domingo, 29 de março de 2009

Grandes Figuras Delmirenses: George Lisboa

O texto de hoje é do Eduardo Menezes. E se complementa com o anterior

Três coisas não podem deixar de serem lembradas quando se fale em George Lisboa:

-Palitos de dente- que ele passava horas fazendo com um canivete;
-Gamão- jogava toda tarde com amigos;
-Rural- não se pode falar em rural sem lembrar de George Lisboa, nem falar em George Lisboa sem lembrar da rural.

Pra George não existia preferencial no trânsito, quer dizer, não existia para os outros, porque para ele todas as vias eram preferenciais, não importava em que esquina entrasse.

Quando colocaram sinal de trânsito em Delmiro, Milton “Orêia” disse para George: ”Pai cuidado que agora tem sinal de trânsito na cidade”
E ele respondeu, como quem não tava nem aí para o assunto:
“Eu cheguei em Delmiro antes do sinal de trânsito.


Eduardo Menezes
Onde houver fé que eu leve a dúvida.
Um homem sem religião é como um peixe sem bicicleta.


E aí pessoal temos a oportunidade de continuarmos a história contada pelo Eduardo, acrescentando mais fatos e curiosidade sobre o nosso protagonista ou também poderíamos tentar relembrar de outras figuras delmirenses que tivessem tiradas tão bem-humoradas quanto esta dada pelo senhor George.

Agora é com vocês.

George Lisboa e Nivinha numa partida de gamão

quarta-feira, 25 de março de 2009

Rural Willys: Quantos delmirenses andaram numa destas?

Houve um tempo em que elas eram comuns de ser vistas nas ruas da nossa Macondo Sertenaja, como também por outras paragens. Estamos falando das velhas e boas Rurais Willys. A bicha era robusta, portanto, agüentava rojão como dizíamos. Pois para andar em ruas de paralelepípedos ou estradas não asfaltadas tinha que ser forte mesmo.

Lembro-me que no itinerário de Delmiro/ Paulo Afonso/Delmiro, era coberto pelas mesmas. Por terem como regra sair quando lotassem, dava uma flexibilidade no horário que o ônibus do Zé Balbino não tinha. Tudo bem que as pessoas viajavam mais apertadas. Mas, no entanto chegavam mais rápidas. Apesar de a segurança ser quase nenhuma.

Também lembro que as tais rurais pegavam os clientes/passageiros ali nas proximidades do Abrigo do Mané Bispo. Geralmente atraiam o potencial cliente com brados mais ou menos assim: Paulo Afonso Paulo Afonso quem vai quem vai. E geralmente algum menino gritava de longe para zoar: sua mãe e seu pai !

Os estudantes que faziam os cursos noturnos em Paulo Afonso, tanto no Colégio 7 de Setembro quanto na Maçonaria, também se utilizavam das rurais. Mas isto foi até o ano de 1975(não tenho certeza). Pois logo em seguida as caminhonetes C10 tomaram este nicho de mercado.

Mas eis que o Eduardo Menezes nos envia uma imagem recente de um veículo destes transitando pelas ruas delmirenses.

Além das imagens enviadas pelo nosso colaborador, inseri também duas outras destes tantos power points que circulam pela net falando da “felicidade e despreocupação” que tínhamos nos anos 60 e 70.

O nosso desafio de hoje é: Alguém lembra quem tinha uma rural naqueles tempos?

Agora é com vocês fica a tarefa em desfiarem suas lembranças sobre o tema.






sexta-feira, 20 de março de 2009

Águas de Maio.(Delmiro Gouveia 2005)

Os açudes delmirenses em postagens anteriores já foram cantados em versos e prosas. Mas agora temos alguns filmetes.
Não coloquei som para evitar a demora no carregamento das imagens. Fica por conta da imaginação e das lembranças de cada um de nós.

Alguém viu alguma vez o Açude do Desvio "sangrando" assim? Lembra que alguns meninos mais corajosos encaravam o desafio de pularem do paredão?

Agora é com vocês.

As imagens são mais uma colaboração do Eduardo Menezes.


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terça-feira, 17 de março de 2009

Delmiro Gouveia: Algumas mudanças em sua paisagem urbana.

E as mudanças na paisagem urbana da nossa Macondo continuam. Trazemos hoje imagens enviadas também pelo Eduardo Menezes. Onde era a antiga residência de D. Maura, hoje é uma pousada.

Nas fotos antigas não é possível visualizar bem o rosto das pessoas. Mas há figuras conhecidas. Tais como a Bernadete Feitosa e a ainda meninota Nadeje(filha de Zé de Olavo) e o nosso colaborador Eduardo. E os outros quem são?

E aí quais as suas lembranças deste trecho da cidade? Alguma história dos seus antigos moradores ainda paira em sua memória? Então conte-a por aqui.

Podemos expandir o papo e abranger o entorno também. Fica a idéia.

