LEITURAS DELMIRENSES OU EMPRÉSTIMOS CULTURAIS.
Resgatando textos da primeira versão do blog. Este aí eu consegui recuperar com os 17 comentários gerados até então. Não fiz nenhuma alteração para evitar descaracterização.
Terça-feira, Janeiro 09, 2007
LEITURAS DELMIRENSES OU EMPRÉSTIMOS CULTURAIS.
O tema de hoje versará sobre algumas leituras dos meus tempos em Delmiro Gouveia. Já comentei por aqui das tradicionais dificuldades financeiras que tornavam impeditivas adquirir livros por reembolso postal. Então para quem gostava de ler (meu caso) havia o recurso de pedir emprestado a quem tivesse algum livro que despertasse a curiosidade, que matasse a fome de leitura, que naqueles tempos não era tão seletiva. Lia-se o que caía em mãos.
E queria deixar, hoje, registrados os meus agradecimentos ao Silvano Moreira, filho do Sr. Carnaúba (químico da Agro Fabril) e que morava ali no Bom Sossego. E em cuja casa seu pai mantinha uma biblioteca de razoável tamanho.
Quando adolescente eu tinha um certo fascínio por histórias sobre a II Guerra Mundial, suas batalhas, seus principais líderes políticos, seus generais e sobre algumas tropas especiais. E foi graças aos empréstimos que o Silvano me fazia que pude aprender um pouco mais sobre este período tão conturbado da história universal.
Estas leituras ocorreram entre os anos de 1974/ 76 quando eu tinha entre 12 a 14 anos de idade.
Não lembro, naturalmente de todos os títulos, que li desta forma. Mas aqui vão alguns dos livros que "filei" da biblioteca da Sr. Carnaúba:
Hitler
Mussolini
Himmler
Rommel (a raposa do deserto)
Zhukov
Monte Cassino ( batalha de nações)
Waffen SS (as tropas da morte)
A Batalha de Guadacanal
Pearl Harbor
Há anos não vejo o Silvano. Ele mora(va) aqui em Recife e enfrentou alguns problemas de saúde. Espero que tenha superado tudo.
Só para espichar um pouco mais o post sobre leituras delmirenses obtidas da mesma forma quero registrar ainda duas lembranças de duas pessoas que de vez em quando aparecem por aqui.
O Bráulio (filho de seu Vírgilio dos Correios) emprestou-me um dos livros mais fascinantes que li naqueles tempos "Histórias, Desastres e Catástrofes Que Comoveram o Mundo". Este livro apresentava uma coletânea de fatos reais. E foi através dele que li sobre os naufrágios do Titanic, do Andréia Dória(navio italiano de passageiro) do Baependi(navio brasileiro afundado na II Guerra). Nele também havia a história da maior explosão registrada até então pela história(vulcão de Krakatoa na Ilha de Java), tinha histórias sobre a conquista dos pólos terrestres, sobre a destruição de Pompéia, falava sobre campos de concentração.
Enfim eram dezenas de histórias sobre os mais diversos temas. Li e reli diversas vezes este livro. E até hoje, passados mais de 30 anos, ainda consigo reter de forma vaga na memória alguns lampejos destas leituras.
Será que o Bráulio ainda lembrava deste livro? Acho que não.
E você nos seus tempos delmirenses lembra de alguma coisa que tenha lido também desta forma? Lembrava ainda do Sr.Carnaúba? Então registra por aqui suas memórias delmirenses.
COMENTÁRIOS DA ÉPOCA.
