sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanço 2010

BALANÇO DE FINAL DE ANO.

Chegando ao final do ano. E está será a 50ª (qüinquagésima postagem do ano) e trago, hoje, um balanço nos mesmos moldes do que foi feito em 20 de junho de 2010. Aliás o texto é o mesmo. Fiz apenas uma atualização nos números e dados. No entanto, as informações não são referentes ao ano inteiro. Eles apenas cobrem o período de 20 de maio até 30 de dezembro de 2010, que é o tempo que a ferramenta Google Analytics faz o monitoramento.


No mais agradeço a todos os visitantes e colaboradores desejando para todos:
UM FELIZ 2011.


Amigos de Delmiro Gouveia em Números

O nosso blog cada vez mais tem menos comentários. Naturalmente que qualquer blog se “alimenta” disto. Já falamos aqui: o que os leitores escrevem é que é a verdadeira essência e razão da existência deste espaço.

Manter um site monotemático por mais de cinco anos, acho que seja um feito. E assim vamos caminhando.

Desde 20 de maio de 2010 que resolvi instalar a ferramenta Google Analytcs para acompanhar as visitas. E para minha surpresa constatei que apesar do baixo número de comentários temos um número razoável de pessoas que chegam até aqui.

Eis um resumo do período avaliado. Em seguida dei um print nas telas e colei aqui como imagens. Para melhor visualização basta clicar em cima das mesmas.


Total de Visitantes no período de 20 de maio até 30 de dezembro 2010:

12712 com uma média diária de 56,50 visitas.


Total de Países de onde partiram as pesquisas: 46
Entre eles: Brasil, Portugal, Estados Unidos, Irlanda, França, Argentina, Porto Rico, Rússia, Colômbia, Itália, República Tcheca, Espanha, Arábia Saudita, Burkina Fasso, Canadá, Bolívia Holanda, Senegal, Turquia, Romênia, Gana, Lituânia,Dinamarca, Eslovênia,Nicarágua, Austrália, Costa do Ouro,Bélgica, Peru, Noruega, Geórgia, Indonésia...

Visitas do Brasil:

partindo de 228 cidades diferentes.

Na cópia da tela que disponibilizo aparece as primeiras em número de visitas. No mapa é possível uma rápida visão de onde partiram.

Palavras Chave empregadas na busca:
4019

Este dado indica as formas que as pessoas digitam nos mecanismos de busca para chegar até o blog. Este dado posteriormente dará uma postagem. Tem algumas formas bastante curiosas, por não dizer engraçadas ou esdrúxulas mesmo.

Minhas conclusões: Obviamente sei que muitos dos visitantes caíram no blog por engano. Estavam procurando outras coisas pela net e chegaram até aqui. Isto é o que aparece nos dados como taxa de rejeição ou visitante único. Ou seja: caiu aqui e viu que não era o que procurava e foi embora.

No entanto, temos uma taxa de 34,35% de visitantes que retornam ao blog. E isto é taxa de fidelidade. Ou seja: Sempre estão lendo algo por aqui. Este dado é o que importa. A visita de outros países nos envaidece. Apesar de que não sei sinceramente qual o interesse de alguém que esteja na Rússia ou na República Tcheca tenha na nossa Macondo Sertaneja.

Pela taxa de retorno também acho que posso concluir que tem muita gente que gosta do que espia por aqui, mas que se resguarda o direito de não comentar. Eu particularmente prefiro que comentem. E que, sobretudo colaborem enviando suas lembranças delmirenses.

É um clichê o que vou dizer. Mas enfim escrever por aqui é uma JANELA PARA O MUNDO.

Agora é com vocês.










segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Os carnavais de clubes na cidade de Delmiro Gouveia(anos 1980)

Sempre repito: acho legal isto em nosso blog. Um comenta daqui. Outro dali. E de repente chega uma contribuição para enriquecer ainda mais a postagem. E eis que o Eduardo Menezes nos envia uma outra imagem feita no mesmo dia e local(Clube Palmeirão) mas com novas figuras macondianas. Quem seriam elas? Ele já identificou algumas quando em fevereiro/2010, falamos sobre a lendária "Turma da Fubia" Mas agora é com vocês a brincadeira.

Clube Palmeirão: Turma da Fubia no carnaval de 1981. Quem são as figuras? Clique em cima e dê aquela ampliada básica que facilitará um pouco suas memórias delmirenses.

A postagem de hoje é mais uma contribuição do nosso colaborador Luiz Reginaldo. Texto e imagens tudo é por sua conta. E ele nos traz algo que eu particularmente curto bastante: fotografias onde aparecem diversas pessoas. Pois nestas sempre é possível brincarmos um pouco de tentar identificar todas as pessoas. Será que conseguiremos?

Vamos ao que interessa.


Abaixo transcrevo na íntegra email recebido.


Os carnavais de clubes na cidade de Delmiro Gouveia- Festas tradicionais resistem ao tempo nos idos anos 1980.

Clube Palmeirão
Clube Vicente de Menezes
Clube Vicente de Menezes
Palmeirão



César, boa noite de domingo!


Trago hoje texto e imagens resgatadas nos álbuns da família para possível publicação.

Desde já, muito grato.

Os carnavais de clubes na cidade de Delmiro Gouveia- Festas tradicionais resistem ao tempo nos idos anos 1980.

Os bailes tradicionais de carnaval, geralmente realizados em clubes frequentados por famílias, estão deixando de existir. Hoje, poucos ainda são realizados em Delmiro. Alguns dos mais antigos clubes da cidade como o Clube Vicente e o Clube Palmeirão deixaram de existir ou de ser freqüentados no período momesco.
Atualmente, o carnaval de rua, embalado pela música baiana, frevo pernambucano e outros sons vem tomando espaço na preferência dos foliões principalmente dos mais jovens. Mesmo com esse cenário desfavorável, os amantes dos “bailes de salão” acreditam na força da cultura para a continuação da festa.

