sábado, 11 de fevereiro de 2012

Feira em Delmiro Gouveia (I) : Brebotes e Mezinhas.

É um tema recorrente em nosso blog,  mas sempre gostoso de falar: Feira em Delmiro Gouveia. 
Como fiz  bastantes imagens da mesma haverá postagens consecutivas apenas  divididas por algo próximo de uma unidade temática. 

Andar pela feira delmirense é  fazer uso completo dos sentidos. É uma orgia de cores, sabores e sons.
 Há um pouco de tudo. Desde alguma erva para cura dos seus males até algum brebote que certamente fará com que o(a) cabra fuja  da dieta imposta pelo seu médico politicamente correto.  

BREBOTES

Pesquisando na internet encontro no  dicionário informal a seguinte definção para Brebote:

"Comida de pouco teor nutritivo, de má qualidade(Pb)
Fica comendo brebote, na hora do almoço, está sem fome".


Discordo totalmente. Quem é capaz de dizer que o encontramos na feira delmirense(nas imagens postadas abaixo) é de baixo valor nutritivo e sem "sustança"?

Agora é com vocês.

PS: Todas as imagens foram feitas por César Tavares em 30/12/2011. Última feira do ano.
É doce mas não é mole!


Rapaduras coloridas e temperadas. 

Mindobim

Seriam bolachas regalia?


Queijo Manteiga: baixos teores de gorduras saturadas. Mas que é gostoso ...

Bolo de Macaxeira? 


Bolo mal-casado?

Pé moleque para uns e manuês para outros. 

Ouricuri cozido.

bolos coloridos.





MEZINHAS


"Mezinhas  – Dicionário de mezinhas e receitas tradicionais

Mezinhas são receitas caseiras, feitas de acordo com sabedorias populares ancestrais, que se acredita possuírem propriedades altamente benéficas e por vezes descuradas pela medicina convencional.

O termo «mezinha» advêm do latim «medicina», que significa: remédio.
As mezinhas, são por isso remédios da «medicina» popular, ou da medicina hoje em dia tida como «alternativa»



Vento encanado tem cura?

Espinhela caída seus dias acabaram.



Será que serve para "dor de veado"?

Quando alguém tem uma "pilombeta" será que se aplica ?


Bom para banhar-se

Casca de angico???

Mucunã serve para que?

Casca de?

Sal Grosso ou "pedra hume" ?

Canela em pau? Gigante não? a canela.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Delmiro Gouveia: (Antigos) Meninos da Rua dos Correios.

Pegando o gancho dos textos anteriores trazemos uma imagem recente de dois dos meninos que aparecem na fotografia “Time dos Meninos da Rua dos Correios”.  Trata-se dos irmãos Zé Humberto e Vaval.

De pé: Paulinho, Neguinho(era vizinho de Gilmar), Gilmar, João Camba, Ailton, Zé Humberto e Edinho. 
Agachados: Vaval (irmão de Zé Humberto), Miguel, Miro de Dna. Zefa, Bráulio e Carlinhos(Futrica). 
Deles  comentei na penúltima postagem: “O Zé Humberto foi colega meu de turma e tb trabalhamos na fábrica na mesma época. E agora na festa do reveillon tive a grata surpresa de reencontrá-lo após uns 30 anos. juntamente com o seu irmão Vaval
Zé Humberto, César e Vaval. Nos primeiros minutos de janeiro/2012 Reencontro após 32 anos.
Durante o ano de 1980(lá se vão 32 anos) viajei com o Vaval durante todo ano letivo. Estudávamos em Paulo Afonso(BA) no Colégio 7 de Setembro. Eu fazia o terceiro ano de contabilidade e o Vaval estava no primeiro  científico. A viagem era feita na caminhonete do Zé Freire.(já foi objeto de postagem nos nossos blog).
Zé Humberto é quinto da esquerda para direita. Rua Freitas Cavalcante/1977. Aniversário de Colega do GVM. Na imagem também temos: Cícero Barbosa, Danúbio Oliveira, João "Tubica" César Tavares, Zé Luis "Carioca" e Evalda Freire

Pois é. Os meninos da ruas dos Correios são hoje em dia jovens senhores. E aí você também conhece as duas figuraças delmirenses?  Deixa seu recado então.