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César, eu não esqueci o texto prometido, porém infelizmente meu HD travou
e ainda não consegui recuperar os textos que estava escrevendo. Como bom
brasileiro esqueci de fazer back-up. Estou operando com um HD reserva. Caso
não recupere os textos escreverei tudo novamente. |
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(continuação)... Lembro que ví um dia desses no telejornal,a
iniciativa de um prefeito de vinte e poucos anos no sertão da Paraíba que sem
recursos, sem apoio político, começou plantando algarobas, fazendo cisternas
baratíssimas, e represando um riacho que passa ao lado da cidade. Com o
represamento vieram os peixes, a fabricação de tijolos, a criação de bodes e
o povo descobriu que era preciso apenas começar. Todos os dirigentes
políticos de então não enxergaram que a realidade deles não estava na
fantasia televisiva do Sudeste e sim bem aos seus pés. Algumas pessoas que
viviam sub-empregadas mundo afora voltaram p/casa e começaram a"
viver". O Prefeito aproveitou a fabricação de tijolos da beira do açude
e começou a fazer duas escolas. O Povo Agradece. |
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Ainda a respeito, Sei que o BNDS, BANCO DO NORDESTE, FINAME, BANCO DO
BRASIL etc. etc., dispõem de linhas de crédito p/impulsionar negócios
existentes c/juros aceitáveis e p/os já existentes, alavancar os sonhos de
quem tem visão. Sei, todos nós sabemos que alguém precisa dar o primeiro
passo e começar a produzir Feijão, Milho, Farinha, Melancia, Abóboras etc,.
rebanhos de ovinos e caprinos, principalmente os caprinos se adaptam muito
bem às condições de clima da região. Lula Cabeleira é por exemplo um grande
criador de avestruz, talvez o maior do nordeste. Sabe-se que o aproveitamente
é total e com mercado ávido por plumas, carne, unhas, ossos etc. etc. Pena
que não tenho nem um palmo de terra por lá más se tivesse começaria
produzindo qualquer coisa que saísse da terra que não dependesse apenas das
chuvas. quando vejo aqueles sertanejos figurantes das lamúrias da aridez do
sertão bravo, trampolins eleitoreiros p/ políticos sem vergonhas e viciados,
( continua ) |
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É Verdade, Prof. Paulo. Sempre achei que Delmiro Gouveia podia dar
alguma coisa além dos comentários saudosistas a respeito de um homem de visão
que distribuiu luz elétrica e sonhos de progresso enquanto grande parte do
país ainda se iluminava a lampiões de querosene. A mim surpreendeu o fato de
num dado momento a cidade teve o marasmo administrativo quebrado por um homem
do povo que queria dar algo diferente às gerações futuras de D.G. . O pontapé
inicial foi dado por Lula Cabeleira porém no meio da partida alguém soou um
apito e o jogo parou. Até que alguém questione as razões desse acidente de
percurso, Delmirenses atônitos vão lembrar com saudade de uma era mágica de
Progresso alavancado pelo simples fato de querer mudar p/melhor. Imaginem que
com o represamento do velho chico em Xingó, grandes latifundios até agora
existentes, poderiam ter dado impulso ao agro-negócio más o que se ver é uma
espera interminável que milagres sejam despejados do céu junto com as
trovoadas de verão. |
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Local de pouso para OVNIs eu não encontrei em DG, mas, pude ver agora
no final de 2006 uma estação rodoviária às moscas e pontos de parada de
ônibus urbano em uma cidade onde não existe ainda tal serviço. Como uma
cidade ávida de progresso, DG avançou com a infraestrutura, porém algo errado
deve ter acontecido e em empreendedores locais ainda não souberam capitalizar
as oportunidades. Creio que o espírito do fundador precisa baixar em algum
terreiro e incorporar-se em alguém da terra para que as coisas aconteçam com
maior rapidez. Em breve um post com imagens, ao vivo, do ponto de ônibus que
inclusive se tornou notícia nos telejornais nacionais. |
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Se o aeroporto, o heliporto, a estação rodoviária e a estação
ferroviária estiverem congestionados e ainda assim faltar jegues, alugue um
OVNI. Programe no navegador por satélite o destino: DELMIRO GOUVEIA e
aproveite. |
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Se o aeroporto, o heliporto,a Rodoviária, a Estação ferroviária
estiverem congestionados e ainda na falta de jegues p/ o passeio, pode-se ir
confortavelmente de OVNI. Ora P. ... ... ... . |
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Pode Tambem chegar de jegue. |
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Olá Isadora. Para se chegar em Delmiro é muito fácil: Basta comprar um
bom facão e adentrar nas matar fazendo picadas entre os mandacarus, algarobas
e sempre se desviando das balas de algum cangaceiro perdido. Caso consigas
chagar viva à maravilhosa Delmiro, terás vivido uma experiência emocionante. |
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Estou precisando muito da ajuda de vocês! Queria saber como se faz pra
chegar em Delmiro...Se existe aeroporto,heliporto,rodoviária,ferrovia... Por
favor me ajudem! Beijos! |
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Bom 2007 para todos!! Este assunto é por demais intrigante para mim.
