segunda-feira, 4 de julho de 2016

Pesquisador delmirense lança mais um livro: " Vila da Pedra. Fotografia e História"


O delmirense e profícuo  pesquisador David Roberto Bandeira da Silva, acaba de lançar mais um livro sobre a nossa cidade. Agora o mesmo nos traz "VILA DA PEDRA.FOTOGRAFIA E HISTÓRIA".

A obra aborda a evolução da Vila Operária e seus valores históricos e estéticos. Fartamente ilustrado. Traz 160 imagens.



Eis mais uma oportunidade de conhecermos um pouco sobre o passado da "Macondo Sertaneja".

Recomendamos que não deixem esta oportunidade passar. Procurem  reservar logo o seu exemplar com maior brevidade. Obra tende a esgotar-se logo. Quem é o delmirense que não quer ter uma obra deste quilate em sua estante?

O pesquisador David Roberto, já esteve presente por diversas vezes aqui no nosso blog.  Segue link para aqueles que ainda não leram as antigas postagens onde trazemos um pouco sobre suas outras obras.

quinta-feira, 29 de maio de 2014
DELMIRENSE(EM COOAUTORIA) LANÇA MAIS UM LIVRO: DELMIRO GOUVEIA ENTRE O MITO E A REALIDADE
http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com.br/2014/05/delmirenseem-cooautoria-lanca-mais-um.html

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
Delmirense lança livro : A Construção da Estrada de Ferro Paulo Afonso.
http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com.br/2013/01/delmirense-lanca-livro-construcao-da.html

quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Vila Operária: 258 casas
http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com.br/2010/09/vila-operaria-258-casas.html

Agora é com vocês. 

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Delmiro Gouveia e Educação na Pedra(Prof. Edvaldo Nascimento).

O professor Edvaldo Nascimento está desenvolvendo pesquisa sobre a Vila da Pedra e a Educação no período de 1930 a 1950. Tendo publicado o Livro "Delmiro Gouveia e Educação na Pedra" e com o objetivo de incluir mais um capítulo sobre a educação na Pedra, o mesmo solicita informações de pessoas que possam dar depoimentos, documentos e fotografias da escola Delmiro Gouveia.


Edvaldo Francisco do Nascimento
(82) 9 9925-4182
         3641-1326




Transcrevemos abaixo íntegra do  resumo do livro publicado pela editora do Senado:


O título do livro de Edvaldo Francisco Nascimento é autoexplicativo: a educação do homem sertanejo. O jogo de palavras e significados está na Pedra, símbolo de uma educação do homem nordestino cantada em poema de João Cabral de Melo Neto e o nome da fábrica criada pelo industrial Delmiro Gouveia. Não uma educação perdida no mapa e no calendário, mas localizada no projeto de modernização e industrialização do interior de Alagoas ao tempo de Delmiro Gouveia. O empreendimento industrial do homem que fundou a Fábrica da Pedra e como se realizou o processo pedagógico e civilizatório dos homens, mulheres e crianças em torno da sua indústria foi o desafio maior do professor Edvaldo.
            Baseado numa visão do estudo da história social de forma moderna, apoiado em autores como Le Goff, Braudel e Marc Bloch, entre outros, o prof. Edvaldo pesquisou em arquivos públicos como o da Fundação Joaquim Nabuco, Museu Regional Delmiro Gouveia, Arquivo Público de Alagoas e o Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, além de entrevistas com ex-operários e moradores da Pedra.
            O livro faz uma breve biografia de Delmiro Gouveia, desde a infância, primeiros empregos, o regresso forçado ao sertão, passa pela análise da educação na República Velha, a conjuntura sociopolítica da Alagoas naquela época até chegar ao estudo profundo das condições de ensino e do cotidiano na Pedra, suas consequências e um aprofundamento das novas relações sociais e educacionais.
            Professor das redes Municipal e Estadual de Ensino no município de Delmiro Gouveia (AL), e membro fundador da Fundação Delmiro Gouveia, Edvaldo Francisco do Nascimento graduou-se em Pedagogia pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, onde também fez especialização em Psicopedagogia. É Mestre em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e doutorando em Educação(UFPE)


fonte: http://livraria.senado.gov.br/todos-os-livros/delmiro-gouveia-e-a-educac-o-na-pedra.html


sábado, 22 de agosto de 2015

Cidade de Delmiro Gouveia: Lembranças Poéticas da Jacira Cavalcante


Eis o blog redivivo. Bom tempo sem postagem alguma. E recebo email da Jacira(Maceió).

