscências ao tempo em que o futebol era uma das poucas coisas que havia para se assistir nas ensolaradas e quentes tardes de domingos delmirenses.

Palmeirinha um dos times mais antigos da cidade. Tinha este em nome em homenagem ao Palmeiras de São Paulo. E os seus uniformes eram idênticos. Hoje o bairro leva o seu nome.

Barbosa - Era o time de futebol da Rua Rui Barbosa. Seu uniforme era semelhante ao Fluminense do Rio de Janeiro. Numa referência ao Fluminense do RJ, que naquela época tinha um time espetacular, os torcedores do Barbosa só para torrar a paciência do turma do Palmeirinha dizia que o seu time era a MÁQUINA QUENTE, que era como a imprensa esportiva chamava o time carioca.

Campo do Agro: Campo pertencente à fábrica de tecidos da cidade.

Virgílio Gonçalves: Ainda vivo. Locutor do PRPC- Ponto Regional de Propagandas Comerciais. Era o serviço ainda existente de alto-falantes postados na praça principal da cidade. Coisa bem interiorana mesmo.

Dr. Luiz Torres: Já falecido. Dentista. E um dos patrocinadores e mais fanático torcedor do Barbosa. Morava em frente aos correios. E daí partia provocações e gozações para cima do

Seu Virgílio dos Correios: Este torcedor e incentivador do Palmeirinha. Mas o seu time profissional do coração era o Vasco do Rio de Janeiro. Mudou-se após alguns anos para Palmeira dos Índios(AL). Aposentou-se. E faleceu há poucos anos atrás. Nas imediações dos Correios era o local preferido para as grandes discussões futebolísticas da cidade.

Sacol: Creio que ninguém sabia qual era o seu nome verdadeiro. O apelido surgiu porque ele tinha sido funcionário de uma empresa que tinha este nome SACOL. Esta empresa participava de alguns serviços na hidroelétrica de Paulo Afonso. O Sacol era moreno extremamente magro e alto. Passava os dias a jogar bilhar. E era um apostador nato. Apostava em qualquer coisa. Vivia disto. Poderia certamente figurar como um personagem de Charles Bokowski.(para quem gosta de literatura beat sabe do que falo)

D.Percília: Era a dona do puteiro mais famoso da cidade. E vez por outra em momentos de comemoração de algum gol, ela adentrava em campo para abraçar os jogadores. Notadamente o maior craque: Bado.
Bado: Grande jogador. Tornou-se profissional já com idade adiantada. Jogou pelo ASA(Arapiraca),tinha a fama de ser um sujeito beneficiado pela natureza: Ou seja o cara era bem avantajado.(NB: esta informação nunca tive o menor interesse em comprovar.(risos). Aqui é apenas o registro histórico de um boato daqueles tempos. Ele foi o primeiro jogador delmirense a ser posteriormente contratado por um time profissional.

Bico Fino, Bado, Tonho de Eusébio, João Carlos e Gilmar eram os grandes craques da cidade.

Eu particularmente morria de amores pelo Palmeirinha. Morava vizinho a sua sede. E para meu desespero o time costumava perder as finais disputadas com o Barbosa. Hoje curto futebol apenas de forma bissexta. Somente Copa do Mundo.

E aí você lembrava disto tudo? E na sua cidade tinha algum clássico deste naipe? E será que você conheceu alguém com os dotes do Bado? E a Percília? E do Sacol você lembrava? Bem todos eles faziam parte do mundo underground delmirense. Os outros citados eram comportados pais de família.

Agora deixe o seu recado. E fica o desafio será que olhando para as fotografias acima você consegue identificar alguns dos craques? Olha que há desde times com infantes até barbados. Há alguma história sobre ele? Então conta por aqui. Socializa o conhecimento.











segunda-feira, 4 de julho de 2016

Pesquisador delmirense lança mais um livro: " Vila da Pedra. Fotografia e História"


O delmirense e profícuo  pesquisador David Roberto Bandeira da Silva, acaba de lançar mais um livro sobre a nossa cidade. Agora o mesmo nos traz "VILA DA PEDRA.FOTOGRAFIA E HISTÓRIA".