Não sei definir com exatidão o tempo de existência de ambos os clubes, o Vicente ou Vicentão como também é conhecido, que fica na rua treze de maio, bem no centro da cidade, junto com o Palmeirão um pouco mais afastado do centro, sempre tiveram os bailes mais tradicionais de carnaval da cidade.

No inicio dos anos 1980, para dar continuidade à tradição, a direção de ambos os clube se uniram em prol de um ideal e organizaram festas para os quatro dias, ficando dois dias para cada um. Para dar oportunidade às crianças de participar da brincadeira, foram realizados também os vesperais.

Ressalto aqui a importância dos bailes nos clubes na época, já que faziam parte da história do carnaval delmirense e, portanto, não entendo como em anos seguintes pôde acabar. Houve histórias de casais que se casaram e construíram famílias depois de se conhecer dentro do salão tanto em um clube como no outro.

Esperando contribuir com este material, tanto escrito como iconográfico (encontrado nos álbuns de fotografias da minha família, o que constituiu pra mim em relíquias em vê-las postadas por aqui) mostrando a festa popular carnavalesca vivida pela sociedade delmirense da época onde mostra foliões em momentos impares de prazer e diversão.

E já que estamos vamos assim dizer a poucos dias do carnaval de 2011, nada melhor do saborear estas imagens de tão animada folia da sociedade delmirense na época. Esperamos quem sabe alguém decifrar as pessoas que aparecem nas fotos.

Abraços.

Luiz Reginaldo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Times Delmirenses nos anos 70: Unique

Resgatamos mais um texto dos antigos blogs. E damos uma repaginada. Além dos comentários que tinham sido feitos então e “sumidos”, trazemos também fotografias recentes de dois dos personagens que aparecem na foto mais antiga.

Vamos ao que interessa.

TIMES DELMIRENSES ANOS 70: UNIQUE.
Postado originalmente em 11/dezembro/2007.

Hoje temos mais uma colaboração do Genilson Oliveira. Ele nos traz uma fotografia do Unique. Este time era conhecido como time da Camisaria. Unique era uma das marcas então utilizadas nos produtos feitos pela Divisão de Confecções da Cia Agro Fabril Mercantil(atual Fábrica da Pedra). Testando a minha memória: creio que a cor das camisas era amarela num tom um pouco mais escuro que as da Seleção Brasileira.

Vamos agora ao email recebido. E depois tentaremos identificar cada um destes craques. E melhor ainda: será que teremos notícias atualizadas de alguns deles?

Prezado César,

Finalmente encontrei a tal fotografia, que lhe prometi já há algum tempo. Ela nos traz belas recordações dos bons tempos do futebol Delmirense. Equipe Juvenil do Unique Futebol Clube.

Este time foi campeão, não sei precisar o ano (74/75/76), após uma verdadeira batalha campal, enfrentando o Palmeirinha. Na foto, amigos, que há tempos não os vejo. Vicente é o único que mesmo com longos intervalos mantenho contato. João Batista em 2006 mandou um e-mail para mim (respondi prontamente) depois sumiu. O Dorgival como é do seu conhecimento, faleceu prematuramente.

Agora é com vocês.

Um abraço,

Genilson


Unique: anos 70.
Reecontrando o Gilmar Vieira em janeiro de 2010. É o número 6 na foto do Unique.
Com o Valmir Bezerra(número 5 na foto do Unique) em janeiro de 2010.


Abaixo temos os comentários feitos pelos leitores na postagem original. Na medida do possível conseguimos identificar quase todos autores.

Só reconheço o nº 1. É o meu velho amigo Assis, filho de Zé Craibeiro, irmão de Givaldo, Maria Arlete, etc. Fizemos diversas serenatas juntos na Castelo Branco. Bons tempos. Sempre que vou a DG o encontro na Rua da Travessa. Está sempre por lá.
Paulo da Cruz

12-12-2007 09:36:57 Por longos minutos tentei identificar na fotografia alguns nomes más, que nada: uma lembrança mais forte me veio apenas aos Nºs 02 (irmão de João Tubiba , meu colega de GVM) e o Nº 03 (o conhecí por " Lôbo" ele era " cortador" no setor de Calças da fábrica lá pelos idos de 1976. bom colega e me ensinou a manusear uma daquelas máquinas que cortava centenas de calças de uma só vez após o tecido ser enfestado)
Danubio| Oliveira

12-12-2007 13:43:03 Amigos: O no.1 é o Assis, o 2 eu não lembro o nome, o 3 é o Lobo (goleiro, acho que morava na rua dos Correios),o 4 é o Afonso, o 5 é o Walmir (irmão do Mazo, já falecido, filhos de Waldemar), os 6, 7 e 8 não lembro, o 9 parece ser o Carlinhos (de Seu Joãozinho de Maroca), o 10 é, claro, Genilson (irmão de Bráulio, filhos de Seu Virgílio dos Correios) o 11 é irmão mais novo do Mazinho (esqueci o nome, morava n Vila) e o 12 não morreu não...rs rs..é o João Batista da família dos Queiroz.
Eraldo

12-12-2007 22:37:28 Pô! o cara tá vivo?? Que mico heim?
Ricardo Menezes

12-12-2007 23:00:19 O 2-Gil, 4-Dogival, falecido, acho que morreu afogado, o 7- Vicente, 8- Zeca, morava na 13 de maio e veio para São Paulo faz muito tempo, 11-Robério (Berinho),irmão de Renato Moreno.
“Não identificado”