"Olá, César Tavares.

Sei que não me conhece. Sou de Delmiro Gouveia e resido 
atualmente em Maceió. Olhando o seu blog Amigos de Delmiro senti vontade de 
enviar uma poesia que  fiz para a minha cidade natal Delmiro que amo de paixão.
Espero que você divulgue no seu blog. Ficarei muito grata!"

Jacira Cavalcante 

O singelo poema da Jacira é carregado das melhores lembranças que permanecem no imaginário coletivo daqueles que habitam(ram) a nossa Macondo Sertaneja.

Agradeço a Jacira pela colaboração e vamos ao seu poema.


M I N H A   C I D A D E

DELMIRO GOUVEIA

DELMIRO CIDADE LINDA
SAUDADES SINTO DE TI
O RIO SÃO FRANCISCO
NUNCA DEIXOU DE EXISTIR
MINHA CIDADE SERENA
UM PEDACINHO DE MIM

FAMÍLIA TENHO POR LÁ
POIS SEMPRE VAI EXISTIR
UMBUZEIROS E BANANEIRAS
TERRA QUE NOS FAZ SORRIR
SINTO TEU CHEIRO MORENA
TE QUERO JUNTO DE MIM

NAS NOITES DE LUA CHEIA
LEMBRO-ME SEMPRE DE TI
À ESPERA DE UM NAMORO
QUE ME FAZIA SENTIR
UMA EMOÇÃO DESLUMBRANTE
DE O CORAÇÃO EXPLODIR
                                           
A ESTEIRA NA CALÇADA
E AS AMIGAS A SORRIR
DAS ANEDOTAS
QUE EU CONTAVA
PARA DEPOIS PROSSEGUIR
NAS CONVERSAS DE NAMORO                                                      AI
COMO LEMBRO DE TI
                             
FEIRAS E PESSOAS ANDANDO
SE ENCONTRANDO ASSIM
AMIGOS SE ABRAÇANDO
UMA ALEGRIA SEM FIM
E A TARDE SE APROXIMANDO
NUNCA ME ESQUEÇO DE TI

SUAS MANHÃS MUITO FRIAS
QUE FAZIAM FLORIR
AS ESTRADAS QUE EU PASSAVA
COM A NEBLINA A SURGIR
O ORVALHO ME ACALMAVA
AI QUE SAUDADE DE TI

A FESTA DA PADROEIRA
NUNCA DEIXOU DE EXISTIR
BAILE E TANTA FESTANÇA
SE PREPARANDO PRA TI
TERRA DE TANTA LEMBRANÇA
NUNCA ME ESQUEÇO DE TI

TEM ATÉ BAFO DA CANA
TEM CARNAVAL BEM ASSIM
UM BLOCO MUITO BACANA
O BACALHAU TAMBÉM SIM
TEM O POMPEU NA FESTANÇA
AI QUE SAUDADE DE TI

LEMBRO-ME DO MELA-MELA
QUE ALGUM DIA VIVI
NOITES CARNAVALESCAS
E AS PAQUERAS A SURGIR
TERRA DE ENCANTAMENTO
UM PEDACINHO DE MIM

SEMPRE ME LEMBRO PEQUENA
QUE SE PARECE UM JARDIM
DE MOÇAS NAMORADEIRAS
CHEIRO DE PURO JASMIM
EU TE QUERO TODA INTEIRA
ÉS UM PEDAÇO DE MIM

SEMPRE DE BRAÇOS ABERTOS
QUEM FAZ VISITA A TI
DIZ QUE ÉS HOSPITALEIRA
DIZ QUE É ISTO SIM
TERRA MAIS PURA E MAIS BELA
TERRA QUE EU AMO SIM