Pobre, desprovido de bibliotecas públicas, mesmo assim eu era dado 'a
leitura. Filava livros do Paulo da Cruz, do Eraldo Vilar e tb, tive a grata
felicidade de obter por empréstimo algumas obras da querida e saudosa
professora D. Natercia Serpa. Hoje, com toda facilidade existente, os nossos
jovens não querem saber de leitura. |
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Além de Cultura, Visitar o Silvano era também diversão. Eu, Murilo, Edson
Borracha, éramos frequentadores assíduos da Casa do Silvano onde
aproveitavamos a oportunidade p/ dar uns mergulhos num açude próximo. Num
desses mergulhos eu dei um rasante no fundo, raspei a cara numa pedra,
arranhei o nariz que devido ao Sol e os ferimentos, ficou Vermelho e
dolorido. Durante um bom tempo, amarguei o apelido de Nariz de Pimentão. |
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Paulo desta coleção havia outros títulos que não citei no post. Creio
que o Sr. Carnaúba tinha todos ou quase todos. Lembrei-me outros: Guderian,
Montgmory,Goering, Luftwaffe, Zero(os caças da morte)... |
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Eu não tenho certeza se eles livros já estavam sendo publicados quando
eu residi em DG. Tenho uma vaga lembrança e acredito que sim. São muito bons.
Tenho alguns em minha biblioteca, perdidos em algum canto de estante. Um
deles é "Waffen SS", citado aqui no post. Adquiri esses livros em
um relançamento posterior, nas bancas de revistas. Um livro que lembro
bastante é "História Secreta da Segunda Guerra", publicação da
Editora Seleções do Reader´s Digest. Quem tinha um exemplar era o Agenor,
vizinho de Edmo (Garoto). Agenor tinha muito ciúme desse livro mas eu
consegui que ele me emprestasse. O conteúdo era uma coletânea de artigos
publicados anteriormente na revista "Seleções" e refletia a visão
americana do conflito, no entanto era um livro interessante e com uma
linguagem de fácil entendimento. Naquela época adquirir cultura não era
fácil. Só lembro de duas bibliotecas de peso: as de Dr. Antenor Serpa e Dr.
Ulisses Luna. A última, por sinal, eu só vi de relance uma vez. Na primeira
bebi muita informação. |
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Esqueci "propositalmente" de falar que quando das visitas a biblioteca
do Sr. Carnaúba eu geralmente ia montado na garupa da bicicleta do Danúbio ou
de seu irmão Murilo. O pequeno microscópio que ficava na estante despertava a
curiosidade. Já que pelo que lembre nunca tivemos o prazer de utilizar algum
nas aulas de ciência do GVM. Quer dizer o Braulio ainda lembrava deste livro?
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Cesar, Não poderia esquecer deste livro. Também ainda lembro da maior
parte das histórias que nele li. Visitei a biblioteca do sr. Carnaúba, só que
a convite do seu filho Rodolfo que era meu colega de GVM. Era do irmão mais
velho de Rodolfo o primeiro LP de Chico Buarque que ouvi. |
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Ir até a casa do Sr. carnaúba era muito bom
mesmo.Por encontrar sempre as revistas O CRUZEIRO, REALIDADE, MANCHETE etc. e
ficar atualizado com os acontecimentos do mundo e bizurar um pouco dos livros
daquela biblioteca sortida que ele tinha. estudei com o Silvano em 75 ou 76 e
lembro bem daquele bom colega, bom aluno e bom ciclista também. Na sua casa
tinha um Microscópio que sempre que íamos até lá, arrumávamos folhas,
formigas e mosquitos p/ pesquisas. Mando daqui um grande abraço p/ele. |