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Grandes Figuras Delmirenses: Bado


A postagem de hoje é uma continuidade da anterior. Como falar dos craques do passado delmirense e não falarmos do Bado?

Em dezembro de 2010, o mesmo  teve um texto em sua homenagem. Basta clicar no link a seguir.


 E agora trago imagens feitas nos primeiros dias de janeiro de 2012. Encontrei o Bado por duas vezes. A primeira na loja do Edson Borracha. E depois num supermercado que pertence ao irmão do Titã(nosso colega de GVM). E em ambas ocasiões conversamos rapidamente e aproveitamos para relembra alguns outros jogadores que passaram pelos campos da nossa Macondo. Entre os nomes foram citados: Zezito, Birino, Tonho de Eusébio, Zominho, Osmar e Osman(irmãos), Bico Fino, Heroldo, Ninha, Guel, Gilmar de Neneco, Fia, Penteado, Bero e até do goleiro Boi falamos. Outros nomes foram citados. Não lembro no momento. Mas espero que nos comentários sejam relembrados.

 E Bado ficou admirado com a minha memória quando fiz referência ao gol mais rápido que vi num campeonato delmirense, que foi o tento marcado pelo Silva Cão. O juiz apitou o inicio da partida e o Silva Cão apenas deu toque na bola e logo em seguida um forte chute por cobertura pegando assim o goleiro(acho que era o Mauro) desprevenido. O lance se fosse cronometrado acho que não levou nem 15 segundos. Seria isto mesmo? Ou estarei mentindo um bocado ou sendo traído pela poeira do tempo?

Agora é com vocês. Confirme ou modifiquem a historia toda. Só não podem deixar de comentarem. Futebol é feito pescaria pode mentir  ops contar sua versão do fato. 

Bado"a lenda viva" do futebol delmirense e César" jan/2012
César, Cleiton Feitoza(amigo dos bons tempos do  GVMe vizinho da rua do Palmeirnha) e Bado
César, Raimundo Bandeira dono do supermercdo e irmão do Titá-nosso colega dos tempos de GVM) e Bado.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Grandes Figuras Delmirenses: Gilmar de Neneco.

Sim eu vi Gilmar de Neneco jogar. Tive este privilégio. Quantos delmirenses natos ou adotados podem dizer tal frase? Creio que mesmo até aqueles que não são muito chegados a apreciar uma partida de futebol já tenham ouvido falar da lendária figura.

Gilmar de Neneco era uma das raras figuras no cenário futebolístico delmirense nos anos 70, que era uma verdadeira unanimidade. Até os adversários do Palmeirinha e o elogiavam. Jogador de raciocínio rápido e com habilidade ímpar. Seus dribles desconcertavam os adversários e levavam o público ao delírio. Goleador nato. Passes perfeitos e visão completa do jogo. E fazia tudo isto com um sorriso, quase permanente, estampado no rosto. Uma figura querida por todos e sempre bem humorado.

A habilidade futebolística era uma característica de sua família. Não sei se alguém poderá dizer que era algo genético. Sobrinho do famoso Bado (de quem já falamos por aqui.( Veja neste link http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com/2010/12/bado-um-icone-do-futebol-delmirense.html ) e também sobrinho do Zé Preto. E obviamente seu pai Neneco a quem não vi jogar mas já ouvi dizer que era muito bom. Em rápida conversa com Bado , disse-me ele que já ouviu muito que:“Neneco que era o melhor jogador da família”.

E nos primeiros dias de 2012, quando em Delmiro Gouveia, tive o prazer de ser informado pelo Rubinho de seu Nininho que o Gilmar estava na cidade estava querendo falar comigo. Bem o encontro aconteceu no dia seguinte quando eu já estava de quase partida para o Recife. Mas mesmo assim foi possível travarmos um rápido papo onde todos mataram um pouco das saudades. E neste papo foi relembrando uma pequena historia de quando o Gilmar ainda garoto e morando na rua dos Correios, nas peladas que eram travadas no campinho onde hoje é o prédio da prefeitura, a meninada não deixava o mesmo “jogar na linha” porque isto desequilibraria totalmente o jogo. Mas o Gilmar para não ficar de fora era “obrigado a jogar de goleiro”
Gilmar de Neneco atualmente mora em Rondônia e trabalha nas obras das grandes usinas hidroelétricas que se constroem na região norte do país. E também estava fazendo uma rápida visita aos seus parentes em Delmiro Gouveia.