GINÁSIO VICENTE DE MENEZES
AI QUE SAUDADES DE TI
AMIGOS E PROFESSORES
BELOS MOMENTOS VIVI
ADMISSÃO AO GINÁSIO
ESSE TAMBÉM EU VIVI

QUANDO SINTO TEU CHEIRO
OURICURI E AIPIM
LEMBRO DO DOCE DE COCO
QUE TU FAZIAS PRA MIM
SINTO QUE TU ME AFAGAS
OH! PEDACINHO DE MIM

O APITO DA FÁBRICA
É QUE ME FAZIA SENTIR
QUE É COM MUITO TRABALHO
QUE SE FAZ PROGREDIR
GENTE HUMILDE E HONESTA
AI COMO LEMBRO DE TI

HOJE EU TENHO SAUDADES
DOS MOMENTOS QUE VIVI
RECORDO-ME DA INFÂNCIA
QUE ME FIZERAM SENTIR
PAIXÃO AMOR E LEMBRANÇAS
OH! PEDACINHO DE MIM

VIVO HOJE EM MACEIÓ
A CIDADE QUE ESCOLHI
MAS NÃO TE ESQUEÇO MORENA
SEMPRE ME LEMBRO DE TI

QUERO ACONCHEGO PEQUENA
QUERO ME ENTREGAR TODA A TI
ME ENVOLVER NOS TEUS BRAÇOS
ATÉ ESQUECER DE MIM
PARA VIVER BELOS SONHOS
E VOCÊ SEMPRE EXISTIR

(Jacira CAVALCANTE -05\06\2015)

quinta-feira, 5 de junho de 2014

100 Anos da Fábrica da Pedra ( Antonio Carlos Menezes - patrão e empregado)



  
 Dentro da data comemorativa dos 100 anos da Fábrica da Pedra, trazemos hoje raro material enviado pelo nosso colaborador Vítor Marques(meu primo em terceiro grau).

Ele nos enviou dois documentos raros: a cópia da folha de carteira de trabalho e crachá do Antonio Carlos Menezes.  O detalhe interessante é que o falecido Sr. Antonio Carlos era o DONO DA FÁBRICA que era então chamada de Cia Agro Fabril Mercantil.  Interessante que ninguém chamava crachá. E sim plaqueta. Todos nós (operários/funcionários/colaboradores) erámos obrigados a trazê-lo dependurado na camisa. Sem ele não podia entrar e muito menos circular pelas dependências da Agro Fabril.




Minhas lembranças do então dono da fábrica são bastante tênues. Sabíamos de sua chegada pelo barulho dos motores do seu avião que fazia então um sobrevoo pela cidade. E logo em seguida pousava no campo de aviação que ficava um pouco afastado. Cerca de uma hora e pouco depois era comum ver o seu Antonio andando pelas instalações de sua fábrica. Geralmente usava roupas em tons sóbrios(acho que bege) mas fazia questão de trazer o crachá pendurado no peito como se fosse também um operário/funcionário. Dava exemplo.
 
Suas visitas eram espaçadas. Creio que era em média a cada 30/45 dias em média que ele visitava DG.  Lembro-me também que havia certo temor reverencial pelo patrão. Era visto meio como se fosse uma figura mitológica.  Passados os anos é possível afirmar que era engano nosso. Afinal era gente como a gente.  

Após alguns anos morando em Recife e trabalhando num banco estrangeiro, tive a oportunidade de conversar brevemente com os seus familiares que eram clientes. Falei com o seu sobrinho Luiz Augusto Menezes(seu Lula) e disse que era sobrinho do Adonias. Ele ficou bastante emocionado e perguntou logo pelo meu primo Adeilton. “ E o Buiú como vai? Tem notícias dele?”.  E alguns depois falei com a D.Lise e o Tony (viúva e filho do Antonio Carlos). Todos muito gentis e agradáveis.

Agora é com vocês.


PS: escrevendo esta postagem e eis que chega via rede social convite para participar dos festejos dos 100 anos. Agradeço a gentileza mas infelizmente não poderei comparecer. Fico o agradecimento e a lisonja pelo gentil gesto. E desejando boa comemoração para todos. Reproduzo convites recebidos.