A obra aborda a evolução da Vila Operária e seus valores históricos e estéticos. Fartamente ilustrado. Traz 160 imagens.



Eis mais uma oportunidade de conhecermos um pouco sobre o passado da "Macondo Sertaneja".

Recomendamos que não deixem esta oportunidade passar. Procurem  reservar logo o seu exemplar com maior brevidade. Obra tende a esgotar-se logo. Quem é o delmirense que não quer ter uma obra deste quilate em sua estante?

O pesquisador David Roberto, já esteve presente por diversas vezes aqui no nosso blog.  Segue link para aqueles que ainda não leram as antigas postagens onde trazemos um pouco sobre suas outras obras.

quinta-feira, 29 de maio de 2014
DELMIRENSE(EM COOAUTORIA) LANÇA MAIS UM LIVRO: DELMIRO GOUVEIA ENTRE O MITO E A REALIDADE
http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com.br/2014/05/delmirenseem-cooautoria-lanca-mais-um.html

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Delmirense lança livro : A Construção da Estrada de Ferro Paulo Afonso.
http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com.br/2013/01/delmirense-lanca-livro-construcao-da.html

quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vila Operária: 258 casas
http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com.br/2010/09/vila-operaria-258-casas.html

Agora é com vocês. 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Delmiro Gouveia e Educação na Pedra(Prof. Edvaldo Nascimento).

O professor Edvaldo Nascimento está desenvolvendo pesquisa sobre a Vila da Pedra e a Educação no período de 1930 a 1950. Tendo publicado o Livro "Delmiro Gouveia e Educação na Pedra" e com o objetivo de incluir mais um capítulo sobre a educação na Pedra, o mesmo solicita informações de pessoas que possam dar depoimentos, documentos e fotografias da escola Delmiro Gouveia.


Edvaldo Francisco do Nascimento
(82) 9 9925-4182
         3641-1326




Transcrevemos abaixo íntegra do  resumo do livro publicado pela editora do Senado:


O título do livro de Edvaldo Francisco Nascimento é autoexplicativo: a educação do homem sertanejo. O jogo de palavras e significados está na Pedra, símbolo de uma educação do homem nordestino cantada em poema de João Cabral de Melo Neto e o nome da fábrica criada pelo industrial Delmiro Gouveia. Não uma educação perdida no mapa e no calendário, mas localizada no projeto de modernização e industrialização do interior de Alagoas ao tempo de Delmiro Gouveia. O empreendimento industrial do homem que fundou a Fábrica da Pedra e como se realizou o processo pedagógico e civilizatório dos homens, mulheres e crianças em torno da sua indústria foi o desafio maior do professor Edvaldo.
            Baseado numa visão do estudo da história social de forma moderna, apoiado em autores como Le Goff, Braudel e Marc Bloch, entre outros, o prof. Edvaldo pesquisou em arquivos públicos como o da Fundação Joaquim Nabuco, Museu Regional Delmiro Gouveia, Arquivo Público de Alagoas e o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, além de entrevistas com ex-operários e moradores da Pedra.
            O livro faz uma breve biografia de Delmiro Gouveia, desde a infância, primeiros empregos, o regresso forçado ao sertão, passa pela análise da educação na República Velha, a conjuntura sociopolítica da Alagoas naquela época até chegar ao estudo profundo das condições de ensino e do cotidiano na Pedra, suas consequências e um aprofundamento das novas relações sociais e educacionais.
            Professor das redes Municipal e Estadual de Ensino no município de Delmiro Gouveia (AL), e membro fundador da Fundação Delmiro Gouveia, Edvaldo Francisco do Nascimento graduou-se em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, onde também fez especialização em Psicopedagogia. É Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e doutorando em Educação(UFPE)


fonte: http://livraria.senado.gov.br/todos-os-livros/delmiro-gouveia-e-a-educac-o-na-pedra.html


sábado, 22 de agosto de 2015

Cidade de Delmiro Gouveia: Lembranças Poéticas da Jacira Cavalcante


Eis o blog redivivo. Bom tempo sem postagem alguma. E recebo email da Jacira(Maceió).