Querendo relembrar ou até mesmo conhecer um pouco do passado do futebol delmirense é só consultar este link http://amigosdedelmirogouveia.blogspot.com/2009/12/futebol-delmirense-craques-do-passado.html
Agora é com vocês.
Gilmar de Neneco "a lenda do futebol delmirense", César e Rubinho de seu Nininho  (DG  jan/2012)
César e Gilmar de Neneco "O Craque lendário"
Gilmar e o seu filho também chamado Gilmar. Será que o garoto também será um  craque?
Time do Palmerinha nos anos 70. Gilmar é quarto jogador agachado(da esquerda para direita)
Time de pelada dos meninos da rua dos Correios e adjacências. Gilmar  neste time era "forçado a ser goleiro"
Time do Palmeirinha nos anos 60.  Adivinhe que é "mascote do  time"? Isto mesmo o garotinho  é o Gilmar.
Formandos do Ginásio Vicente de Menezes turma de 1974. Gilmar  é  de camisa branca com mangas compridas.
Momento de lazer na piscina do Clube Vicente de Menezes nos  70. Gilmar e seus colegas. 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Delmiro Gouveia: Nos tempos do ônibus de Zé Balbino.

Em antigos textos deste e dos blogs antecedentes falávamos sobre as dificuldades que se tinha para ir de Delmiro Gouveia/Al a Paulo Afonso/BA: desde a estrada que não era asfaltada como também a ausência de linha regular de ônibus.

Quem tinha algo para resolver na adiantada cidade vizinha, seja buscar algum atendimento médico no hospital da Chesf ou até mesmo comprar algum produto mais elaborado que não havia nos estabelecimentos macondianos tinha que se valer dos préstimos dos motoristas de rurais ou do famoso ônibus de Zé Balbino.

E para aquelas gerações de delmirenses mais novos que apenas ouviram falar de tal ônibus e achavam que era apenas uma lenda urbana, eis uma fotografia cedida pelo nosso leitor Chico de seu Nozinho(Chico´s Bar), onde aparece três coisas bem interessantes:

• O famoso ônibus (antes dele teve outro na cor amarela e portando apelidado de “febre amarela” (este não cheguei a ver. Mas dizem que era um antigo veículo escolar americano);
• A rural do Lula Cabeleira. (segundo Chico);
• E um ponto famoso que foi demolido: O Abrigo de Mané Bispo.

Agora é com vocês. Será que há alguma historia interessante que você lembre e que envolva algum dos envolvidos? Partilhe então suas lembranças conosco.


Parte do Centro de Delmiro Gouveia: final dos anos 60 ou inicio dos anos 70.(foto cortesia de Chico  de Nozinho)

domingo, 8 de janeiro de 2012

2012- Chico´s Bar abrindo seus arquivos delmirenses

Eis 2012, e por enquanto o mundo ainda não acabou e nem o nosso blog !(em suas mais variadas versões vai entrando em seu décimo ano se incluirmos a velha página ainda em formato hpg-está foi retirada do ar pelo provedor).

E após quase dois meses sem nenhuma postagem nova, vamos retomar aos poucos a saga de falarmos da nossa “Macondo Sertaneja”.

Agora nos final de dezembro/2011 e primeiros dias de janeiro/2012, estive por cinco dias na terrinha para visitar parentes e amigos. Aproveitei e fiz algumas imagens que postarei na medida do possível. Nenhuma grande novidade. Apenas retomando temas já falados.No entanto para minha alegria no dia da volta, quando já nos preparando para pegar estrada, eis que chega na pousada onde estávamos hospedados o Gilmar de Neneco(receberá um post em sua homenagem em breve), Rubinho e Chico de Seu Nininho. E o Chico apareceu com um envelope com algumas fotografias bastante interessantes. Obviamente foram feitas imediatamente copias das mesmas.

E assim, aos poucos, vamos postando. Algo engraçado eu pergunto: “Chico qual o seu sobrenome para colocar nos créditos ? Ele responde: Coloca “Chico´s Bar” que é como todo mundo me conhece mesmo”.
Vamos então ao que interessa. E depois conto com os comentários dos abnegados leitores/visitantes.

