Agora é com vocês.



































César Tavares e colaboradores dando continuidade aos blogs anteriores, abrem suas malas cheias de recordações e lembranças dos tempos passados em Delmiro Gouveia, uma cidade do interior de Alagoas, de sua gente e dos fatos do cotidiano. E convidam os visitantes para abrirem também as suas malas, baús, gavetas e álbuns e retirarem: histórias, causos e fotos do passado e do presente delmirense, a nossa MACONDO SERTANEJA. Contato: cesatavares@yahoo.com.br cesartavares62@gmail.com
20 comentários:
CESAR,ESSE TÁXI É UM OPALA O ANO PROVÁVEL DESSE AUTOMÓVEL É ENTRE 1975 A 1979.
Ademir então o bicho tem entre 35 ou 31 anos de uso. Se fosse contribuinte da Previdência Social, já estaria quase se aposentando por tempo de serviço
Que fotos fantásticas, César, de fato um resgate e tanto no cotidiano feirense daquela comunidade. Se tivesse uma foto de algum carro-de-boi ou do antigo mercado, localizado no centro, ficaria um post completo.
Por David
Repito o que disse sobre as fotos do post anterior: tem que surgir aí um poeta matuto para colocar em versos toda essa beleza, tal qual fez Onildo Almeida com a feira de Caruaru. - De tudo que há no mundo TAMBÉM tem na feira de Delmiro.
Quando eu era garoto, morando na rua Rui Barbosa, nos dias de feira já via cedinho passarem os matutos que vinham de Água Branca com seus animais carregados de frutas das mais variadas. Água Branca, privilegiada pelo clima, era verdadeiro celeiro para aquela região, dando muita manga, banana, laranja, goiaba, verdura, além do saboroso mel de engenho, rapadura, alfinim e o famoso mal casado. Pelo trem chegavam da região de Piranhas, muito peixe e verduras. - Feirona que até hoje tem sua fama.
A Quantos anos a linha férrea foi desativada.
Evitando fazer um terceiro post sobre o mesmo tema, inseri mais algumas fotografias ao final deste.
David até que procurei carro de boi mas não vi nenhum. Fazendo um paralelo com as fotografias enviadas por ti. No passado havia a bandinha de pífanos, hoje, é mais fácil encontrar as famigeradas carrocinhas vendendo cds piratas. E pior: som em alto volume tocando forrós eletrizados de mais uma famosas banda cearense desta semana,música sertaneja ou axé-music. Saudades da bandinha de pífanos.(rs.
Paurílio alguém querendo "poetizar" sinta-se à vontade.
Grato a todos pelos comentários e colaborações até agora.
Mais uma vez quero parabenizar pelas fotos, todas estão dignas de serem publicadas em um livro fotográfico. Inclusive as fotos em tom sépia onde mostra a quietude dos dias sem agitação, contrastando com as coloridas que dão vida e movimento.
O tráfego da ferrovia encerrou em 08 de junho de 1964, em face de serem consideradas anti-econômicas pelo governo Castelo Branco. Eu possuo uma foto de carro de boi no centro da cidade, mas na busca até agora não localizei. E alguma foto do antigo mercado no centro, alguém possui?
Por David
Eu tenho o livro "Mirante sertanejo: prosa e verso" e o cordel "O fim do mundo", ambos de autoria do poeta delmirense Virgílio Gonçalves, mas não possuem referência à feira do município nos escritos poéticos.
Por David
Obrigado David pela informação sobre a linha férrea.
David neste mesmo blog em 11/nov/2008 há um post sobre o antigo mercado com textos e diversas imagens fornecidas pelo Eduardo Menezes, nele é possível verificar as diversas modificações em sua fachada ao longo do tempo.