3-12-2007 13:56:16 O 9 ainda não foi identificado taxativamente. O Eraldo acha que seja o Carlinhos de Joãozinho de Maroca. Alguém ratifica?
César

13-12-2007 15:37:30 Paulo está corretissimo. o nº 9 é o Carlinhos de João de Maroca, irmão de nosso colaborador Florisval.
Genilson

13-12-2007 18:12:23 Salvo engano Carlinhos namorou com Claudia Camilo e que foi colega nossa do GVM.
César

13-12-2007 18:32:41 O Dorgival morreu afogado no Rio São Francisco. Isso foi em 1975 ou 1976. Ele foi meu colega de classe no GVM. Lá se vão mais de trinta anos da morte dele.
“Não identificado"

13-12-2007 18:36:22 Eu estava em dúvida se o número 4 era o Dogival. O Ronaldo me ajudou a reconhecê-lo.
“Não identificado"

14-12-2007 10:29:41 Lembrei de algo: o 11 Berinho namorou com a Lu que morava ali perto da casa do seu Antonio do Curtume(pai de Dêda e Nino)
César

14-12-2007 21:26:24 César, Carlinhos não só namorou a Cláudia( minha prima madrinha), são casados e tem três filhos e residem aki na capital das alagoas. Abraços primão e bom natal e ótimo ano prá todos .
Fábio Marques

26-12-2007 01:53:03 Companheiros, apesar de ser mais novo, me deleitei com esta foto, figuras importantes na nossa infancia. Cesar, vou começar a mandar minhas colaborações, como prometido e nunca cimprido.
Marcelino Brito

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Lual Cultural da UFAL em Delmiro Gouveia.(divulgação)

Estamos reproduzindo na íntegra email enviado pelo Klebson Birusco. É bom saber que temos novos visitantes, e que nos procure para divulgar seus trabalhos. Qualquer outra pessoa querendo fazer o mesmo estamos sempre à disposição.

E agora vamos ao que interessa: Lual Cultural da UFAL em Delmiro Gouveia.



Olá amigos, bom dia!


Conhecedor da importante luta que vocês desempenham resgatando a ilustre história de Delmiro, homem, obra, cidade e seu povo, gostaria da ajuda de vocês para divulgar entre os contatos da comunidade delmirense este evento que tem o mesmo propósito.

Sou pauloafonsino, estudante de Eng. Civil da UFAL, em Delmiro e, desde já, CONVOCO Vossas Senhorias a se fazerem presentes neste evento histórico.

Em anexo, seguem as informações do evento e neste canal - www.lualcultural.blogspot.com - o conteúdo pedagógico.


Gean Ramos no Lual Cultural da UFAL em Delmiro Gouveia


Depois do sucesso em Festivais Culturais pelo Brasil, o cantor, compositor e violonista Gean Ramos apresenta nesta sexta, dia 10/12 às 18h no Lual Cultural, Clube Vicente em Delmiro Gouveia-AL, o espetáculo musical “A voz da diversidade - um olhar sobre o sertão”.

Com um show 100% autoral e um timbre de voz privilegiado ele une com personalidade, agudo, médio e grave tornando-o um artista completo que toca, compõe e interpreta.

Traz em suas influências um gosto refinado pela boa música brasileira. Tem como estilo musical a MCB - Música Criativa Brasileira originado pela música popular, a bossa, o samba, o chorinho, o maracatu, a ciranda, o côco, o rock, o baião... passeando também pelas baladas pop-românticas que descrevem a rotina dos sentimentos. Com o álbum Por um Segundo, na bagagem, seu repertório ainda bebe das tradições indígenas da cultura Pankaruru, sendo o pioneiro a explorar e traduzi-la e, uma das vozes de expressão cultural do seu povo.

Ramos iniciou sua carreira como músico profissional em 1998, desde então costuma abrir shows de grandes expoentes da música nacional, como Ana Carolina, Leila Pinheiro, Jorge Ben Jor, Zeca Baleiro, Nação Zumbi, Chico César, Seu Jorge, entre outros.


Maiores informações

www.lualcultural.blogspot.com



quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Bado: Um Ícone do futebol Delmirense

A postagem de hoje foge um pouco aos padrões do blog. Mas quais padrões? Nunca houve nenhum. E, além disto, é bastante extensa. Mas explico:

Habitualmente procuramos não “copiar material”. Entendemos que é preferível que o leitor busque suas fontes de informações. No entanto, a matéria que copiamos na íntegra, mas damos os devidos créditos e links, tem completa relação com outras já postadas em nossos blogs. Trata-se de matéria publicada em 30/10/2010 no site: www.maisnoticias.net.br e feita pelo radialista/jornalista Tadeu Gobeu. O texto do Tadeu nos traz notícias atualizadas sobre um ícone do futebol delmirense: Bado.

Então postamos em primeiro plano o trabalho do Tadeu e logo em seguida faço pequenos excertos com textos e imagens já postadas em nosso blog, e onde o famoso jogador Bado e outros personagens são citados.

Portanto, peço paciência aos leitores(raros) que acompanhem os textos e seus detalhes até o fim. Pode ter certeza que vale à pena, mais este resgate da história de uma figura mitológica do imaginário coletivo da nossa “Macondo Sertaneja”.