Chico mostrando para César velhas fotos delmirenses(jan/2012)
Dr. Serpa com sua irmã Socorro. Baile de Formatura. Dr. Serpa foi  prefeito de DG nos anos 70.
Eis uma rara imagem:  Alfredisio Menezes(primeiro prefeito de DG), Chico Serpa ainda  garoto, Natércia Serpa(educadora de gerações de delmirenses), Dr. Antenor Serpa(também foi prefeito em DG) e D.Oga.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

"Quando o Mundo Iria se Acabar" (Delmiro Gouveia anos 70)




Aproveitando que estamos chegando próximo ao final de 2011. E considerando o que dizem as lendas dos antigos povos  Maias ( e os cineastas de Hollywood ) que o mundo se acabará em 2012, estamos trazendo um texto postado em abril de 2005, ainda no primeiro blog da série Amigos de Delmiro, onde relembrávamos que no inicio dos anos 70, "o mundo também iria se acabar".



Ou seja: este negócio de fim do mundo é meio cíclico. Em todo caso estamos avisados. O mote originalmente foi dado por um poema do Edmo.  Vamos ao que interessa.


Valhei-me
Para: Tia Helena
Autor: Edmo Cavalcante.

Valhei-me minha Nossa Senhora
Chegou por esta região
Uma notícia de arrepiar
Por uma boca só o povo tá falando
Na feira outro assunto não se dá atenção
Se pegue com Padinho Ciço e Nosso Senhor
Se quiser escapar dessa
Pelo que o povo dia esse um conselho de Frei Damião
Corre logo na feira não perca tempo não
Compre uma cruz de palha
Pregue na porta de sua casa
Reze o terço completo
Se pegue com tudo que é santo que o valha
Compre também carvão
Enterre bem no chão.
São três pedaços. Não esqueça de fazer uma oração
O carvão é prá enterrar na cozinha.
Se não tiver jarra pode embaixo da quartinha
Valhei-me Minha Nossa Senhora que noticia desmantelada
Veio chegar por esse sertão
Pode até ser boato
Mas é bom se cuidar: muita reza, cruz de palha e carvão
É melhor não confiar.


O texto acima é do Edmo Cavalcante. O fato narrado em forma poética é verdadeiro. Eu lembro perfeitamente.

Naqueles tempos (início dos anos 70), o misticismo ainda era muito grande no sertão. E não se sabe de onde surgiu o boato que o mundo iria se acabar. Diziam que o Frei Damião tinha dito que a casa que não tivesse três pedras de carvão embaixo do pote na cozinha estaria condenada. E tome gente a arrebentar o piso e cavar em busca destas pedrinhas. Como se não bastasse a lenda que do ano 2000, ninguém escaparia.

Era lenda. Um terrorismo danado para nossas cabecinhas infantis.  Nesta época eu morava na casa dos meus avós maternos. E por eles não embarcaram nesta onda não. Foi um dos poucos.

No entanto, salvo engano, o Edmo traz uma versão um pouco diferente. Creio que não era para comprar o carvão. Era para que em cada casa, se cavasse embaixo do pote(jarra) e teria que se encontrar três pedras de carvão. E com estas pedras fazer uma cruz na parede frontal da casa. Assim este lar estaria protegido contra o fim do mundo. E se não tivesse pote que se cavasse embaixo do local onde ficava a quartinha (um pequeno vasilhame de barro onde se colocava a água para esfriar).

As cruzes de palhas de coqueiro eram utilizadas em outra ocasião. As pessoas no Domingo de Ramos, levavam palhas para serem abençoadas pelo padre na hora da missa.  E com estas palhas confeccionavam pequenas cruzes, bem simples, e as colocavam coladas na porta da frente. Desta maneira ficariam livres de todos os males. Amém.

E aí você ainda lembrava destes fatos? Ou ao menos ouvir falar disto? Será ainda é possível se encontrar nas portas das casas mais simples a cruz de palha? Ou este costume também se acabou? E você que não morava em Delmiro Gouveia, conhece alguma lenda urbana como esta?  Você também tinha medo que o mundo se acabasse no ano 2000?

Deixe seu recado. Participe.

