quarta-feira, 23 de julho de 2008

Delmiro Gouveia: Um pouco de História.

Email enviado por Paurílio Barbosa:

César,

Paramos? Ou estamos matutando, ainda analisando as últimas fotografias, os últimos comentários? Tudo neste blog gira em torno das coisas da nossa terra ou em torno do nome do coronel Delmiro Gouveia, sua vida, seus feitos, bravura, pioneirismo... Sempre estamos a repetir sobre a nossa história, percebe? De vez em quando, volta aos comentários um tema trazido há um ano ou há seis meses, por exemplo. E mesmo assim, pela empolgação ou por causa da paixão pela nossa história, recebemos novamente tais assuntos com exaltação, como se fosse novidade para nós. Relembrar a vida e a obra de Delmiro Gouveia nunca é demais. Sempre há o que dizer, o que comentar, o que acrescentar.
Uma das últimas fotografias que você colocou no blog é a do Quartel General da PM de Pernambuco, no mesmo local onde Delmiro construiu um mercado, inaugurado em 1899, às margens do rio Capibaribe. Estou mandando foto do antigo mercado do Derby e, a propósito, foto também da bela adolescente Carmela Eulina, porque ambas têm a ver com um mesmo episódio ocorrido com Delmiro, tudo num curto espaço de tempo. - Por causa de questões políticas, o mercado foi incendiado, Delmiro passou a ser perseguido, todas as portas lhe foram fechadas. Ele, já chegando aos quarenta, conquistou a jovem da fotografia, fato não aceito pelo pai dela, Desembargador Sigismundo Gonçalves, Governador de Pernambuco. E a saída foi raptar a garota que mal chegara aos dezoito anos, segundo o pesquisador Pernambucano de Mello, fugindo para Alagoas, começando aí, praticamente, a história da nossa terra.

Abraços

Paurílio Barbosa - Recife Pe

36 comentários:

Paulo da Cruz disse...

Rever fotos que remetem a história passada de DG é sempre gratificante. Estive na nossa Macondo e quase sucumbi aos enxames de mosquitos que atualmente atacam os delmirenses a partir das 18 horas. Consegui várias fotos, inclusive de um beco que dizem rivalizou com o das 7 facadas. A qualidade das fotos não ficou muito boa. A luminosidade estava muito ruim devido ao tempo chuvoso, mas creio que dará para vários textos e muitos comentários. Até breve.

Anônimo disse...

Amigos, realmente muito bom o texto e comentário do Paurílio, como, tb, as fotos. Pessoas dotadas do dom da escrita como Paurilio, Paulo da Cruz e/ou Eraldo Vilar, entre outros, bem que poderiam fazer uma mini-novela, contando em capítulos a vida do nosso Coronel Delmiro, pois muitos, naturais ou achegados 'a nossa Macondo Sertaneja, não conhecem sua história. Fica a sugestão.

Anônimo disse...

Abrahão, nem tanto assim. Calma lá. Aumentando-se as fotos, podemos ver os detalhes. Na foto do Quartel da PM, postada por César, comentei sobre o antigo mercado. Está aí, portanto, a construção original. O pesquisa-
dor Frederico Pernambucano de Mello, da Fundação Joaquim Nabuco (Recife) diz que a construção antiga passou por modificações em 1924, para servir como QG da PM de Pernambuco. Ainda, segundo o pesquisador, o Mercado Coelho Cintra era o primeiro estabelecimento comercial do Recife com energia elétrica, funcionava 24 horas. Na mesma área havia parque de diversão, restaurantes e um hotel (tenho um livro que traz fotografia do hotel e mais à frente posso enviar a César para que seja colocada no blog). Convenhamos, Delmiro viajava muito para a Europa e Estados Unidos. É possível que por lá tenha visto coisas fabulosas assim, trazendo a idéia para cá.

Anônimo disse...