Bado: uma referência no Futebol delmirense
Matéria de Tadeu Gobeu em 30/10/2010 e publicada no site:
http://www.maisnoticias.net.br/noticia.php?id=3094&cat=1&sub=9

José Ednaldo Simão recebe em sua casa o repórter Tadeu Gobeu e conta como foi sua carreira no futebol alagoano. No início, com apenas 18 anos de idade, Bado como é carinhosamente chamado por todos, contou para nossa reportagem, que foi muito difícil e que foi levado por Dr. Valter Veloso que na época -1965 - era Juiz da Comarca de Delmiro Gouveia, para o time do Capelense, em Alagoas onde jogou durante um ano. No começo, seu pai não queria que o filho fosse jogar fora da sua cidade, foi aí que entrou o Juiz Valter Veloso que conversou e convenceu o pai a liberar Bado para que o mesmo fosse jogar no time do Capelense. Depois passou por vários times como: Penedense, Santa Cruz – PE, ASA de Arapiraca, Confiança em Sergipe, entre outros grandes clubes brasileiros.
Para Bado, o que ele ganhou durante sua carreira foi gasto na sua diversão, na vaidade, no seu lazer e diz que não se arrependeu, às vezes, conta Bado, que chegava nas boates e mandava fechar as portas e pagava todas as contas. Mas lembra com muita saudade do apoio e do carinho que sempre recebe das pessoas que o cumprimentam nas ruas e nas cidades que jogou e complementa falando que gozou a vida. "Sou um cara muito feliz e só deixei amigos por onde passei, algumas pessoas até me pedem autógrafos, o que me deixa mais feliz ainda. Gozei a vida, eu fiz o que gostava," completa Bado com um sorriso. Aos 62 anos, aposentado por tempo de serviço e não pelo futebol, o jogador que era uma espécie de galã da época ainda bate uma bolinha aos finais de semana e se diverte criando passarinhos e batendo papo com amigos. Quanto as "matadas de peito" sua marca oficial, Bado afirma que isso é um dom dado por Deus. Perguntado sobre sua definição como jogador, Bado humildemente responde dizendo que da sua geração o jogador destaque foi Zezito Cavanhaque.
Insistimos perguntando se ele se considerava um dos maiores jogadores de Delmiro Gouveia, para nossa surpresa, Bado responde sabiamente: Quem viu é quem pode falar. Quem viu, viu! Quem não viu não vê mais. Tomamos a liberdade e num papo franco ainda perguntamos ao ídolo delmirense: o gol que uma suposta amante daquela época defendeu por sua causa no campo do palmeirinha, o que isso significou para você? Novamente Bado se esquiva e diz que à época nem estava em Delmiro Gouveia e o ato daquela pessoa a quem ele tinha muita amizade, foi apenas porque ela torcia pelo time que ele jogava, nada mais que isso. Afirmou.
No final da entrevista, Bado agradeceu a iniciativa do Jornal Correio Regional por resgatar a História daqueles que fazem e fizeram por Delmiro Gouveia.


Abaixo excertos do que já foi falado do Bado em nosso blog.

Em 2005 em texto poético de Edmo Cavalcante, o Bado era citado. E logo em seguida eu trazia algumas explicações aos personagens que apareciam no texto.

BARBOSA X PALMEIRINHA
Texto de Edmo Cavalcante e postado originalmente em 16/06/2005

Hoje tem futebol no campo do Agro
É Barbosa e Palmeirinha que vão jogar
Hoje vai muita gente lá para torcer
Virgílio Gonçalves já anuncio no PRPC
Hoje é domingo e tem Barbosa e Palmeirinha pra variar
Dr.Luiz já está pra lá e pra cá com bandeira do Barbosa no carro
Seu Virgílio dos Correios já falou que de qualquer jeito vai ver o seu
Palmeirinha ganhar

Sacol com certeza hoje vai apostar
Bico Fino, Bado, Tonho de Eusébio, João Carlos e Gilmar
Os eternos craques vão fazer suas jogadas e o público vai aplaudir
Ouvi dizer que Adelmo vai apitar
Pelo jeito hoje o campo fica lotado
Capaz até de D.Percília invadir o gramado
Tem Barbosa e Palmeirinha hoje
Em todo sertão o clássico mais respeitado.

Texto de César Tavares

Breves explicações sobre alguns personagens dos texto. Quem se interessar pela postagem na íntegra é só pesquisar no primeiro blog da série Amigos de Delmiro;

Bado: Grande jogador. Tornou-se profissional já com idade adiantada. Jogou pelo ASA(Arapiraca),tinha a fama de ser um sujeito beneficiado pela natureza: Ou seja o cara era bem avantajado.(NB: esta informação nunca tive o menor interesse em comprovar.(risos). Aqui é apenas o registro histórico de um boato daqueles tempos. Ele foi o primeiro jogador delmirense a ser posteriormente contratado por um time profissional.

D.Percília: Era a dona do puteiro mais famoso da cidade. E vez por outra em momentos de comemoração de algum gol, ela adentrava em campo para abraçar os jogadores. Notadamente o maior craque: Bado.


Passeio sentimental pelas ruas delmirenses.(1)

Texto postado em 02 de fevereiro de 2010. Neste texto apresentava algumas fotos das ruas delmirenses. E aí fiz esta foto e legenda.

Rua dos Correios: numa destas casas morava os famosos jogadores de futebol: Gilmar de Neneco e seu tio Bado.

Apesar de que em várias postagens do nosso blog falamos e postamos vez por outra textos e imagens do futebol delmirense do passado, não há (ainda) nenhuma foto de time onde esteja o Bado. No entanto, pesquisando na net acho no blog do Marcos Rodrigues (de Arapiraca) uma imagem do time do ASA em 1973, num dia em que o Garrinha jogou por lá. E nela temos o nosso homenageado.