O famoso Frei Damião

Praça Padre Cícero em Delmiro Gouveia
Neste pequeno ponto comercial onde as pessoas estão em frente era a residência dos meus avós maternos.
Edmo Cavalcante é o número 2.  Rua do ABC. Inicio dos anos 70. Será que os garotos discutiam  os destinos do mundo? 

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Sugismundo ( tempos delmirenses/ anos 70)

Resgatando mais um pequeno texto do primeiro blog (Sugismundo em novembro de 2004). O tema se concatena com o post anterior (Lixão em Delmiro Gouveia/ por Profª Jane Cleide dos Santos)

E o bom da internet é o seu dinamismo. Quando da postagem original não existia ainda o Youtube. Mas graças a esta ferramenta, nossa antiga postagem ganha movimentação. E sendo assim trazemos à baila novamente o velho personagem do Sugismundo.


Sugismundo.
Texto originalmente postado em 11/novembro/2004.

Televisor preto e branco. Em cores ninguém na cidade ainda possuía. Quem não corria para a sala quando ouvia a voz do Sugismundo?
O Sugismundo era o protagonista das campanhas educativas, incentivando higiene e limpeza, lançadas pelo governo federal.
Creio que naqueles tempos bicudos de ditadura militar, talvez ele fosse a única coisa suave, engraçada e simpáica.

Saudades do Sugismundo.

E aí você ainda lembrava-se dele?  Então agora matemos nossas saudades revendo antigos vídeos. E depois que tal deixar o seu comentário?  

terça-feira, 11 de outubro de 2011

" Por Um Planeta Sustentável " (projeto trabalhado em escola delmirense)

Navegando pelo Orkut vejo no álbum de uma pessoa amiga umas fotos bem interessantes feitas num lixão em Delmiro Gouveia. Solicitei autorização para reproduzir no blog. Mas entrando em contato com a autora, sugeri que além das fotografias ela bem que poderia fazer um texto para situar os leitores do nosso blog. Ela topou a ideia.  E hoje a postagem fica por conta da professora Jane Cleide dos Santos.

Vamos ao que interessa:


Por um Planeta Sustentável”
 Texto e imagens de autoria de Jane Cleide dos Santos.

Meu nome é Jane Cleide Santos, sou pedagoga com Especialização em Educação Infantil e Alfabetização, sou professora há mais de 20 anos e dou aula em duas escolas públicas, uma estadual e outra municipal, ambas localizados em bairros periféricos, na cidade de Delmiro Gouveia, no Sertão Alagoano.

A escola onde foi desenvolvido o projeto em tela chama se Escola Municipal Eudócia Vanderlei Sandes. É uma turma de 4º ano, 22 alunos que apresentam dificuldades para ler e escrever e em sua maioria fora da faixa etária para o respectivo ano escolar. O bairro onde está localizada a escola chama se Área Verde, o mesmo teve início a partir de invasões dos terrenos desocupados pertencentes à viúva do Sr. Antônio Carlos de Menezes, antigo proprietário da única Fábrica Têxtil da cidade, hoje “Fábrica da Pedra”, onde já havia um enorme lixão que ainda hoje existe e é de lá que muitos dos pais de alunos tiram o seu sustento e até mesmo muitos dos nossos alunos ajudam os seus pais.

O Projeto “Por um Planeta Sustentável” nasce não apenas para cumprir um roteiro de conteúdos pré estabelecidos no início do ano, mas com o objetivo de proporcionar uma reflexão acerca da realidade que cerca aos nossos alunos, como também repensar o comportamento de cada um de nós, diante da problemática mundialmente discutida que é a convivência do homem com o meio ambiente, progredir em harmonia com o planeta, buscar meios sustentáveis que proporcionem qualidade de vida todos nós, ao mesmo tempo questionando os direitos e os deveres dos catadores que buscam o seu sustento no lixão sem proteção alguma esquecidos pelas autoridades locais.

O projeto teve início com a leitura dos textos – Os problemas ambientais na cidade; A ocupação desordenada dos espaços urbanos que trás como conseqüência a poluição do ar, do solo e da água, encontrados no livro didático de ciências que utilizo com eles. Outros textos também foram estudados, como a decomposição dos materiais e o papel do cidadão. Após as leituras e debates realizados em sala de aula, fomos visitar o lixão que está situado muito próximo da escola e presenciar o trabalho dos catadores, que disputam o lixo entre si e até mesmo com animais, em condições desumanas, como mostram as fotos em anexos, assistimos ao curta metragem Ilha das Flores.