"Olá, César Tavares.

Sei que não me conhece. Sou de Delmiro Gouveia e resido 
atualmente em Maceió. Olhando o seu blog Amigos de Delmiro senti vontade de 
enviar uma poesia que  fiz para a minha cidade natal Delmiro que amo de paixão.
Espero que você divulgue no seu blog. Ficarei muito grata!"

Jacira Cavalcante 

O singelo poema da Jacira é carregado das melhores lembranças que permanecem no imaginário coletivo daqueles que habitam(ram) a nossa Macondo Sertaneja.

Agradeço a Jacira pela colaboração e vamos ao seu poema.


M I N H A   C I D A D E

DELMIRO GOUVEIA

DELMIRO CIDADE LINDA
SAUDADES SINTO DE TI
O RIO SÃO FRANCISCO
NUNCA DEIXOU DE EXISTIR
MINHA CIDADE SERENA
UM PEDACINHO DE MIM

FAMÍLIA TENHO POR LÁ
POIS SEMPRE VAI EXISTIR
UMBUZEIROS E BANANEIRAS
TERRA QUE NOS FAZ SORRIR
SINTO TEU CHEIRO MORENA
TE QUERO JUNTO DE MIM

NAS NOITES DE LUA CHEIA
LEMBRO-ME SEMPRE DE TI
À ESPERA DE UM NAMORO
QUE ME FAZIA SENTIR
UMA EMOÇÃO DESLUMBRANTE
DE O CORAÇÃO EXPLODIR
                                           
A ESTEIRA NA CALÇADA
E AS AMIGAS A SORRIR
DAS ANEDOTAS
QUE EU CONTAVA
PARA DEPOIS PROSSEGUIR
NAS CONVERSAS DE NAMORO                                                      AI
COMO LEMBRO DE TI
                             
FEIRAS E PESSOAS ANDANDO
SE ENCONTRANDO ASSIM
AMIGOS SE ABRAÇANDO
UMA ALEGRIA SEM FIM
E A TARDE SE APROXIMANDO
NUNCA ME ESQUEÇO DE TI

SUAS MANHÃS MUITO FRIAS
QUE FAZIAM FLORIR
AS ESTRADAS QUE EU PASSAVA
COM A NEBLINA A SURGIR
O ORVALHO ME ACALMAVA
AI QUE SAUDADE DE TI

A FESTA DA PADROEIRA
NUNCA DEIXOU DE EXISTIR
BAILE E TANTA FESTANÇA
SE PREPARANDO PRA TI
TERRA DE TANTA LEMBRANÇA
NUNCA ME ESQUEÇO DE TI

TEM ATÉ BAFO DA CANA
TEM CARNAVAL BEM ASSIM
UM BLOCO MUITO BACANA
O BACALHAU TAMBÉM SIM
TEM O POMPEU NA FESTANÇA
AI QUE SAUDADE DE TI

LEMBRO-ME DO MELA-MELA
QUE ALGUM DIA VIVI
NOITES CARNAVALESCAS
E AS PAQUERAS A SURGIR
TERRA DE ENCANTAMENTO
UM PEDACINHO DE MIM

SEMPRE ME LEMBRO PEQUENA
QUE SE PARECE UM JARDIM
DE MOÇAS NAMORADEIRAS
CHEIRO DE PURO JASMIM
EU TE QUERO TODA INTEIRA
ÉS UM PEDAÇO DE MIM

SEMPRE DE BRAÇOS ABERTOS
QUEM FAZ VISITA A TI
DIZ QUE ÉS HOSPITALEIRA
DIZ QUE É ISTO SIM
TERRA MAIS PURA E MAIS BELA
TERRA QUE EU AMO SIM

GINÁSIO VICENTE DE MENEZES
AI QUE SAUDADES DE TI
AMIGOS E PROFESSORES
BELOS MOMENTOS VIVI
ADMISSÃO AO GINÁSIO
ESSE TAMBÉM EU VIVI