Amigo César, gostaríamos de contar com a tua presença neste evento. Peço desculpas por te enviar hoje o teu convite, mais só ontem chegaram às minhas mãos. Abraços, Hermância.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

100 Anos da Fábrica da Pedra ou a Classe Operária Vai ao Paraíso


Dentro do espírito comemorativo dos 100 anos da Fábrica da Pedra, aproveito para resgatar texto postado em outubro/2004. Foi um dos primeiros textos do blog. E nele narro de forma breve algumas vagas lembranças dos meus tempos de "operário".




A CLASSE OPERÁRIA VAI AO PARAÍSO (título de um filme italiano dos anos 70, e que durante muitos anos esteve proibido pela censura. O protagonista era o Jean Maria Volanté) (texto de César Tavares e postado originalmente em 29 de outubro de 2004 na primeira versão do blog Amigos de Delmiro Gouveia)

Saída dos Operários da Camisaria às 11 horas e alguns minutos. Imagem feita no final dos anos 70. Nela aparece o autor do texto e sua amiga Lalide Batista

Onze horas soava o apito da fábrica. Era o final do primeiro expediente para os operários da Divisão de Confecções da Cia Agro Fabril Mercantil. Eram dois turnos de trabalho. Iniciava-se às 6 horas e ia até às 11 horas. Havia um intervalo de duas horas para o almoço. Voltava-se às 13 horas e trabalhava-se até às 17. Num total de nove horas diárias de segunda a quinta-feira. Na sexta-feira a jornada durava oito horas. E aos sábados só havia o primeiro expediente. Totalizando 48 horas semanais. 

Então um pouco além das onze horas as ruas delmirenses ficavam cheias de apressados operários, devidamente fardados, se dirigindo as suas casas para o almoço. 

Trabalhei neste ritmo durante quase cinco anos. Comecei aos 14 de idade. Na época era permitido. A Constituição Federal de 1988 reduziu a jornada para 44 horas semanais e proibiu o trabalho a menores de 16 anos. Hoje seria considerada exploração de mão-de-obra infantil. 

Naquela época a Divisão de Confecção com os seus diversos setores: camisaria calçaria, setor de lençóis, setor de pijamas e cuecas, gerava em torno de uns 800 empregos diretos. A fábrica como um todo tinha uns 2000 empregados. 

Minha primeira função foi de auxiliar de expedição. O chefe da seção era o Rosalvo Nóia(Doda). Como colega de trabalho lembro bem do Murilo Liberato (Moura), ele procurava dar-me algumas orientações no início. Eu ainda um garoto e ele já adulto. 

Vinte e um anos depois numa visita as instalações da nova Fábrica da Pedra, revi o Murilo. Fiquei feliz e ao mesmo tempo desapontado. Ele não me reconheceu. Mesmo eu lembrando de todos os nomes das pessoas daqueles tempos de expedição: Gilson Alemão, Doda, Nildo, Maribondo, Cassimiro, Galego, Éder Matagrande, Erasmo Cegueta. 

Mas o importante é que eu lembro dele e das suas dicas. Ele sempre fazia suas tarefas de forma bem-humorada e tranqüila. 

Na expedição trabalhei creio que menos de um ano. Depois fui promovido para cronometrista. E passei a ter como chefe o Valmir Bezerra(Bafão). Gente boa. Um sujeito calmo, inteligente e paciente. Nas poucas vezes em que voltei em DG após 1981, sempre fiz questão de trocar umas palavras com o Valmir. 

O cronometrista é aquele cara responsável por estudos de tempos e movimentos. Eu executava o trabalho sem grandes dificuldades e nem sabia da importância de tudo aquilo. Mas sempre eu estava procurando formas de aumentar a produção das costureiras. 

Alguns anos depois ao entrar na universidade e pagando as cadeiras de Teoria Geral da Administração e que tomei conhecimento dos trabalhos de Taylor e Gilbreth, é que vi o quanto eu havia contribuído de forma meio alienada para aumentar a mais-valia do patrão. Aqui fica o registro da minha Mea Culpa. Confesso.(risos). 