A garota da fotografia foi a segunda esposa do nosso pioneiro e tiveram três filhos. Com a esposa anterior, Anunciada, Delmiro não teve filhos. Na época dessas fotografias, Delmiro estava no auge do sucesso, jovem e rico, entre os seus empreendimentos era incluída uma fábrica de açúcar refinado (a construção ainda está de pé, próxima ao shopping Tacaruna/Recife). Questões políticas e inveja miseravelmente se misturaram na vida de Delmiro e ele saiu de Pernambuco às pressas mas debaixo da asa carregava essa menina da foto. Nunca li nas biografias de Delmiro, como ele recuperou os seus bens deixados no Recife ou se tinha grandes dívidas que foram pagas com tais bens. O certo é que não foi tanto o azar do homem, perdendo tudo, porque em Alagoas, recebendo o apoio do coronel Ulisses Luna, comprou terras e enriqueceu de novo fazendo aquilo que ele mais sabia fazer: comercializar com peles. E mais à frente... está a fábrica da Pedra.

Luiz Orleans disse...

Por uma bela moça como essa, muitos corações se despedaçaram, intrigas tomaram corpo, economias foram à ruína. Cada um de nós, filhos e filhas dessa terra, carregamos a saga de várias gerações que desbravaram esse sertão, com muita coragem. Saibam, até o virgulino Ferreira, Lampião do Cangaço, se dobrou à maravilhosa epopéia que se deu nessas terras: a montagem da Fábrica de Fiação. Em um ambiente hostil, teve Delmiro Augusto da Cruz Gouveia a capacidade de perceber inúmeras possibilidades, seja o beneficiamento do couro (até de calango, cf. as más línguas), a introdução da palma forrageira (Opuntia f. indica), o cultivo do algodão mocó, potencial hidroelétrico da Cachoeira de Paulo Afonso, a capacidade de cada ser humano, mesmo perdido na ignorância, fruto da exploração das oligarquias às comunidades camponesas, se tornar em operário tomando em suas mãos, num impressionante processo de produção onde voga a distribuição social do trabalho, ainda taylorista, mas surpreendente para as condições desse teatro humano de cenário ambiental semi-árido. Outro elemento importante nisso tudo, o reconhecimento do papel do operariado, sendo toda a estrutura pensada para o seu acolhimento: feira aos sábados a partir das 12h (horário da saída do pessoal), teatro, cinema e rinck de patinação, sem contar as habitações para o pessoal laborioso. A propósito, todos nos apaixonamos algum dia, uns mais outros menos, poucos fogem com suas morenas e/ou galegas, quem acometeu desse capricho que tome a liberdade de se denunciar, a começar por mim.

Anônimo disse...

Trecho do livro Delmiro Gouveia de Airton de Farias(página 41) “O Mercado do Derby seria uma espécie de shopping center da época... Inaugurado em 1899, o monumento para se ter uma idéia possuía cerca de 400m2, 18 portões e 112 janelas, estando divido em muitas seções e 264 boxes, cada um com balcões mármore e dispostos em alas paralelas. Tinha ainda chafarizes, torneiras de água(uma novidade!), sistemas de esgoto cuidadosamente traçado e um velódromo para passeio de bicicleta.... carrosséis, barraquinhas e bandas de música animavam as noites do mercado, iluminadas pela primeira luz elétrica que Recife conheceu.

Ricardo Dreia Ramos de Menezes disse...

O Coronel Delmiro Gouveia, apesar de ter sido um grande empreendedor e visionário, não tinha jogo de cintura nas relações sociais e políticas (demonstrando possuir um baixo QI Emocional). O sujeito vivia se metendo em embrulhadas, constantemente arrumando as trouxas, às pressas, para, em seguida, se meter em outra confusão. Ele, certamente, já pressentia que um balaço, mais cedo ou mais tarde, o acertaria.

Anônimo disse...