Trabalhamos não apenas ciências, mas todas as disciplinas, e por ser um tema transversal, perpassa por todas elas de maneira satisfatória.  Confeccionamos brinquedos reaproveitando restos de papeis, o baragandão, dramatizamos o Rap da limpeza (o texto encontra se em anexo), a música “jogue o lixo no lixo”, os alunos confeccionaram as fantasias para as apresentações que aconteceram no pátio da escola, com sacolas de supermercado que trouxeram de suas casas; fizeram os detergentes biodegradáveis, receitas pesquisadas por mim na internet e ensinaram aos pais como fazer. Investigamos também que tipo de lixo produzia a escola e sua quantidade, construímos gráficos e cartazes com os resultados.

A culminância se deu com a apresentação e exposição de todo material estudado e  analisados pelos alunos, com as dramatizações construídas por eles sob a minha orientação, tal projeto teve a duração de três semanas, ao final foi feita uma avaliação geral da sala e uma auto avaliação que buscou detectar como se deu a participação de cada um.
O que ficou claro após estas avaliações e analise dos registros feitos durante o desenvolvimento do projeto, que constituíram a memória do projeto, foi que este tipo de trabalho envolve toda a sala e dá ao professor subsídios para repensar sua prática pedagógica. 
Alunos, sob supervisão de adultos, encaminhando-se para aula de observação  no lixão.
Alunos atentos ouvindo as explicações sobre o que se veria logo em seguida.
A caminho do lixão
Chegando ao lixão(umcontraste interessante a degradação ambiental  e ao fundo uma  bela paisagem circundada por  serras)

Chegando ao lixão
animais soltos circulam pela área.
Trabalhando no lixão(homens e urubus no mesmo espaço)
Habitação improvisada pelos trabalhadores do lixão
Vidros separados para reciclagem.
Nota-se habitações bastante próximas do lixão.
Um dia de rotina: lixo abundante, homens e animais.
Máquina tentando impor alguma "ordem" no lixão.
O trabalhador lembra vagamente um espantalho.
De volta a escola: trabalhar o que foi observado.
Um grupo de alunos prontos para uma representação teatral diante dos olhares atentos dos demais
Outra atividade lúdico-educativa com o tema visto in loco. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Kichute. Eu tive um. E você?(memórias dos tempos em Delmiro Gouveia)


Resgatando mais uma postagem do primeiro blog da série. É bom lembrar sempre que o nosso blog usa deste expediente de trazer velhos textos nos períodos de entressafra ou seja na ausência de material novo. E como os antigos blogs podem a qualquer momento serem desativados pelo provedor, não seria muito interessante perdermos parte dos nossos antigos paleios.  Portanto hoje falaremos novamente sobre o velho e bom par de kichutes.


Kichute. Eu tive um. E você?
Texto originalmente postado em 10 de novembro de 2004.

Isto é um kichute. Lindo o design não?

Apenas uma chuteira com travas de borracha. Duro que só a gota serena. E pensar que isto já foi moda. Quem não calçou um destes nos anos 70?

No colégio fazia parte do uniforme. Acredite se que quiser, tinha gente que ia para os saraus ou bailes nos clubes delmirenses calçado com um bicho destes. E ainda abafava (gíria de época).

Nestes tempos de grifes e tudo que é marca olhar para o passado torna-se hilário. Ele nos assombra por vezes.


Era um tanto charmoso amarrar os cadarços na canela. 
Desfile de 7 setembro em Delmiro Gouveia: alunos do GVM. Eis quem aparece nos  pés dos garotos? (foto cortesia de Adailton)

 PS:
Aproveito e trago um comentário feito no antigo blog. Os outros comentários foram perdidos.

Caro Cesar,

Quanta criatividade recheada de humor e muita nostalgia,confesso q qdo ganhei meu primeiro kichute,fiquei tão empolgado q programei até o dia de calçá-lo,na realidade foi numa tarde de domingo,onde na ocasião fui para o matinê no tb inesquecível cine pedra, rs rs rs. 

Ednaldo Pilão | Email | 25-06-2008 15:21:48 

Comercial feito pelo craque Zico