Agora é com vocês.






O bom da ferramenta blog é o seu dinamismo. Um comentáriou puxou outro que por sua vez vai buscar outro mais distante. E assim sendo eis que fazemos mais um acréscimo inserindo uma imagem da D. Maura.

sábado, 14 de março de 2009

Par de Jarros

Havia naqueles tempos o estranho costume de vestir exatamente iguais os irmãos. Não sei se era por uma questão cultural onde se procurava dar um tratamento igualitário ou seria por medida de economia mesmo. A isto se dava o nome bastante apropriado de "Par de Jarros"

Creio que a meninada perdia um pouco de sua individualidade. Mas acho que ninguém sabia o que era individualidade mesmo. Então creio que não ficaram grandes traumas capazes de deixar o hoje senhor(a) quarentão/cinquentão desfiando seus problemas no divã do analista.

Nestas imagens de hoje resgato uma postada em 2007 e que foi enviada pelo Edvaldo Cavalcante. E as outras são mais uma colaboração do Eduardo Menezes.

Nas fotos do Eduardo há algo que fez parte da história de quase toda criança delmirense e quiçá do país inteiro: o velho e bom sapato conga. Quem não calçou um que atire a primeira pedra?

Então vamos lá: Você algum vez se sentiu meio diferente, constrangido e esquisito? Ou achava tudo bem natural sair de "par de jarros" com seu(s) irmão(s).

Agora é com vocês.


Eduardo e Ricardo(Praça Delmiro Gouveia/1971)
Eduardo Menezes em 1971
Ricardo Menezes em 1971
Edmo e Valdinho Cavacante anos 70

terça-feira, 10 de março de 2009

Homenagem ao Ivã Balbino de Souza

Não o conheci pessoalmente. Mas ele era um leitor assíduo do nosso blog. E, posteriormente, passou a ser um colaborador. E assim de vez em quando nos enviava algum material para postarmos por aqui. Por vezes fazia seus comentários nos assuntos trazidos pelos outros, e sua participação se dava sempre de forma inteligente, espirituosa e por vezes esclarecedora sobre o passado delmirense. Não morava mais na nossa Macondo Sertaneja e sim numa das cidades de sua “área metropolitana”: Olhos D´ Água do Casado(AL).

E veja como são as coisas. Há poucos dias eu recebi farto material enviado pelo Eduardo Menezes. E neste material há dezenas de fotos da cidade onde morava o nosso colaborador. E eu estava aguardando uma oportunidade para homenagear e surpreender um pouco o Ivã Balbino. Mas eis que o destino é que nos surpreende.

Ontem ao ler os comentários recebo a notícia que o mesmo havia falecido há alguns dias. Como falecido? Pô o cara até poucos dias atrás estava participando ativamente do blog.(vide comentários nos textos anteriores). Era um dos poucos que ainda vinham aqui com certa regularidade. Realmente fiquei triste. Lamento. Apenas podemos mandar um abraço para seus familiares e amigos.

Sobre o acontecido o Eduardo Menezes comentou:

É com grande tristeza que recebo essa notícia, Ivã era amigo meu de infância. Quando o conheci ele já tinha tido a paralisia infantil, não conseguia ficar de pé e andava com as mãos no chão, depois fez uma cirurgia nas pernas em um navio chamado HOPE (ou coisa assim) e passou a andar de pé com ajuda de moletas e aparelhos nas pernas, depois de um bom tempo deixou de usar os aparelhos.Era grande apreciador do Pink Floyd e do Led Zeppelin...

Então em nome de todos os que participam deste blog segue de forma transversa e um tanto atrasado os nossos agradecimentos, e o homenageamos com as imagens de sua bucólica Olhos D’ Água do Casado.

Siga em paz grande companheiro Ivã Balbino de Souza.
















terça-feira, 3 de março de 2009

Um Mito delmirense: Ronaldo Macarrão

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Toda cidade interiorana tem seu “maluco beleza”, geralmente é um tipo boa-praça e querido por todos por suas “loucuras reais” E sendo assim mais uma vez o mitológico Ronaldo Macarrão (Rony Seixas para os íntimos) volta a ser tema do nosso blog.

É através do Eduardo Menezes que nos envia uma excelente sequência de imagens. Mas ele não nos contou a história toda. Apenas nos disse que foram tiradas em 1979 e no dia em que o nosso personagem embarcava para São Paulo e dizia que iria tocar na banda do Raul Seixas e, para tanto, um bando de “amigos” fizeram uma festa de despedida.

Apenas por uma das pessoas que aparece na foto vou fazer uma inferência que talvez tenha sentido, mas poderá ser contestada numa boa.