Ainda lembro nitidamente que ao sair para o almoço, tinha por hábito esperar a Lalide, e então íamos batendo papo. Colocando as conversas em dia. Ela era minha grande amiga e colega de classe no GVM. Pois trabalhávamos o dia inteiro. E a noite estudávamos. Interessante é que nossos números na chamada de classe sempre eram juntos: 33 e 34. 

A foto abaixo foi tirada numa destas saídas. Tomei conhecimento desta fotografia algum tempo depois e a adquiri. Gosto dela porque não foi posada. Tudo o que aparece nestas cores esmaecidas pelo tempo é natural e espontâneo. E também porque também traz à lembrança do início da minha vida profissional: um jovem operário delmirense. 

Eu deveria ter nesta época uns 16 ou 17 anos. Ainda magro e com cabelos. O contrário de hoje. 

quinta-feira, 29 de maio de 2014

DELMIRENSE(EM COOAUTORIA) LANÇA MAIS UM LIVRO: DELMIRO GOUVEIA ENTRE O MITO E A REALIDADE

Eis que o nosso blog após um bom tempo sem atividade retorna trazendo uma notícia muito boa. Vamos ao que interessa:

Mais um delmirense destacando-se no mundo das letras. , O escritor e professor David Roberto Bandeira da Silva em coautoria com os professores Eliseu Diógenes e Sérgio Alves lança oficialmente em 10 de junho, pela editora Edufal o portentoso livro:

DELMIRO GOUVEIA
ENTRE O MITO E A REALIDADE
SEUS EMPREENDIMENTOS E SUA CONTEXTUALIDADE NO TEMPO E NO ESPAÇO.


A obra divide-se em três partes distintas. Cada uma escrita por um autor diferente.  E no conjunto tudo se concatena e complementam.

A Parte I foi escrita pelo Eliseu Diógenes(prof. UFAL) tendo como título: A presença do Mito nos Empreendimentos de Delmiro Gouveia: Uma analogia de proporcionalidade.

A Parte II foi escrita pelo Sérgio Alves (prof. UFPE) e foi intitulada como: Empreendedorismo Pioneiro e Inovação Organizacional no Limiar do Século XX: Uma Análise do Legado de Delmiro Gouveia.

A Parte III escrita pelo nosso amigo e  conterrâneo delmirense David Roberto e intitulada: A Usina Angiquinho – O Legado de Um Empreendimento Pioneiro.

No anexo o livro traz dezenas de fotografias históricas. Uma obra de pesquisa impressionante.

Sobre o livro o renomado professor Jacques Marcovitch da Universidade de São Paulo(USP) diz em treco de sua apresentação: “ tem o leitor em suas mãos um novo livro sobre Delmiro Gouveia. No mesmo volume três conteúdos de fôlego e qualidade assinados pelos professores...”   “...junta-se a este ensaios a dezenas de outros registros em linguagem culta sobre a trajetória do grande empreendedor nordestino...”

Lembramos que o intelectual, pesquisador e professor delmirense David Roberto Bandeira da Silva já lançou três outros livros anteriormente: “Ousadia no Nordeste: a saga empreendedora de Delmiro Gouveia” “Cooperativismo Alagoano” e a “A Construção da Estrada de Ferro Paulo Afonso : Fotografia e Historia”.

Em janeiro de 2013 já tínhamos falado do lançamento de um dos livros do David. http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com.br/2013/01/delmirense-lanca-livro-construcao-da.html

O lançamento oficial será no próximo dia 10 de junho, na editora Edufal, em Maceió; segue o convite do lançamento. A partir de junho, o livro pode ser adquirido na loja Edufal e também na Livraria Cultura (lojas físicas e site www.livrariacultura.com.br




Esperamos que você delmirense que reside em Maceió ou que esteja por lá no dia, não deixe de prestigiar o evento e adquirir o seu exemplar.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Delmiro e seus barbeiros (texto de Gerd Baggenstoss)


Publicado originalmente no site www.ferreiradelmiro.com

Este é um texto que gostaria de ter escrito. Parabéns ao Gerd Baggenstoss. E grato ao site Ferreira Delmiro por autorizar a reprodução.