QUANDO SINTO TEU CHEIRO
OURICURI E AIPIM
LEMBRO DO DOCE DE COCO
QUE TU FAZIAS PRA MIM
SINTO QUE TU ME AFAGAS
OH! PEDACINHO DE MIM

O APITO DA FÁBRICA
É QUE ME FAZIA SENTIR
QUE É COM MUITO TRABALHO
QUE SE FAZ PROGREDIR
GENTE HUMILDE E HONESTA
AI COMO LEMBRO DE TI

HOJE EU TENHO SAUDADES
DOS MOMENTOS QUE VIVI
RECORDO-ME DA INFÂNCIA
QUE ME FIZERAM SENTIR
PAIXÃO AMOR E LEMBRANÇAS
OH! PEDACINHO DE MIM

VIVO HOJE EM MACEIÓ
A CIDADE QUE ESCOLHI
MAS NÃO TE ESQUEÇO MORENA
SEMPRE ME LEMBRO DE TI

QUERO ACONCHEGO PEQUENA
QUERO ME ENTREGAR TODA A TI
ME ENVOLVER NOS TEUS BRAÇOS
ATÉ ESQUECER DE MIM
PARA VIVER BELOS SONHOS
E VOCÊ SEMPRE EXISTIR

(Jacira CAVALCANTE -05\06\2015)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

100 Anos da Fábrica da Pedra ( Antonio Carlos Menezes - patrão e empregado)



  
 Dentro da data comemorativa dos 100 anos da Fábrica da Pedra, trazemos hoje raro material enviado pelo nosso colaborador Vítor Marques(meu primo em terceiro grau).

Ele nos enviou dois documentos raros: a cópia da folha de carteira de trabalho e crachá do Antonio Carlos Menezes.  O detalhe interessante é que o falecido Sr. Antonio Carlos era o DONO DA FÁBRICA que era então chamada de Cia Agro Fabril Mercantil.  Interessante que ninguém chamava crachá. E sim plaqueta. Todos nós (operários/funcionários/colaboradores) erámos obrigados a trazê-lo dependurado na camisa. Sem ele não podia entrar e muito menos circular pelas dependências da Agro Fabril.




Minhas lembranças do então dono da fábrica são bastante tênues. Sabíamos de sua chegada pelo barulho dos motores do seu avião que fazia então um sobrevoo pela cidade. E logo em seguida pousava no campo de aviação que ficava um pouco afastado. Cerca de uma hora e pouco depois era comum ver o seu Antonio andando pelas instalações de sua fábrica. Geralmente usava roupas em tons sóbrios(acho que bege) mas fazia questão de trazer o crachá pendurado no peito como se fosse também um operário/funcionário. Dava exemplo.
 
Suas visitas eram espaçadas. Creio que era em média a cada 30/45 dias em média que ele visitava DG.  Lembro-me também que havia certo temor reverencial pelo patrão. Era visto meio como se fosse uma figura mitológica.  Passados os anos é possível afirmar que era engano nosso. Afinal era gente como a gente.  

Após alguns anos morando em Recife e trabalhando num banco estrangeiro, tive a oportunidade de conversar brevemente com os seus familiares que eram clientes. Falei com o seu sobrinho Luiz Augusto Menezes(seu Lula) e disse que era sobrinho do Adonias. Ele ficou bastante emocionado e perguntou logo pelo meu primo Adeilton. “ E o Buiú como vai? Tem notícias dele?”.  E alguns depois falei com a D.Lise e o Tony (viúva e filho do Antonio Carlos). Todos muito gentis e agradáveis.

Agora é com vocês.


PS: escrevendo esta postagem e eis que chega via rede social convite para participar dos festejos dos 100 anos. Agradeço a gentileza mas infelizmente não poderei comparecer. Fico o agradecimento e a lisonja pelo gentil gesto. E desejando boa comemoração para todos. Reproduzo convites recebidos.



Amigo César, gostaríamos de contar com a tua presença neste evento. Peço desculpas por te enviar hoje o teu convite, mais só ontem chegaram às minhas mãos. Abraços, Hermância.