Eis o link http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com/2008/11/delmiro-gouveia-mercado-pblico-e-suas.html
Hoje, dia 23 de abril, por acaso é uma sexta-feira. Calma, não é nada de história de mal-assombro. São apenas algumas recordações que me chegaram relacionadas a feira na época em que funcionava no centro da cidade. Antes de mais nada devo dizer que são recordações dos anos 60, quando ainda vivia em DG. Nas últimas horas da tarde, já caindo a noite, começava a movimentação. Chegavam algumas carroças trazendo mesas que no outro dia se transformariam em bancas cheias de mercadorias, alguns vendedores já começavam a se acomodar, pois passariam a noite por ali e o centro da cidade pouco a pouco ficava diferente. Naquele tempo, cidade sem TV, o lazer noturno era ficar nas calçadas conversando, assistir algum filme no Cine Pedra ou no Cine Real, perambular pela única praça ou ficar em casa escutando rádio até chegar a hora de dormir. Bem, para os mais jovens que estudavam no GVM, a época ainda funcionando no prédio do GEDG, havia a oportunidade de prosear com os amigos ou mesmo namorar encostado a balaustrada. Sim havia uma balaustrada. Ela protegia as pessoas, evitando cairem no fosso por onde passava e trem, e ainda separava a cidade dita da prefeitura e a dita da fábrica (a vila operária). O que tem a ver a feira com a balaustrada? Bom, era junto a ela que a turma que vinha explorar os seus negócios noo dia seguinte e não tinha onde dormir pernoitava. Lembro bem que quando saia do ginásio, lá pelas 22 horas, via diversas pessoas cochilando ou prontas para enfrentar a noite. Infelizmente essas imagens estão apenas na minha memória. Não as tenho em fotografias e tampouco tenho o dom do desenho para rabiscá-las e aqui deixá-las registradas. Quem viveu em DG nessa época, já longínqua, com certeza lembra disso. Naquela época, talvez por a cidade ser menor, a feira era menos caótica, e menos imunda, do que é hoje. Apesar de tudo isso não deixo, sempre que vou a DG, de fazer uma visita a feira e lá comprar: murici, rosário de ouricuri, massa de tapioca, queijo de coalho, carne de bode, etc. Para que existe fogo, água e sabão. Resolvem tudo e se mantém o sabor sertanejo.
Paulo será que com suas lembranças muito bem descritas e o Eduardo e o Ricardo Menezes com seus talentos de desenhistas e pintores não conseguiriam reproduzir a cena? Daria uma bela ilustração para o blog junto com o seu comentário que é um verdadeiro post. Fica registrada a ideia.
César, gostei da ideia. Está faltando um registro visual da balaustrada e do que acontecia junto a ela. Embora já tenha procurado ainda não encontrei uma única foto em que ela apareça com destaque.
Fiquei maravilhada com a beleza das fotos.Que maravilha sem querer querendo vocês alimentam minhas lembranças de adolecente.É fechar olhos e sonhar.As lembranças do Paurilio são as mesmas que carrego. ´
As imagens que remonta a nossa cidade de ontem e as que nos mostra o presente atual, só vem alimentar o nosso imaginário de um dia ter vivido em tão exuberante lugar!!!!!!
Parabéns por resgatar de maneira tão bela todo um cotidiano delmirense vividos por nós mesmos em algum dia do passado. Haja nostalgia!!
Luiz.
Alguns registros que trago na memória, ligados à feira. O trem -
dia de feira era dia de ver o trem. Eu morava na vila operária e para chegar à feira era necessário passar entre um carro e outro do trem, pois quando estacionado ele se estendia longamente, fechando a passagem normal para os carros e transeuntes. Para os meninos aquilo era atrativo, víamos os homens alimentando a fornalha com lenha ou carvão; a máquina funcionando, as válvulas chiando deixando escapar o vapor; de vez em quando um apito que nos surpreendia, e no susto uma carreira ou uma risada para disfarçar o susto; era uma felicidade ir à feira. - Muitas vezes eu ia à feira com meu avô. Ele levava um carrinho de mão (fabricação própria) e num certo ponto me deixava tomando conta e ia às compras. (Naquela época o operário da fábrica recebia o salário semanalmente. Então o costume de muitos era se prover para a semana seguinte, fazendo suas compras na feira). No final de tudo meu velho vovô, antes de voltarmos para casa, trazia minha recompensa, um pedaço de "macasado". Vem daí minha predileção pelo bolo. Também gostava de tomar um caldo de cana que um camarada vendia numa barrica no meio da feira. Alguns gostavam de tomá-lo com uma certa substância que o tornava como que efervescente, não sei mesmo de que se tratava. - São lembranças boas e imorredouras de coisas e fatos suscitados, como ocorre com outros aqui, quando o tema é a feira em Delmiro Gouveia.
Ainda lembranças da feira em DG. Uma figura que nunca esqueci, até hoje, um soldado de polícia que eu via, sempre que ia à feira. Ele não primava pela apresentação própria, tinha barba crescida, camisa fora da calça, boné desleixadamente colocado na cabeça. O que mais chamava a atenção era o fato de sempre estar ao lado do soldado um garotinho, filho do mesmo, também fardado dos pés à cabeça, com duas pistolinhas, uma de cada lado da cintura. Ficavam os dois pra cima e pra baixo. Creio que ele estava ali pela própria função policial. E aproveitava para aquela exibição. Ainda lembro o nome dele, era Chico Rocha.
PAURÍLIO
Olá César, Estive olhando seu Blogger e fiquei maravilhado com as fotos postadas, e, nas rescentes fotos, encontrei um carro loja que vende tapetes, redes, coxins... E sabe quem faz essas peças? É minha Avó, há mais de 70 anos.
depois mando umas fotos dela no seu inseparável teá manual.
Abraços
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