Com essa tematica em curso, os amigos do blog estão com comentarios a nivel cientifico, o que não deixa de ser bem interessante. No contexto historico em que se passa o cotidiano de Delmiro Gouveia, nada melhor de que colocar as mentalidades da época ao saber das pessoas que acessam este espaço, que por sinal é de suma importância e muito legal também!!
Abraços a todos.

Ricardo Dreia Ramos de Menezes disse...

... e acertou mesmo. rs...

Paulo da Cruz disse...

A violência parece que se tornou coisa do quotidiano em DG. As estórias de roubo com espancamento, furtos e outras roubalheiras agora fazem parte das conversas de comadres da mesma forma como antigamente comentavam a altura das saias das filhas das vizinhas. A cidade explodiu e hoje é muito diferente da velha DG da minha infância e juventude (anos 60). Apesar das transformações continua com aquele ar delmirense que dá gosto respirar (apesar da poluição gerada pela fábrica). Ainda é possível encontrar velhos conhecidos, só que em locais diferentes. Em vez do bar de Maninho agora é no restaurante de Jacira.

Anônimo disse...

Pessoal, ainda estou estranhando essa nova página, mas vamos lá: Gostei da opinião do Ricardo, sabem que ainda não tinha pensando por esse ângulo? Por que raios o nosso pioneiro não pensanva antes de fazer trapalhadas? A tal de Carmela Eulina era bela, mas com o poerio dele, outras Carmelas iriam ointar,rss.

Anônimo disse...

êita que o André apareceu. A página ficou mais "clean" e por aqui até agora não teve os problemas que estavam tendo nos antigos endereços: sumiço de comentários e troca de fotos dos posts.

Luiz Orleans disse...

Falar da história de uma cidade como Delmiro Gouveia, tão peculiar em sua condição de campo-cidade, tendo o seu apogeu como produtora de algodão mocó e manufatura do mesmo nas idas décadas de 10 e 20, século 19, incentivando tal cultivar na região, gerando espectativas, é extremamente louvável. A vinda de Delmiro Gouveia para essa região do semi-árido alagoano se constituiu como elemento-chave da construção de uma identidade ainda não percebida pelo povo afeito apenas às lidas do campo e pouco afeito à manufatura. Esse homem, genial na sua capacidade empreendedora, deu início ao que somos.

Como um empreendimento não se compõe apenas por idéias, outrossim carece de material humano e bens de toda sorte, observemos, não pode ser entendido o homem Delmiro Gouveia apenas na sua grandeza objetiva (empreendimento), nos acerquemos também da sua subjetividade (o quê o impulsiona). Essas coisas tidas como desvario dele, hoje, podemos entender até como desapego pelo lado material, foco em fazer por que tem prazer, fazer para obter mais que dinheiro, ir aos limites buscando a satisfação universal, envovlendo os outros. Decerto que Delmiro era um capitalista nato, um homem nascido no final do século 19, motivado pelo ápice da revolução insdustrial, com a cabeça em Boston, Paris, Londres, etc. Então, coisas da natureza mais para dentro, do tipo alcova, devemos considerar como o ingrediente a maior da revolução delmirense. Eu, da minha parte vivi algo parecido como o "Rapto das Sabinas" de Delmiro Gouveia. Me envolvi com uma jovem de classe média-média, filha de Antenor F. de Albuquerque, contra-parente da dentista Maria Cleide Torres, à época casada com o promotor Washington Luís Damasceno, hoje desembargador e chefe do clã dos filhos de Da. Cacilda, de Piranhas, com influência na nossa região e nas eleições dos atuais e futuros responsáveis pela nossa Macondo sertaneja. Era um final de verão, uma sexta-feira 13, fevereiro de 1987. Os pais chegaram de uma noitada no Casarão, festejaram a noite quente e enluarada. Ao descobrirem que a jovem não estava dormindo em sua cama, percorreram toda a cidade a sua procura. Carla estava comigo, era esse o seu nome. Pequeno nome para uma mulhder grande de espírito e vontade que mais adiante vir a saber. Sua pequena mão branca e pálida, trêmula, apertava a minha, morena-parda, semítica e jeripankó, que a arrastava firme pelas ruas, becos e vielas, em busca de refúgio. Meu crime? Passar da hora com a filha de um Fernandes de Albuquerque. Castigo: vê-la ser espancada e não poder fazer nada. Antenor era seu pai, Carla era a filha. Quase levei um balaço por uma brincadeira de adolescente, quase presenciei um pai assassinar a sua filha, minha namorada. Como eu, vocês, Amigos de Delmiro, Virgulino Ferreira e tantos outros, somos parte da saga dele, continuando com as nossa. Uma história que merece ser contada e percebida. Não possui o corpo dessa bela jovem, mas ganhei seu coração para após isso perder para a liberdade da vida. Isso num lampejo revolucionário, como tudo assim sempre percebi, por ser um filho de um lugar chamado Pedra de Delmiro Gouveia. Abraço do delmirense, da Soterópolis.