Veja bem: Em algumas fotos aparece o não menos famoso Gilmar Vieira, conhecido como “Cabeção”. Ora, o Gilmar terminou seus estudos em Paulo Afonso em 1976. Portanto, para ele estar em Delmiro Gouveia, deveria ser período de férias, pois ele já havia se mudado para Vitória- ES onde fazia faculdade. Então, estas fotos foram tiradas ou em janeiro/fevereiro ou julho.

E, pelas imagens, deduzo também que o Cabeção deve ter coordenado este evento do bota-fora do Macarrão, pois numa de suas visitas em DG ele adentrou com mais três rapazes carregando o Macarrão dentro de um caixão de defunto em pleno intervalo do sarau no Clube Vicente de Menezes. Ou seja: esta dupla tem muitas histórias para contar.

Como aparecem muitas pessoas nas fotos creio que será possível também comentarmos um pouco. Por exemplo, identifiquei entre outros: o Dodô que morava ali pelos lados da Rua 13 de maio e o Luizinho de Lula Ferro e o Tuxinha que morava na rua do ABC e parece-me que era parente ou agregado do Sr. Eurico(protético). Ou seja: temos panos para mangas. Será que alguém consegue identificar todos os outros delmirenses que aparecem nas fotos?

E, falando em histórias, resgato também logo em seguida um texto publicado ainda no primeiro blog onde há outro fato pitoresco envolvendo o nosso ídolo.

Agora é com vocês. Alguém sabe me dizer quanto tempo durou a aventura do Macarrão em terras paulistanas? Obteve sucesso em sua empreitada? Voltou contando histórias interessantes? Enfim deixe o seu recado.


O DIA EM QUE BEATLES SOUBERAM DA EXISTÊNCIA DA CIDADE DE DELMIRO GOUVEIA.
Texto de Paulo da Cruz.(Texto original postado em 04 de julho de 2005)
A letter from UK to Mr. Ronald(Uma carta do Reino Unido para o Sr. Ronaldo “Macarrão”

Foi na década de 60, aproximando-se dos seus meados. Roberto Carlos estava iniciando sua carreira de sucesso e os Beatles já faziam um tremendo sucesso.

No Bar do Maninho e na Sorveteria do Zé Raul, quase vizinhos, sempre se ouviam as músicas de sucesso sendo tocadas, principalmente na sorveteria onde tinha uma coleção de discos dos Beatles. Essas músicas, seu sucesso e o próprio conjunto eram objeto de conversas no Bar do Maninho. Ronaldo “Macarrão”, nome derivado da sua silhueta, já tinha nessa época veleidades de baterista.

Em uma dessas conversas ele manifestou a vontade de escrever uma carta para o Ringo Starr, mas, como mal lidava com o vernáculo isso era impossível para ele. Aí que nos surgiu a idéia de escrevermos a carta por ele. A carta ficou pronta com o auxílio de Edvaldo, de Seu João “do Jogo”, que dominava a língua inglesa com maior desenvoltura. O “Macarrão” não se fez de rogado e postou a carta para a Inglaterra. Qual não foi a nossa surpresa quando meses depois chegou uma resposta. Enviada pelo fã-clube de Ringo Starr, a missiva agradecia a lembrança do delmirense em se pronunciar a partir de um país tão distante o Brasil.

Foi aquele rebuliço, como se diz em DG, as pessoas cercando o “Macarrão”, querendo saber o que dizia a carta e passando a tratá-lo como pessoa ilustre. Afinal ele tinha recebido uma carta dos Beatles. Na verdade do fã-clube de Ringo Starr. Naquele momento o Ronaldo “Macarrão”, todo pachola, virou-se para o pessoal, e com toda a “autoridade” de estava investido naquele momento disse: “Vou mandar outra carta pedindo uma bateria a ele”.

Essa imagem, passados tantos anos, de tão forte ainda continua gravada na minha mente. Não sei se o Ronaldo mandou essa carta, acredito que não, e nem sei se ele ainda lembra-se desse fato, mas o certo é que naquele dia ele teve os seus 15 minutos de fama.

PS : Eu(César) não conhecia o fato narrado pelo Professor Paulo. Pois cheguei em DG em junho de 1969 com apenas sete anos de idade.E o acontecimento se deu alguns anos antes. No entanto cheguei a conhecer quase todas as pessoas citadas. Achei espetacular o resgate deste fato inusitado. Agradeço ao Paulo da Cruz pela colaboração na manutenção do blog.

E aí você leitor o que está esperando para também enviar o seu causo? Faça o seu registro. Resgate a memória popular da sua cidade










Tuxinha, Macarrão e Miltinho.
Miltinho, Macarrão e Gilmar Cabeção
Gilmar Cabeção(provavelmente o mentor do embarque) e Macarrão
Turma toda. Entre eles: Cabeção, Bocão, Dodô,Luizinho,Miltinho...
Entre outros: Gilmar Cabeção e Geraldo Bocão
Entre outros: Tuxinha, Miltinho e Luizinho
Despedindo-se de sua santa mãezinha.