Blog Jornal do Ócio do Marcos “Tchôla” Rodrigues
http://jornaldoocio.blogspot.com/2009/01/garrincha-com-camisa-do-asa.html


Em pé: Lula(massagista), Júlio Silva, Clóvis, Géo, Tião, Zito,Lula e Veludo. Agachados: Santos, Garrinha, Bado, Laranjeira, Canhoto e Bió;


Em 07 de outubro de 2005, com texto e imagens enviadas pelo Bráulio Oliveira, falávamos além do Gilmar de Neneco(sobrinho do Bado) era lembrado outro craque do passado delmirense: Zezito (que na matéria do Tadeu Gobeu é citado pelo Bado)


CRAQUES DO PASSADO DELMIRENSE (ANOS 60 E 70)

Em 02 maio de 2005 o texto era sobre o Gilmar de Neneco, mas o nome do Bado também era lembrado.

FUNDO DO BAÚ

Gilmar de Neneco. Este era considerado na época o melhor jogador de futebol de campo da cidade. Era de uma família de futebolistas. A coisa era genética. Seu pai, a quem não vi jogar, diziam que era um craque. O seu tio Bado chegou a jogar profissionalmente. A grande polêmica na cidade é quem era melhor se Gilmar ou Nego Fia. Ambos craques. Mas com estilos diferentes. O Gilmar era aquele jogador gaiato. Dribles rápidos e depois não se agüentava, ria um bocado do que fazia. Não sei por onde anda atualmente ou o que faz. Seria interessante alguém que o conhecesse resgatar sua história por aqui.


E aí você lembrava de todos estes craques? O Gilmar de Neneco vi atuando. O cara era brilhante. Seus dribles eram algo impressionante. Legal também ver o Zezito ainda garotão.(anos 60) ainda o vi jogar nos 70. Lançamentos precisos e de longa distância. E o Penteado(de quem o Braulio não citou o nome) seus chutes assustavam qualquer goleiro.

)?, Bode, Ronaldo Priquitinho, Mauro,?, Renato Guedes, Funcionário da Telasa 1, Funcionário da Telasa 2, ?, Seu Virgílio, Nelson Liberato, Juiz(esse eu não me perdôo por esquecer o nome!) Ninha, ?, ?, Gilmar de Neneco, ?(lembro dele, mas não lembro o nome).

O Gilmar de Neneco é sobrinho do Bado

Seu Virgílio, Antonio Feitosa, Chicão(irmão de Ailton de dona Mazé), ?,goleiro(?), Murilo de João Liberato, Tito(tio de Edinho, que morava próximo a seu avô), ?, Eurico, Gilmar de Neneco(criança), Birino, Zominho, Neneco, Zezito, ?(suponho que era o pai de Edinho?), Nivinha.


E por fim em 05 de outubro de 2005, o nosso blog trazia um recorte de jornal “Correio Delmirense-edição de 27 de outubro de 1963) e que foi enviada pela Bia Menezes/RJ(sobrinha do Antonio Carlos-dono da Agro Fabril),l onde há o relato de uma partida de futebol e que aparece o nome do Bado.

Clique sobre a imagem para melhor visualização.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Praça do Derby-Recife

Imagens feitas hoje (30/11/2010) de uma das paradas de ônibus da Praça do Derby em Recife. As fotos não estão de boa qualidade porque quando cliquei estava dentro de um coletivo em movimento.

Para melhor visualização basta clicar em cima das fotos.

Agora é com vocês.


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mudanças na Paisagem Urbana Delmirense

Enquanto não chega material novo vamos postando imagens que mostram algumas mudanças na paisagem urbana delmirense.

E assim trazemos hoje um trecho bastante conhecido: O entorno do inicio da Rua do ABC, onde numa das esquinas ficava a famosa sorveteria do Seu Conde e na esquina em frente era a casa do Dr. Ulisses Luna.

O padrão de comparação vai desde uma foto de desfile de setembro nos anos 70 até janeiro de 2010.

O registro das lembranças agora é com vocês e lembramos que para melhor visualização basta clicar em cima das fotos.



Anos 70: muro da casa de Dr. Ulisses e Sorveteria de Seu Conde na outra esquina.
Anos 80: Inicio da rua do ABC
Anos 90: Inicio da Rua do ABC
Janeiro de 2010: inicio da Rua do ABC
Janeiro de 2010: Uma galeria de Lojas onde o quintal da casa do Dr. Ulisses.
Janeiro de 2010: Loja onde era antiga sorveteria de Seu Conde.
Janeiro de 2010: Mesma vista tomada de frente do prédio da prefeitura.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Grandes Figuras "Delmirenses": Dr.Watson Gusmão

Mais uma vez resgato um texto postado no primeiro blog da série Amigos de Delmiro Gouveia. O texto fala do Dr. Watson Gusmão(diretor do Ginásio Vicente de Menezes nos anos 70/80) e foi postado originalmente em 16 de novembro de 2006.

Sendo que agora dou uma customizada.Trago um comentário feito por sua filha Paty Gusmão Adur(que reside nos EUA) e só viu a postagem quatro anos depois.

Também pincei todos os comentários feitos pelos leitores de então e onde era citado o nome do homenageado.

Relembro que os comentários “sumiram” da visão de quem visita os antigos sites. No entanto, os mesmos ficam no gerenciador do sistema ao qual eu tenho acesso. O único problema é que não fica o nome de quem o fez.

Sei que o texto final ficou bastante extenso. Mas para um “delmirense fanático” acho que vale à pena encarar o desafio até o fim. E, talvez, sejainteressante quem comentou na época tentar identificar o seu texto ou dos amigos que o fizeram. E aí, aproveita a ocasião, e faz algum adendo ou até mesmo um novo comentário. Afinal, a figura do Dr. Watson, deve ser ainda lembrada por muitos macondianos.

Dadas as devidas explicações vamos ao que interessa.