Luiz Orleans disse...

ERRATA: ao postar no 1o. parágrafo (o texto merecia melhor formatação, ainda é uma questão de me acustumar com o novo Blog)onde lê-se "... uma identidade ainda não percebida pelo povo afeito apenas às lidas do campo e pouco afeito à manufatura. Substituir por: "as pessoas no seu desacúmulo sócio-cultural-produtivo, desaperceberam das relações de pertença. Esse homem, genial na sua capacidade empreendedora, deu início ao que somos".

Anônimo disse...

Uma bela e até então desconhecida história(para mim)a contada pelo Luiz Orleans.

Uma dica: caso o comentário seja grande o autor poderá antes digitar em formato "word" ou equivalente, fazer as devidas revisões e depois é só "colar" por aqui. Assim não corre o risco de postar e caso haja problemas no envio e só repetir a operação e não o texto completo.

Anônimo disse...

Pergunta para o Abrahão/Paulo/Eraldo entre outros. Na edição do Jornal do Comércio(Recife 28/07/2008) há um caderno especial sobre os 70 anos da morte de Lampião. E nela há entre outras uma pequena entrevista(ou breve citações) e uma fotografia de um senhor que mora em DG. Sr. Antonio Vieira onde o apresenta como soldado da volante que agiu em Angicos. Pergunto é o pai do Lindô? Vera e Ceci que moravam na Castelo Branco? O mesmo tinha um pequeno comércio no mercado público na frente voltada para o GVM. Ou é outra pessoa? Na reportagem diz que ele tem 97 anos de idade. Grato

Paulo da Cruz disse...

Eu conheci um Sr. Antonio Vieira que foi soldado e residiu na Castalo Branco, porém não sei precisar se é a mesma pessoa. Talvez Orleans, que residiu muito próximoa casa dele, possa trazer alguma luz e informar com precisão. Lembro que Dona Mocinha, irmã de Virgulino também residiu na mesma rua a umas 10 casas de distância da residência do Sr. Antônio Vieira.

Luiz Orleans disse...

Caríssimos, o Sr. Antonio Vieira, certamente é o pai do pessoal citado. De Dona Mocinha me lembro pouco, apenas um lampejo de memória; decerto era uma figura que pouco falava da sua família, sempre nos pareceu distante e arredia. Aproveito para convidar os amigos a acessarem o meu Blog http://luizorleans1984.blogspot.com/ onde poderão ler o texto do comentário em forma de artigo, com as revisões necessárias. Abraços.

Anônimo disse...

Luiz Orleans "linkei" o seu endereço. Assim os visitantes terão mais uma opção.

Ricardo Dreia Ramos de Menezes disse...

É anacrônico tratar o Lampião como herói. Há cidades com estátuas dele. Muitos falam do Lampião, com uma ponta de orgulho, enaltecendo a macheza, a brutalidade, a arrogância, a impiedade, etc, próprias das atitudes dele. Aqui em São Paulo, ou em qualquer outro lugar, evito falar sobre esse escroque. Me causa vergonha.