Delmiro e seus Barbeiros.Texto de:   Gerd Baggenstoss



8:30, a cidade assume uma condição diferente aos sábados, dia de feira. No calçadão, o movimento é frenético, a passos largos, sacolas e bolsas encaminham-se as suas casas em todas direções movidos pelo bater consecutivo do relógio. Viver é preciso. O último suspiro da manhã vai desaparecendo a cada leve e precisa laminada entre a pele e os pêlos do cliente, entre o olhar atento à lâmina e a conversa desapressada e mansa do dia a dia, sim, são os barbeiros delmirenses, figuras dignas de uma laminada histórica.


Faz tempo que eles estão lá, margeando a atual Avenida Castelo Branco, assumindo o papel que lhes cabe, embelezar o rosto das pessoas e a cidade de causos. Peculiar é o tratamento que se recebe. Ao chegar a barbearia, o tempo vai amoldando-se, tranquilamente ao ambiente. Gentilmente, se é recebido, pede-se tempo para limpar eventuais penugens. Senta-se na cadeira, a conversa segue lenta e aprazível logo atrás. Pede-se, ainda, um tempo para preparar o creme, enquanto é mexido, há noutras conversas, tudo para lentamente... o cliente espera sentado, olhando através do espelho, onde as pessoas gazeteiam a cidade. Pelo estender do tempo, as conversas cruzam o reflexo do espelho, e não há necessariamente aquela pressa habitual que a busca do vil metal impõem, não, há apenas o tempo solto, descolado de toda a realidade que a rodeia. A lâmina começa a trabalhar, ela é indiferente ao tempo, mas não ao percebimento.


A cidade, efusiva, costura o tecido invisível do tempo sem perceber-se. Os carros param no sinal apreensivos, outros passam apressados do outro lado da rua, uns não percebem os outros. Mesma situação ocorre noutros cantos, o desapercebimento parece ser a regra, bem diferente da barbearia. A corrida do lucro e do trabalho vai determinando o bater das horas pelo resto do dia. Os hábitos da cidade, as pequenas transgressões, histórias de bar ou piadas, vão passando paulatinamente a seara virtual. Um minuto nesse mundo, é bem diferente de um minuto na barbearia. Parar aqui significa perceber a fantasia avassaladora de que tempo é dinheiro. A lâmina trabalha com pressa, indiferente ao outro, mas nunca ao tempo.


A barbearia sempre fora um lugar da mais alta importância para a povoação, ali, para além das conversas, vai-se construindo a ideia de pertencimento, a ideia de similaridade, ali ponteia-se o tecido cultural de uma cidade e o tempo não é pautado pela financeirização excessiva da sociedade. A globalização, por outro lado, retira a condição de pertencimento, forma uma massa incauta de consumidores a reboque dos interesses econômicos, subdividindo-os através da diferenciação. Rumo à perfeição conceitual existe até receita para estar inserido neste hipertexto: estar com agenda cheia de atividades marcando passo nas relações humanas através da impessoalidade. Aqui, temos uma marca dos nossos tempos, e isso é uma lâmina fria e afiada que nos separa da cidade de forma brutal. A barbearia, com seus poetas, vendedores, gazeteiros, aposentados e desocupados, reafirma um propósito de que uma outra cidade é possível.



É possível buscar a partir desse peculiar modo de vida uma reinvenção da cidade, e quem sabe até, propositivamente, a desaceleração consumista a qual estamos submetidos. Não se trata apenas de mitificar um passado recente no qual a barbearia era um dos locus mais importantes da cidade, onde as notícias passavam pelo crivo dos homens de barba, e o tempo era só mais um detalhe no cabedal de conversas. A barbearia e seus bons barbeiros, atualmente põem em xeque a integridade do pensamento moderno de que todo o tempo está a disposição da busca frenética do dinheiro através do trabalho, eles, redefinem a condição de tempo a partir de uma experimentação da lâmina, do espelho e de boas prosas.