DR. WATSON: DIRETOR DO GVM.
Texto de César Tavares e originalmente postado em 16/novembro/2006


A cidade de Delmiro Gouveia, também teve o seu Dr. Watson. Não era o amigo inseparável do personagem de história de detetives Sherlock Holmes e sim o Diretor do Ginásio Vicente de Menezes. Era o famoso Watson Clementino de Gusmão e Silva.

Dr. Watson além de diretor do GVM também exercia o oficio de cirurgião-dentista. Um dos poucos então na cidade. E gostava de jogar uma bolinha. Lembro-me de um gol de falta que ele fez numa certa tarde batendo uma pelada com o pessoal do Palmeirinha.

No GVM tínhamos um medo terrível dele. Ir na parar na diretoria por ter aprontado alguma trela nas dependências da escola poderia implicar em suspensão. E aviso de suspensão para alguns alunos poderia implicar em levar alguns cascudos ao chegar em casa com o famigerado aviso. Mas ele apenas cumpria o seu papel. Era enérgico quando cabia. Mas tudo dentro da cordialidade.

E fazendo uma analogia com aquela antiga propaganda da Valiseré "que o primeiro sutiã ninguém esquece" Então da primeira suspensão ninguém esquece também. E das duas que levei no GVM a primeira foi dada por ele. Mas nada que eu não merecesse. Mas aí é outra história.


Dr. Watson faleceu no início dos anos 80.(não lembro o ano). Parece-me que foi de acidente de automóvel. E ele ainda era bastante jovem. Talvez nem tivesse ainda chegado aos 40. E talvez seja uma das poucas pessoas que conheci em vida que virou nome de prédio público. Nada mais justo que homenagear alguém que participou da formação dos jovens delmirenses dando o seu nome a uma escola.

E aí você conheceu o Watson? Você também era um dos que em surdina e com ele por longe o chamava de Capacete? Sabe a origem deste carinhoso apelido? Enfim registre suas lembranças.

Turma de 1977(minha turma). Dr. Watson e sua esposa Marli (em pé no lado direito)
Dr. Watson com os concluintes da turma de 1976 do GVM.
Comentário feito no blog anterior.

Fiquei super feliz de ver este texto q vc escreveu sobre meu pai...sou a Patricia a filha mais velha dele, so corrigindo meu pai morreu com 34 anos em 1982( lamentavel)... Eu, minha mãe( Marly, q esta na foto sentanda de preto ) e Gustavo meu irmão agradecemos a tão bela homenagem... Tenho algumas lembranças de Delmiro( onde vivi a minha maravilhosa infância) uma dia quando voltar ao Brasil pretendo ir visitar a cidade, pois atualmente moro fora do Brasil(USA) Um grande abraço Patricia Gusmao Adur

Paty Gusmao Adur 17-05-2010 21:13:32



Comentários feitos no blog anterior e resgatados do gerenciador do programa.
Obs: Não há identificação da pessoa.

Na foto tb aparecem além do Watson e da Márcia(filha da prof. D.Lacir) o sargento Alceu(então delegado e prof. de Ed.Física. não tenho certeza se a senhora que está ao lado é a Valdinha(secretária do GVM), prof. Marly(esposa do Watson) e D.Delma(prof. de Português e que morava ali na Freitas Cavalcante). Dentro dos mesmos moldes dos comentários anteriores em outros posts poderá haver algum comentário sobre tais pessoas.
18-11-2006 17:11:32

Cesar, Justa homenagem. Watson foi o único diretor durante os 4 anos que estudei no GVM. Nos primeiros anos ele também ensinou matemática. Pessoa afável fora do ginário, lá ele era realmente muito rigoroso e contava a preciosa ajuda de Seu Monteiro. Também sofri muito na sua cadeira de dentista, porque ele exerceu a profissão numa época em que o dentista se preocupava muito pouco com o sofrimento dos pacientes.
18-11-2006 11:57:36

Conheci muito pouco, tb, o Prof. Watson. Quando ele lá chegou, eu já estudava fora. Mas, meu irmão Absalão, Garoto, Carequinha, Januario e outros dessa faixa etária, deram muito trabalho a ele e ao Seu Monteiro, no GVM. Fala Garoto!!!!
1-11-2006 17:11:23

Conheci muito pouco, tb, o prof. Watson. Mas, meu irmão Absalão, Garoto, Careca, Januario e outros dessa faixa etária, deram muito trabalho a ele e Seu Monteiro no GVM.
21-11-2006 17:08:21

Conheci o Watson muito superficialmente. Acho que fui apresentado a ele e só. Acredito que ele foi para DG convidado por José Bandeira, para assumir a direção do GVM e cuidar da saúde bucal do delmirenses. Bandeira tinha sido eleito deputado estadual e precisava passar algumas atividades, exercidas por ele, para outra pessoa. Acho que isso deve ter ocorrido em 1971. Lembro desse fato porque Bandeira nesse ano entrou, por equivalência, no curso de administração, que funcionava à noite, onde foi meu colega de turma. Acho que devido a seus outros afazeres em pouco tempo abandonou o curso.
20-11-2006 12:32:08