Anônimo disse...

Pessoal, quando da minha infância/adolescência passada em nossa querida Macondo Sertaneja, ouvi muitas histórias/estórias a respeito de Lampião, sua saga, sua coragem/violência, suas ações, etc.
Ouvi, tb, muitas outras dos membros da volante policial que eliminou o grupo de bandoleiros na grota do angico, município de Poço Redondo-SE. Não me recordo de ter ouvido falar da participação do Sr. Antonio Vieira na volante. Falavam do Ten. José Joaquim, pai de Durval, Durvalino e outros, de Sr. José Panta, que diziam ter cortado a cabeça de Virgulino. Resta aos historiadores a elucidação dessa participação.

Anônimo disse...

Abrahão mais uma publicada hoje no portal G1 "Uma das últimas remanescentes da luta do cangaço vive há três anos na cidade de Delmiro Gouveia, em Alagoas. Arister Soares de Lima, 95 anos, disse que não tem saudades do tempo em que viveu na caatinga. Ela também relata que a vida dos cangaceiros melhorou depois da morte de Lampião, pois os integrantes do movimento passaram a ser menos perseguidos pelas volantes (polícia da época).

Maiores detalhes no link
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL705151-5598,00-G+ENCONTRA+CANGACEIRA+DE+ANOS+EM+ALAGOAS.html

Tb nunca tinha ouvido falar da referida senhora.

Anônimo disse...

César, sobre o caderno especial a respeito dos 70 anos da morte de Lampião, se algum blogueiro quiser, posso remeter o material, pois tenho mais de um exemplar comigo.

Anônimo disse...

Caros amigos do blog. No momento em que discutimos um pouco da história de Delmiro gouveia, o que para uns é novidade e para outros nem tanto, chego a perceber que até Lampião que andou em terras nordestinas com mais enfase em terreno alagoano e numa semana em que se completa setenta anos de sua morte, quer queira ou não, a imagem do mitológico e lendário capitão nuca esteve tão evidenciada.
O fato é que, a cada ano, apesar das novas teses que tentam desmistificar a sua fama de bandido insurgente e justiceiro, o mito do “rei do cangaço” se torna mais evidente. “A verdade é que ele é mais idolatrado do que odiado. Lampião representa hoje, forte identidade cultural e instrumento de marketing turístico em parte do Nordeste. Para muitos adeptos, pouco importando a sua trilha de violência, o célebre cangaceiro ainda se configura em um símbolo de resistência, destemor e bravura do povo sertanejo”. Em termos de História do Brasil e em especial do Nordeste é de grande valia.
Abraços.

Anônimo disse...

Há coisas interessantes na publicação sobre os 70 anos da morte de Lampião. O historiador Frederico Pernambucano de Mello mostra o bom gosto do cangaceiro que preferia White Horse (uisque) e perfume francês como o Fleurs D'Amour e na ausência deste, o também francês Royal Briard. Lampião também era um exímio costureiro, fazendo questão de produzir seus paramentos, costurando e bordando. A filha de Lampião e Maria Bonita, Expedita, lógico, guarda pouca lembrança dos pais porque com 21 dias de vida foi adotada por outro casal. Depois, só os viu umas três vezes. Também ela confessa que ser filha de Lampião e Maria Bonita é uma carga pesada que só lhe trouxe aborrecimento.

Ricardo Dreia Ramos de Menezes disse...

Não sinto, nem um pouquinho, minha "identidade cultural" representada pelo Lampião. Há muitos nordestinos merecedores de admiração (não citarei políticos): Graciliano Ramos, Catulo da Paixão Cearense, Luiz Gonzaga, Capiba, Gilberto Freire, João Cabral de Melo Neto,..., Delmiro Gouveia, etc.

Ricardo Dreia Ramos de Menezes disse...