Bem fácil, aliás, é encontrar um barbeiro e seus grupos nas transversais da avenida principal. Cabe ainda, uma homenagem tardia a todos os barbeiros que construíram e desconstruíram, literalmente, os homens desta cidade. Salve os Raimundos, Ciços e Barbeirinhos, agradecimentos aos antigos Valter (Rapô), João Bráz, Zé Pedro, Ciço Garapa e outros que o esquecimento nos faz incorrer na omissão. 





quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Geléia Geral Delmirense ( 2ª parte) Anos 70.

Como trata-se da continuidade da postagens antecedentes, por pura preguiça mental vai o mesmo texto. Creio que a validade é a mesma. Afinal estamos aqui para recordar bons tempos.
 Geléia geral de imagens do passado delmirense. Todas foram enviadas pelo nosso mais colaborador Vítor Marques. Ele tem se empenhado cada vez mais em fazer uma verdadeira varredura nos baús familiares. Já é quase um antropólogo ou sociólogo amador das memórias delmirenses. Vixê Maria. Parece que este negócio pega. Pois comigo pegou faz um bom tempo. 

Olhar para imagens não tão antigas assim e poder encontrar um rosto que você conheceu no passado dá uma saudade imensa. Por vezes alguns já “foram para o andar de cima”. Mas muitos dos personagens ainda moram em nossa “Macondo Sertaneja”. Todos eles fazem parte um pouco de nossa historia. Não consigo lembrar de todos os nomes. Razão natural. Afinal são 32 anos fora da terrinha. Isto pesa na memória do “véio”. 

 Agora é com vocês?


Uma reunião social onde certamente a política local foi tratada. Entre outros temos nesta imagem dois ex-prefeitos : Serpa e o José Bandeira. E os demais quem são? 

Mais um momento que antecedia o desfile do 7 de setembro. Bernadete Feitoza é segunda menina. E as demais quem são? Deixa o seu recado. 

E se este fusca falasse o que ele poderia dizer aos rapazes delmirenses? Zé Carlos Feitoza e ...

Uma farra num sítio? Onde? Entre outros reconheço Fabrício Marques(Titito pai do Vítor o dono desta postagem), Márcio de camiseta verde. O Márcio é o esposo da minha prima Zara. E os demais quem são?

Outra farra em outro sítio? Zé Carlos certamente animou a turma com os acordes do seu violão. E quem são os demais?

E este "show" quando é onde? Quem é o "cantor" que aparece ao lado da sempre presente e animadíssima  Bernadete Feitoza?

E esta turma quem lembra dos nomes de todos? Onde estavam e o que comemoravam? 

E esta garotada? Quem é quem? 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Geleia Geral Delmirense( imagens do passado anos 70/80)

Geleia geral de imagens do passado delmirense. Todas foram enviadas pelo nosso mais colaborador Vítor Marques. Ele tem se empenhado cada vez mais em fazer uma verdadeira varredura nos baús familiares. Já é quase um antropólogo ou sociólogo amador das memórias delmirenses. Vixê Maria. Parece que este negócio pega. Pois comigo pegou faz um bom tempo.

Olhar para imagens não tão antigas assim e poder encontrar um rosto que você conheceu no passado dá uma saudade imensa. Por vezes alguns já “foram para o andar de cima”. Mas muitos dos personagens ainda moram em nossa “Macondo Sertaneja”. Todos eles fazem parte um pouco de nossa historia.

Não  consigo lembrar de todos os nomes. Razão natural. Afinal são 32 anos fora da terrinha. Isto pesa na memória do “véio”. 

Falarei apenas um dos nomes. Uma pessoa bastante conhecida. E que parece que recentemente enfrentou alguns problemas de saúde. Espero que já esteja completamente recuperado.

Mas quem residiu ou ainda reside em Delmiro Gouveia e não conhece Itamarzinho?  Figura das mais populares. Sorriso aberto. Sempre bem humorado. Integrante do Bafo da Cana? E sempre com uma boa historia para contar. 