Olá César, sobre a morte do Dr. Watson eu tenho certeza que ocorreu em 1982, não me lembro o mês...rss...é que uma vizinha nossa entrou lá em casa, esbaforida dizendo: "vocês não souberam? O Dr. Watson morreu agorinha de acidente de carro, me parece vindo de Piranhas...",causando grande impacto lá em casa, acho que era um dia de sábado, à noite. Estudei com Márcia, filha de D. laci, aliás, não sei do paredeiro de nenhuma das duas...D. Laci ainda é viva? Mora em DG?O Sgto. Alceu foi professor de Ed. Física lá pelos anos de 79,80...nos fazia correr até perto dos Morros(Rumo a Maria Bode0, muito neguinho se escodia pelo caminhos em arbustos......KKKKK....nas proximidades do Bom Sossego ou até mesmo antes, no famoso "H" (assim chamadas as colunas de concreto com a placa de inauguração do asfalto, que aliás eu assisti no dia com as filmagens da "Caetés Filmes" de Maceio- Aliás César- Eis aí outro assunto que pode ser espichado...rss...quem não se lembra da empresa que fazia as propaganda oficiais dos polít. de Al?
23-11-2006 00:37:52

Amigos, já depois de muito tempo, morando em Maceió, é que soube da origem do apelido "capacete" atribuído a Watson. Dizem que era por conta do estilo de trato no cabelo que os jovens da época cultuavam em homenagem aos ídolos Tim Maia e Toni Tornado. Watson retirou o seu ¿capacete¿ quando foi nomeado diretor do GVM e dentista substituto do então deputado José Bandeira (Dr. Rubens). Com relação à carequinha, esse era o apelido de Rosalvo Teotônio da Silva, irmão de Mané Totó. Esse, juntamente com Absalão, realmente foi os que deram mais trabalho a Watson Clementino Gusmão Silva, vulgo capacete, e que Deus o tenha.
22-11-2006 21:22:24


O Dr. Watson que tambem foi meu diretor no GVM de (77 a 80), faleceu de acidente automobilístico entre as cidades de Piranhas e O A casado já próximo de XINGÓ. Quanto ao asfalto de DG a M bode, foi inaugurado em 77 e construído pela TERRANA. Lembram-se dos proprietários e engenheiros da CIVELETRO descendo de para-quedas, principalmente nas tardes de domingo no campo do AGRO, o ano era o mesmo. ADAILTON
23-11-2006 20:03:17

Escola Watson Gusmão em Delmiro Gouveia

No link abaixo há um texto sobre a atual Escola Watson Gusmão e de onde retirei o quadro e as seguintes informações:

"ESTRUTURA E LOCALIZAÇÃO

A instituição pertence à Rede Pública Estadual e oferece aos alunos o ensino regular no Ensino Fundamental (4º ao 9º Ano) e Ensino Médio (1º ao 3º Ano). Dispõe de 16 salas de aula, sala de TV, biblioteca, laboratório de informática, laboratório de ciências e tecnologia, cantina, refeitório, auditório, sala de grêmio estudantil, área de pátio de recreação coberta, rampas para deficientes físicos e estacionamento.

Atualmente divide seu espaço com a Universidade Federal de Alagoas – Campus do Sertão, enquanto o prédio da mesma está sendo construído.

Retirado do Projeto Político Pedagógico e adaptado por Gedya Gomes de Sá".

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Circos em Delmiro Gouveia (postagem dupla)

>Resgatando dois textos postados nos blogs anteriores. Uma linha temática que conecta os dois. E assim poderemos novamente nos divertir um pouco comentando por aqui(já que nos blogs anteriores os comentários sumiram). Eu sou tanto descuidado. Nunca fiz back-up de tudo que foi postado por lá. No dia em que o provedor resolver apagar tudo por falta de visita, simplesmente perderei. Portanto peço um pouco de paciência e compreensão aos leitores/visitantes que quando trago um texto antigo para este espaço aqui é no intuito de não perdê-lo totalmente.

Mas vamos ao que interessa.

Prof. Joval Angélico Pereira. Dono do Circo Pavilhão Nacional. Prof. de Teatro no GVM. Pai da Hermância. Jovalzinho e Tairone(este roteirista de cinema nacional. Vide "O Homem da Capa Preta).
Esta fotografia foi copiada do site:
http://www.pindoramacircus.arq.br/circos/galeria/jovaleda.htm onde há uma bela matéria sobre a saga deste "delmirense" Para quem ainda não a leu recomendo clicar no link


Chegou o Circo
Texto de César Tavares e postado originalmente m 06 de dezembro de 2004


Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor.

Pipoca. Amendoim torrado. Carreguei a sua mãe num carrinho quebrado.

E o palhaço o que é? Ladrão de mulher.

Estes bordões eram cantados nas ruas delmirenses pelos palhaços dos circos mambembes que chegavam à cidade. E a criançada efusivamente seguia o palhaço repetindo-os. Assim era feita a propaganda anunciando a chegada de um novo circo.

Os circos eram armados, geralmente, ao lado da igreja velha. Ali na Vila Operária. Ou no local onde hoje está o prédio da prefeitura. Na época um terreno baldio.

Eles, os circos, não apareciam com tanta freqüência assim. Por isto, quando chegava algum, a expectativa era grande. Poucos tinham boa estrutura ou apresentavam grandes espetáculos. Um ou outro trazia animais. Entre os grandes circos lembro-me: do Thiany, do Circo Americano e do Williams Brothers.

No mais, o que aparecia, era apenas pequenos grupos de abnegados artistas populares em busca do pão-nosso de cada dia. Mas estes é que exerciam um fascínio especial. Havia uma maior identidade popular: O atirador de facas. O equilibrista. A rumbeira, os trapezistas e o mágico.

Todos se apresentavam após o mestre-de-cerimônias anunciar com grande pompa: Boooooooa nooooite !Senhores e senhoras. Respeitável público. Vocês verão agora o maior espetáculo da terra. Algo nunca mostrado. E começava o desfile das atrações. Variações em torno de mesmo tema. Quase sempre repetições de outros tantos espetáculos.

