Resgatando duas postagens postadas na primeira versão do blog(outubro/2005). Na época tive que fazer duas postagens pela então limitação técnica sobre inserção de imagens. Mesmo assim, não fiz grandes alterações para manter a originalidade.
Eu particularmente não sabia que nos idos de 1963 havia circulado um jornal local em Delmiro Gouveia! Feito pelos jovens daqueles tempos. Um excelente trabalho. Algo fenomenal, se levarmos em conta que à cidade naqueles tempos talvez nem tivesse ainda 10 ou 12 mil habitantes. Ou seja, a coisa era movimentada do ponto de vista cultural.
Diga aí quem sabe da existência de alguma outra cidade nos sertões nordestinos que possuía dois cinemas e um jornal circulando com notícias locais? Eu confesso que não sei.
O legal disto tudo é que boa parte das pessoas citadas no jornal eu conheci alguns. (de vista e outros pessoalmente). Afinal eu só passei a residir em DG em junho/1969, e tinha sete anos. E tive uma grata surpresa ao ler a escalação do Palmeirinha e encontrar o nome do meu tio Bêda como um dos seus atletas!
Bem agora é com vocês. Conhecem todos citados? Sabiam da existência deste jornal? Chegou a ler? E qual foi a sua duração? Deixe o seu recado.
CORREIO DELMIRENSE (segunda Parte) 07/10/2005
Continuando o post anterior abaixo mais uma mostra da edição de 27/10/63 do
CORREIO DELMIRENSE.
Pena que para caber aqui eu tenha que recortar. A diagramação original segue os mesmos padrões dos jornais atuais. Mas acho que o leitor entenderá esta dificuldade. O mais importante é o resgate histórico do que rolava na cidade há 42 anos.(hoje 63 anos) Então cabe aqui relembrar da notinha social, do editorial e porque não dos anúncios comerciais.
Mais uma vez fica o agradecimento a Bia Menezes por ter guardado estas preciosidades tantos anos. Certamente isto é material que pode interessar a pesquisador profissional. Mas por enquanto vai aqui mesmo neste arremedo de blog.
Agora é com vocês. Deixe o seu recado.

2 comentários:
O que pode nos dizer um fragmento de jornal antigo e amarelado pelo tempo ? Quase tudo ou quase nada a depender da perspectiva que enxergamos a vida, seus propósitos e a herança a deixar às geraçoes que ocupem nosso lugar no mundo.
Sob o ponto de vista literal, poético ou filosófico poderemos enxergar o legado que construímos.
Alguém que procure o sentido figurado, verá certamente que o registro no somatório de logotipos impressos naquele distante 27 de outubro de 1963 no " Correio Delmirense concluirá que são pegadas que marcaram para sempre a vida de pessoas - de um lugar e exigem uma soma de reflexões a respeito de como seremos lembrados quando formos história.
Sob o ponto de vista poético poderíamos dizer que " o que importa não é o chão onde pisamos; mas as flores que semeamos pelo caminho".
Rastreando um simples fragmento de jornal quase sem significado algum diante do mundo e comparando com outros registros historicos propagados em outros meios de informaçao podemos nos comparar ao "Indiana Jones" que achava pistas e desvendava segredos escondidos nas entranhas do mundo que o cercava. Quase sem pretensão alguma, fiz uma busca no bom e gentil GOOGLE e posso dizer que naquele dia (27/10/1963) o planeta girava nervosamente com as pressões da guerra fria e as tensões pulsantes nas "Alemanhas".
Numa cidade quase perdida no meio do sertão nordestino brasileiro
Aquele 27 de outubro de 1963 foi um domingo, era dia de lua crescente. Na sessão "soereè "o Cine Pedra exibiu às 18:00h " AVENTUREIROS DO MISSISSIPI" estrelado por Tyrone Power.
Ainda do Correio Delmirense pude ver uma pequena chamada comercial da "Farmacia Ivo" do sr. Joaquim Corrêa e Silva anunciando que lá no estabelecimento podia-se comprar: " variados sortimento de drogas, perfumes, leite em pó, ceras para assoalho, bombas Detefon e outros produtos do ramo" (ampliem o fragmento do jornal e verão que é verdade)
Nós, da geração do velho GVM estávamos no prefácio de uma nova era e, sem saber, nos preparando para ocupar o lugar e preencher lacunas deixadas por aqueles heróis anônimos que fizeram as coisas acontecer ao seu modo deixando marcas que hoje vasculhamos e concluímos, valeu à pena o esforço, a dedicação e acima de tudo a vontade de quebrar paradigmas.
Façamos a parte que nos cabe e quem sabe um dia alguém olhará pelo Retrovisor da história e nos verá com um pouco do entusiasmo daquela geração inquieta que imprimiu sua marca numa época de incertezas e impoz sua coragem com alma de heróis. DANÚBIO OLIVEIRA.
Havia protagonismo.
O acanhamento vira pecado.
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