Mas o que mais podemos falar do Itamarzinho? Alguém sabe dizer de cor e salteado os nomes de seus irmãos? Irmãs? Filiação? Onde morava? Onde mora? Em que trabalhava ou trabalha?

Nas demais imagens. Mesmo reconhecendo várias pessoas. Todas merecedoras de homenagens. Deixarei para que os visitantes participem da postagem e façam seus comentários. Vamos lá. Tem muita gente. Desde Bernadete Feitoza, Debby Ferraz, Tuxinha,Nozinho Feitoza,  Zé Bezerra, Zé Lobinho, Zé Carlos...eita quantos Zés. E quem mais?

Agora é com vocês?

Anos 60. Um baile. Onde? Quem é quem?

Grandes figuras delmirenses: Bernadete Feitoza e o nosso Itamarzinho. Mas quando foi  isto?

Entre outros o Zé Carlos. Seria a Debby Ferraz de blusa vermelha? Quando e onde? 

Seria no mesmo dia? Quem é quem? 

Reunião familiar? Onde? Quem é quem? Quando?

Um símbolo. Um ícone delmirense. Ganha um picolé de biscoito feito na sorveteria do seu Conde quem não achar este carimbo numa fotografia desta época. Mas por qual nome o Petrauskas era conhecido? 

Quem são estes craques? Qual time? Qual ano? Vamos dois nomes eu sei dizer: Tuxinha como goleiro e o Zé Bezerra é o segundo agachado. Além de futebolista qual era o outro hobby do Zé Bezerra?

Reunião entre amigos e familiares? Quem é quem? Quando? Onde/

Num dia de muito calor. Saudoso Nozinho Feitoza refrescando uma turma com um banho de mangueira. Onde? Quando?

Carnaval de qual ano? Ao lado do Cine Real seria o Bacalhau do Zé do Carmo?

Os famosos Zé Lobinho e Zé Carlos numa pescaria com amigos? Onde e quando? E os demais quem são?

Quem o cidadão delmirense que a Debby está abraçando? Seria ele conhecido por seus eternos assobios? Por ser um exímio contador de piadas? Bernadete Feitoza e o famoso Itamarzinho estão presentes também.

Baile de carnaval. De qual ano? Zé Carlos Feitoza ligeiramente grávido.



terça-feira, 21 de maio de 2013

Grandes Figuras Delmirenses( Nozinho Feitoza - o homem do clarinete)

As noites e festas familiares delmirenses eram sempre mais animadas quando o ar era suavemente cortado pelas emanações que saiam do seu clarinete. O clarinete era como se fosse uma extensão do seu corpo tão grande era afinidade entre ambos. Explorava todas suas possibilidades harmônicas, e tinha um enorme controle das dinâmicas que o instrumento permite, desde sua agilidade até a extensão de notas, passando pela natureza de timbres e o seu imenso poder sonoro. 

Estamos falando de Nozinho Feitoza. Grande figura delmirense, e que como musicista tinha perfeito domínio técnico do instrumento. Também era conhecedor profundo da boa música popular brasileira, bem humorado e animado. Enfim por demais conhecido, respeitado e admirado por todos. Marcou uma época. Marcou gerações.

Aqui neste blog já postamos em 2010( algumas imagens do mesmo. E agora o Vitor Marques(neto do Nozinho Feitoza, filho da Aline Feitoza e do Titito Marques,  sobrinho da Bernadete e do Zé Carlos) nos envia mais algumas.

O que você leitor poderá nos falar mais do Nozinho Feitoza? Quais suas lembranças das festas delmirenses?  

Conhece todos os filhos da prole do Nozinho?

 Enfim deixe seu recado. E agora é com vocês.



Antiga banda de música da fábrica da Pedra. Nozinho Feitoza aparece  na primeira fila. 

Nozinho tocando e quem são as demais pessoas?
Nozinho ao centro e seu inseparável instrumento. E os demais quem são?

E esta festa onde e quando? 

Nozinho ao fundo com camisa branca. Quem são as demais pessoas? Há filhos de Nozinho nesta imagem? Quem são então?
Seria uma festa ou ensaio ? Onde e quando? E os demais membros da banda quem são?