Não sinto, nem um pouquinho, minha "identidade cultural" representada pelo Lampião. Há muitos nordestinos merecedores de admiração (não citarei políticos): Graciliano Ramos, Catulo da Paixão Cearense, Luiz Gonzaga, Capiba, Gilberto Freire, João Cabral de Melo Neto,..., Delmiro Gouveia, etc.

Anônimo disse...

Ricardo me perdoe, mas vc não tem o direito de fazer com que as pessoas deixem de externar a admiraçao, respeito e marca do cangaço na cultura nordestina, é bem verdade que nesse contexto tem os prol e contras, porem jamais a sua idéia vai ser a absoluta verdade, lampião e o cangaço faz sim parte da cultura nordestina vc querendo ou não.

Anônimo disse...

Vou aproveitar este espaço para parabenizar o nosso conterraneo Juvenal Machado, que hoje foi matéria de destaque no Esporte Espetacular na rede Globo. "Maior vencedor do GP Brasil de turfe, ex-jóquei voltou a morar no sertão de Alagoas" Hoje residindo novamente em Delmiro Gouveia depois de 35 anos de muito sucesso no Rio de Janeiro.
Parabéns Juvenal pelo seu sucesso e por levar a nossa cidade ao mundo, através da sua capacidade e dedicação.
Este é o link da matéria: http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM864404-7824-JUVENAL+MAIOR+VENCEDOR+DO+GP+BRASIL+DE+TURFE,00.html

Um grabde abraço a todos.

Anônimo disse...

É com orgulho q venho parabenizar um até então desconhecido do povo delmirense Juvenal Machado e eu ao contrário do meu amigo Edvaldo Nascimento reconheci o Juvenal quando frequentava o Bar da Eva no bairro Novo (acho q a dona era parente dele e tinha algumas fotos e recortes de jornal pelas paredes no final dos anos 80)eu vi e confirmei q era o Juvenal.ele estava no auge e a familia se orgulhava muito dele. e desde então sei q o Juvenal é um de nós: louco por nossa macondo e um orgulho para nossa cidade e para o Brasil!

Anônimo disse...

Oi eu sou a Cleonice Menezes estou tentando me acostumar com o novo blog e "brigando com o computador." Fiz este comentário sobre o Juvenal Machado por que estou muito feliz de ver minha cidade de uma forma vencedora.Ah, teve a participação de Terezinha Bandeira. Luiz vc heim? de Romeu e Julieta? quem diria..........bjs, Cléo.

Anônimo disse...

O nome do Juvenal Machado nunca foi estranho para mim. Ainda quando morava em DG e em pleno anos 70 eu tinha por hábito comprar a revista Manchete na banca do Querozina. E numa destas revistas havia uma longa reportagem sobre ele e falava tb no Pradinho(outro joquei famoso e grande ganhador tb). E lembro muito bem que nesta reportagem dava o Juvenal como nascido em Água Branca. Creio que ele talvez tenha nascido em DG quando distrito da cidade vizinha e por isto constava como nascido por lá. Nos últimos anos sempre que leio alguma coisa a respeito do mesmo dá ele como nascido em DG. A referida revista talvez seja dos idos 1976/1979. A coleção que eu tinha foi dada por minha mãe para alguma pessoa quando da minha saída da cidade. Mas minha memória(para este assunto ainda funciona). Talvez o Paurílio possa nos dizer como funcionava o sistema de registro civil em cartório antes da emancipação.

Anônimo disse...

Uma correção: o outro joquei era o Ricardinho.

Paulo da Cruz disse...

Dependendo do ano em que o Juvenal nasceu, mesmo que o fato tenha ocorrido em DG, ele pode ter sido registrado em Água Branca. Eu, por exemplo, apesar de ter nascido no Pariconha, sou registrado e consto como cidadão de Água Branca. Não sei se o 1º cartório de DG foi criado em 1938, época da elevação da Pedra a distrito, ou em 1952 quando o já distrito de Delmiro passou a município.

Anônimo disse...

o que eu estava procurando, obrigado

Unknown disse...

Olá gostaria de saber um pouco mais