Marcou época o Circo de Colombinha. Passou meses na cidade. Não tinha cobertura. Apenas a lona lateral. Assim mesmo toda esburacada. Local para sentar somente na geral. Ou poleiro como chamávamos. Toda noite meia-dúzia de gatos pingados assistia ao simulacro de espetáculo. E o circo ia de mal a pior. Caía pelas tabelas.

E faltou grana para o Palhaço Colombinha desarmar o seu circo. E ele foi ficando. E tanto ficou que: num lance tragicômico ele seduziu uma moça.

Deus nos acuda! Valei-me Nossa Senhora! Um verdadeiro escândalo para moral ainda provinciana daqueles tempos. Um palhaço e uma donzela! Era Algo tão surrealista que talvez nem o Frederico Fellini (cineasta italiano de sucesso) conseguiria imaginar. E os comentários e especulações estavam presentes em cada conversa travada nas esquinas. Não sei como tudo acabou.

Houve uma época em que o Prof. Joval, um entusiasta da arte circense, trouxe um ânimo novo com o seu circo: Pavilhão Nacional. E apresentava entre outras coisas: peças teatrais no palco/picadeiro. Mas era meio incompreendido. E seu esforço não logrou um longo êxito. Bem ele fez à parte dele. Posteriormente no GVM ele dava aulas de teatro aos sábados. Eu curtia os seus ensinamentos. Ele era uma pessoa muito intelectualizada. E ali aprendi as primeiras noções da antiga arte grega.

Hoje quando em algum subúrbio recifense vejo algum pequeno circo, invariavelmente volta à tona a lembrança dos circos que vi na minha infância passada na cidade de Delmiro Gouveia.

E você lembra ainda de algum circo? Registre as suas lembranças por aqui.


Uma História de Amor: O Palhaço e a Donzela.

Circo Liliane (Para Tadeu Cavalcante)
Texto de Edmo Cavalante e postado originalmente em 30 de março de 2005



O Circo Liliane Chegou
Hoje tem espetáculo tem sim senhor!
Onde ele está armado?
No terreno da fábrica. Logo ali ao lado
O ingresso custa muito dinheiro?
Cavalheiro é três. Estudante e dama só paga dois cruzeiros

O Circo Liliane Chegou. Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!

Não é nem um luxo de circo. Nem um circo de primeira linha
Mas tem riso e bizarria
Tem o palhaço Colombinha.
Ele é:
Trapezista
Equilibrista
Ator
Mágico
Cantor. Imita vários artistas famosos: Nélson Gonçalves, Waldic e Nélson Ned
Ele é o DONO DO CIRCO.

Eu estou falando de COLOMBINHA SHOW!

A bonita Liliane (quem não se apaixonou?) alegra o respeitável público
Com a sua rumba autêntica e graciosa
A turma do poleiro assobia e grita entusiasmada
Ô bis. Menina danada
Já tem gente perguntando até quando o circo vai ficar
A molecada é que não se emenda e arranja sempre jeito de maiar

O Liliane chegou!
O poleiro não é muito seguro e a lona é surrada
Mas vai assistir mesmo na base do abafa
Não tem tigre. Nem leão. Nem girafa. Elefante também não.

O Liliane chegou!
Não é nenhum circo de primeira linha.

Mas para quê tanta exigência?






Um enorme POST SCRIPTUM
por César Tavares

O texto acima em forma de poesia é do nosso colega Edmo. Ele reside em Maceió e o enviou pelos correios. O Edmo é formado em Matemática e atua no ramo gráfico e afins. Conheço-o há mais de 30 anos. Estudamos juntos de 1974 até 1977, da quinta a oitava série no Ginásio Vicente de Menezes. Para as novas gerações de delmirenses ou os de memória curta aqui vão algumas referências dos familiares dele.

Ele é filho do Edvaldo do INPS. Sobrinho da Viúva (do bar da rua da Travessa) que por sua vez é mãe do Tadeu, da Graça e da Cida. Hoje onde era o famoso Bar da Viúva, funciona a Padaria e Lanchonete Padilha, gerenciada pela nossa amiga Graça Padilha. Aliás, quem quiser saborear o melhor sanduíche da cidade lá é o local. (E espero que com este merchandising aqui no blog eu ganhe como cachê ao menos um lanche).(risos)


O tema do circo já foi falado anteriormente aqui neste blog. Mas o Edmo de forma bem criativa trouxe alguns detalhes bem interessantes. Para quem não conheceu o Colombinha cabem alguns esclarecimentos:

O Palhaço Colombinha, além de ter sido um artista polivalente, chocou a conservadora sociedade delmirense, naqueles tempos, com a sua história de amor. Ele nada mais nada menos fugiu com uma moça que iria casar-se uma semana depois. Foi um escândalo. O palhaço e a donzela. Amor a primeira vista. Um verdadeiro frisson. Nitroglicerina pura. Era assunto para todas as rodas.

Mas tudo passa. Tudo se acalma. Tudo se dilui com o tempo. E não há resistência eterna Caem-se os preconceitos. A vida continua.

E eles tiveram uma filha a qual deram o nome de Patrícia. Passaram-se mais alguns anos. Patrícia ficou adulta e casou-se com o Tadeu Mafra (fundador do Bloco do Pompeu, e um dos sujeitos mais bem-humorado, gaiato, divertido e gente boa que conheço). E agora no último dia de 2004 nasceu o Pedro Mafra. Portanto neto do Colombinha.

Comentário geral em Delmiro Gouveia: êita que este menino vai ser fogo. Com uma linhagem desta: Filho de Tadeuzinho e neto de Colombinha.

E aí você ainda lembrava do Palhaço Colombinha? Você conhece alguma história de amor com um final feliz feita esta? Conte por aqui. Deixe o seu recado. Enfim faça como o Edmo envie uma história.